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sábado, 30 de junho de 2018

LEVÍTICO, ADORAÇÃO E SERVIÇO AO SENHOR - EBD LÇ. 01 01/07/2018


EBD LÇ. 01 01/07/2018 “LEVÍTICO, ADORAÇÃO E SERVIÇO AO SENHOR”.

Com minhas desculpas pela demora na publicação. 

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I –  LEVÍTICO UM LIVRO POR EXCELÊNCIA.
II – A CEREZA DA AUTORIA MOSAICA.
III – OCASIÃO DO NASCIMENTO DE ISRAEL.
IV – O OBJETIVO DE LEVÍTICO.




   
I – LEVÍTICO UM LIVRO POR EXCELÊNCIA.

1.1 O nome do livro.

Todos nós sabemos pela intimidade com a bíblia que o pentateuco corresponde aos primeiros cinco livros da bíblia.
GÊNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMERO E DEUTERONÔMIO.

Levítico, o terceiro da lista  e o autor da lição considera o significado literal, “Vaicrá” (original hebraico) como sendo conhecido pelos significados de “e chamou”, “e separou” e “e santificou” que é o que dá o tom ou sentido deste livro como organização religiosa ou espiritual do povo de Israel.

É bom saber que na erudição judaica, diz o autor, Levítico é conhecido por “Torath Kohanin”  – A lei dos sacerdotes.

1.2 Estrutura do livro.
Como é bom aprender e aprendo com todos.

O Levítico segundo o autor e tantos estudiosos biblicistas possui a seguinte construção:
27 capítulos, 859 versículos e aproximadamente 24 mil palavras.
Nele ainda se encontra, segundo o texto da lição, 26 promessas quanto ao proceder obediente de quem professa adorar a Deus.

Nele temos:  Mandamentos, proposições, narrativas e profecias, além é claro, do simbolismo que sempre remete à Cristo.

1.3 Singularidade do livro.

Segundo o autor a singularidade do livro está em que, é um manual referente a forma correta de se adorar a Deus e que embora tenha sido redigido  por um profeta, foi dirigida aos sacerdotes.

Na igreja somos todos “(*)sacerdotes” e igualmente “adoradores”.

(*) Sacerdote aqui, não aponta nem por sonho, a estrutura do sacerdócio vétero-testamentário; é bom não querer inventar.

1.4 As divisões de Levítico.

Vou expor tentando facilitar sua leitura, para o menos acadêmico possível:

Nove seções. As seções apontam para o conjunto de temas.
Ofertas, lei das ofertas, Consagração, uma transgressão com exemplo, um Deus santo exige um povo santo, expiação, a conduta do povo de Deus, as festas de Jeová, instruções e avisos.

1.5 Origem divina e humana do livro.

À semelhança dos demais livros da bíblia o Levítico é um texto verdadeiramente humano e verdadeiramente divino, escreve o autor e completa dizendo que logo no principio, já deixa patente sua autoria e coautoria:

“E chamou o SENHOR  a MOISÉS  e falou com ele da tenda da congregação”. Levítico 1:1.

Essa é a parte que incomoda o mundo leitor de forma geral; ficam incomodados com os mistérios dessa revelação e procuram como agulha no palheiro, desqualificar a Palavra de Deus.

Rs. Coitados! 

1.6 Excelência literária do livro.

Primeiro, a inspiração do livro em cada página; incomparável a tudo o que se lê e até os mais elaborados da história antiga quer seja o livro dos mortos dos antigos egípcios (a Bíblia é dos vivos) ou escritos de entre os povos primitivos da mesopotâmia.

Ainda segundo o autor, o Levítico pode ser compreendido como o livro da transição ou ponte entre o Êxodo e Números seguido do Deuteronômio.


II – A CERTEZA DA AUTORIA MOSAICA.


2.1 Deus, o autor divino.

(Lv. 1:1) “E chamou o SENHOR a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:  Isto por sí mostra a presença e autoria do Senhor.

A chamada acima dá autenticidade à autoria divina.
 
Vou usar aqui uma conhecida figura que certamente vai facilitar o entendimento:

As marionetes são  aqueles bonecos articulados que se movimentam  sob o comando das mãos do seu possuidor e é exatamente assim que vemos em toda Escritura Sagrada, com a diferença que Deus conserva o  arbítrio e consciência do homem, não lhes negando sequer os questionamentos naturais a exemplo de Abraão quando foi informado sobre a destruição de Sodoma e Gomorra

Leiam (Gn. 18) a partir do verso 18.


2.2 Moisés o autor humano.

O autor considera Moisés o homem mais sábio que o mundo conheceu segundo a sua própria opinião excetuando o Senhor Jesus Cristo.

A sabedoria de Moisés como a de José, Salomão,  Daniel e tantos outros, para mim, mostra que o Senhor interfere na inteligência de “alguns” homens cujo coração esteja totalmente inclinado para fazer a sua vontade.

Com relação a Jesus, por nada faria qualquer comparação, nem mesmo por simples insinuação considerando que nele,  habitava corporalmente toda a plenitude da divindade. (Cl.2:9)  isto é; Deus estava em Cristo (2Co. 5:19)

Com relação a Moisés, o autor descreve a sua cultura e aprendizado no Egito.

Moisés foi instruído em toda a ciência do Egito e um homem  poderoso em palavras e obras.  (Atos 7:22).

Com certeza esse conhecimento adquirido capacitou Moisés a escrever, declarando-o indubitavelmente autor do livro.

Assim temos o Levítico; um livro realmente profunda  riqueza literária tanto quanto a  riqueza de imagens, símbolos e tipos.

Da imagem;  retrato na mente a hora do culto coletivo e dos sacrifícios. Do lado de dentro da tenda da tenda da congregação,  os sacerdotes e fora, os hebreus que iam  oferecer seus sacrifícios.

A imagem reproduzida em Levítico,  dos objetos ao culto e os sacrifícios  não era a imagem exata das coisas, pois um olhar no futuro e tudo aquilo mostrava o Filho de Deus envolvendo-se em toda a trama do altar do sacrifício como oferta única e  pelo altar do incenso, o olor da sua pureza e santidade.


2.3 O idioma original.
O tópico é longo, tentemos simplificar para cobrir o tempo.

O autor começa falando de Abraão, pois desse Patriarca temos a nação hebraica com sua linguagem própria, mas no princípio não foi assim, lembrando que Abraão fora morador da Mesopotâmia de onde saiu a tribo nômade dos hebreus. Abraão certamente tinha a influência linguística dos acádios.

Considera-se a língua de Abraão como pré-hebraica que mais tarde se mistura a língua dos moradores de Canaã.

A língua semítica dos cananeus facilita o trânsito de Abraão pela região. Ao longo de provavelmente 500 anos, até Moisés, a língua hebraica foi se aperfeiçoando.

Segundo o autor na lição, declara que o isolamento do povo hebreu na terra de Gósen levou a esse aperfeiçoamento e assim, considera que se Moisés tivesse escrito sob a influência dos hieróglifos egípcios ou a escrita cuneiforme dos acádios, não teríamos a revelação que abraçamos.

Seu contato com a escrita sinaítica ou proto-sinaítica um dos alfabetos mais antigos,  foi com essa linguagem  que Moisés recebeu de Deus toda a revelação espelhada ao longo dos seus 27 capítulos.

Lembrar que toda escrita e forma de comunicação aconteceram após a divisão das línguas quando foram espalhados por Deus na tentativa de construir uma torre.



2.4 A escrita pentatêutica.

Este tópico é carregado de informações de caráter acadêmico o que certamente está fora do alcance da maioria absoluta dos nossos crentes, sem desprezar a necessidade do conhecimento histórico  das principais línguas, já comentadas nos tópicos anteriores.


III – OCASIÃO, O NASCIMENTO DE ISRAEL.


3.1 A data da redação do Levítico.

O autor fala da cronologia bíblica  geralmente aceita e assim, estima-se que o Levítico foi escrito por Moisés em 1445 aC.

Para chegar a conclusão da data, os estudiosos tomam como referência a movimentação e os fatos que nortearam a vida do povo hebreu até chegar em Canaã.

Nada muda do ponto de vista teológico ou da nossa fé, pois por mais insistente que sejam as discussões em torno do assunto, para nós basta e devemos nos ater na importância do legado que Levítico representa para o povo de Deus, tanto dos judeus como dos gentios.

Realmente, com Levítico aprendemos como Deus era zeloso com o seu povo assim como é conosco em nos dar o maior penhor que alguém possa desejar; o seu próprio Espírito Santo.


 3.2 O período do Levítico..

O autor faz lembrar de dois episódios que de certa forma, contaminaram o futuro do povo:

O bezerro de ouro, (Ex. 32) e o segundo a incredulidade de quem achava nunca conseguir a posse da terra prometida.

Esses acontecimentos nos remetem para os dias atuais em que a igreja do Senhor, a Eclésia ou ajuntamento representado pelas igrejas espalhadas no mundo, tem sido fragilizado com apostasias e heresias de toda ordem e natureza.

Enquanto isso a verdadeira igreja representada por crentes fieis marcha impoluta, ao encontro do noivo Jesus.

3.3 A peregrinação e o atraso.

Quem possui a lição bíblica, recomendo a leitura deste tópico que trata do seguinte tema:

O atraso na chegada em Canaã. O que poderia acontecer em dois meses, durou quarenta anos de peregrinação e assim, uma geração inteira vinda do Egito, morreu no deserto nesse tempo.

Se há algo que Deus reprova é a desobediência às suas instruções.

Se o Levítico levou a organização do povo, os textos apostólicos revelam que estrutura de vida cristã precisamos viver para agradar aquele que nos alistou ara essa batalha até chegarmos na Canaã Celestial.


3.4 A congregação no deserto.

O autor propõe discussão sobre a construção, ou melhor dizendo, a fabricação de tendas portáteis como o tabernáculo caso a peregrinação durasse apenas dois meses para algo mais definitivo?  Claro que concordamos.

Alguém pode achar que Deus induziu o povo a pecar para que tudo  acontecesse dessa forma? Não!

Há muitos fatos ocorridos e registrados na bíblia que podem lançar dúvidas quanto a integridade de Deus, mas a razão é simples não podemos nos esquecer que Deus é onisciente, onipresente e onipotente e assim prevendo castiga o cérebro pensante dos pobres mortais quando lemos descrições quase que antecipando os fatos.

A desobediência traz retardios e atrasos em todos os sentidos, diz o autor.

IV – OS OBJETIVOS DE LEVÍTICO.

Vou tentar simplificar esse quarto ponto da lição:

4.1 Objetivo doxológico. – Forma litúrgica do culto que Deus queria que fosse celebrado pelo se povo.

4.2. Objetivo hagiológico – Tratado ou estudo da vida dos santos ou dos seus exemplos no serviço a Deus. Devemos considerar, segundo o autor duas fases; a busca e separação do homem em relação ao mundo e leva-lo a santificação pelo ensino e pela graça do Senhor.

4.3 – Objetivo didático – O aprendizado, hoje chamado de discipulado. O conhecimento dos princípios rudimentares tão importantes para o crescimento na fé.

4.4 – Objetivo diaconológico – ensinar o modo de melhor servir a Deus, hoje chamado de diaconia ou serviço cristão e assim, o hebreu foi ensinado em como melhor servir o Senhor.

4.5 Objetivo missiológico – Aquele que se deleita em fazer o bem para o engrandecimento do Reino de Deus. Em todo tempo Deus se mostrou preocupado com o seu ovo quanto a inércia ou ação efetiva.




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Aos Irmãos coordenadores ds e EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

                           

Um comentário:

  1. Uma lição difícil para a maioria do nosso povo e longa para um período de aula de no máximo 50 minutos com uma linguagem altamente acadêmica.

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