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sexta-feira, 25 de maio de 2018

”ÉTICA CRISTà E PLANEJAMENTO FAMILIAR.". LÇ 9 EBD 27/05/2018


EBD LÇ. 09 27/05/2018  ”ÉTICA CRISTà E PLANEJAMENTO FAMILIAR.".


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I – CONCEITO GERAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR.
II –  O QUE AS ESCRITURAS DIZEM S/ O PLANEJ. FAMILIAR.
III –  ETICA CRISTÃ NA LIMITAÇÃO DO NUM DE FILHOS..

 Uma família bem estruturada é uma bênção para os pais principalmente na velhice.





   
I – CONCEITO GERAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR.

Já tendo lido previamente a lição, com certeza vou respeitar o argumento do autor, mas em alguns pontos, darei o meu parecer sobre o tema, cabendo a cada um fazer o próprio julgamento considerando que “planejamento familiar” é uma questão dos últimos 50 anos em tese.
  
1.1   Controle de natalidade.

O autor considera ser necessário separar e compreender as diferenças entre “controle de natalidade” e  “planejamento familiar”. Vamos ao estudo!.

Não é tão fácil quanto parece, mas vamos dizer que controle de natalidade está para os países pobres ou para os pobres como planejamento familiar está para os países ricos ou ricos. Próximo disso temos que o controle da natalidade tem por trás uma política de reduzir o crescimento demográfico em países pobres. O planejamento familiar tem outras vertentes:

a) Os que planejam por vaidade feminina.
b) Os que querem uma família controlada por questões financeiras e partilhas.
c) Como forma da família classe média defender o bem estar, a educação e a saúde dos seus filhos.  

Vê-se que o controle de natalidade não é algo produzido no coração dos país ou familiares, mas uma politica de contenção populacional.

O relatório Kissinger, foi um estudo cujo autor apontava para esterilização em massa ou mesmo uso de contraceptivos para conter o aumento demográfico como ameaça para os países ricos.

O relatório Kissinger foi produzido pelo então poderoso secretário de estado Norte Americano Henry Kissinger (1974) com vistas a neutralizar o crescimento populacional nos países pobres.

Cumpre-se a teoria Malthusiana (nada com profecia) do pastor anglicano e economista Thomas Robert Malthus (1766-1834) que a população cresceria em ordem geométrica (2, 4, 8, 16, 32 64, 128...) enquanto os alimentos cresceriam em ordem aritmética (2, 4, 6, 8, 10, 12...). Enquanto isso, as indústrias enchem os alimentos de conservantes, responsáveis pela superlotação nos hospitais.
  
A China é hoje o grande exemplo de interferência estatal para o controle de natalidade.

A FAO aponta que cerca de  33% de tudo o que é produzido, vai para o lixo e isso daria para alimentar os países pobres do continente africano, mas a visão do mundo desenvolvido não é essa.

1.2   Planejamento familiar.


O nordestino sempre foi alvo de zombaria no Sudeste por conta das famílias numéricas Vale lembrar que o NE viveu sempre da agricultura familiar e nisso, filhos representavam a força de trabalho. Hoje tudo mudou. O avanço tecnológico na indústria e no campo tem reduzido a mão de obra, portanto, menos filhos necessários à mão de obra no campo.

Apenas a agricultura familiar que mantém a forma manual de produzir, precisa de mão de obra que atenda suas necessidades.

Dói ver o pequeno agricultor abandonado no campo sem assistência básica para si e seus familiares.


II – O QUE AS ESCRITURAS DIZEM SOBRE  PF.

2.1 A família e a procriação da espécie.

Fundamentalmente o que lemos nas escrituras e não desce a detalhes dos nossos conflitos, trata da ordem divina decorrente da criação do mundo, dos seres vivos animais que seguem a sua natureza procriadora e em especial o homem, criado à imagem e semelhança de Deus. (Gn1:27).

 A sentença mais conhecida no mundo todo:

(Gn.1:28) E Deus os abençoou e lhes disse: “...multiplicai-vos  e enchei a terra”.
(Gn 9:7) Após o diluvio: “... mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e multiplicai-vos nela” Após o diluvio.
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Não há o que discutir quanto a progressão populacional, mas obviamente Deus não está exigindo que uma família faça tudo isso até por conta da capacidade limitada da mulher em gerar filhos; nem por isso, pode-se usar qualquer texto de Gênesis para pensar no planejamento familiar.

O que entendemos é que muitas questões ligadas aos seres humanos, principalmente os conflitos modernos, tem estado ao alcance da razão e da busca do entendimento bíblico.

Nesses casos, a oração deve ser parte da nossa vida de dependência total a Deus, sabendo que ele sempre tem o melhor para todos nós, sem contudo inviabilizar a ideia de que o planejamento familiar deve ser a causa do entendimento entre marido e mulher.

Casei-me com a jovem Edna muito cedo e completamos 48 anos de vida conjugal em 25/04/2018; temos 4  maravilhosos filhos com diferenças de 4 anos de idade e de forma muito natural, sem estresses, conduzimos nossa casa e eu fazia uso da tabela de Ogino-Knauss que sempre funcionou e quando deixou de funcionar foi por teimosia nossa. Após a terceira cesárea, foi feito o ligamento das trompas.

Ligamento das trompas é a cessação definitiva da procriação, ainda que a medicina tem seus meios de reverter o processo, não no caso de quatro cesáreas.

2.2 O planejamento familiar no Antigo Testamento.

Em muitas reuniões cristãs nos lares e por ocasiões especiais, fazemos a leitura dos Salmos 127 e 128 e na prática, não sustentamos isso.

a) Os filhos são herança do Senhor.
b) Como pedras na aljava do valente.
c) Tua mulher como árvore frutífera  e teus filhos como plantas de oliveira em redor da mesa.

O autor cita exemplos como:

- A fertilidade era vista como uma dádiva.
- A esterilidade era motivo de discriminação.
-  Mulheres de patriarcas estéreis sofreram até que Deus lhes abiu a madre e
A lei do levirato  que consistia no ato do cunhado suscitar  descendência ao falecido que não deixara filhos à viúva.
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Não há registro de qualquer tentativa de personagens da bíblia terem tentado o planejamento familiar e o caso de Onã, foge dessa discussão (Gn.38:8-9), mas nos mostra que sabiam como evitar filhos.

Onã não pecou contra Deus, mas desobedeceu a lei de Deus e pagou o preço. Alguém pode dizer que;  pecar e desobedecer é a mesma coisa, mas no caso, havia prescrição legal para que ele cumprisse  o dever.

2.3 O planejamento familiar no Novo Testamento.
Com o mais absoluto respeito ao autor e não pretendendo aqui promover qualquer discórdia ou constrangimento, tenho uma visão completamente afastada do pensamento do autor que vê em alguns textos, a ideia de planejamento familiar, até porque, os exemplos citados abrem espaço para o milagre sobre mulheres estéreis como aconteceu com Sara, mulher de Abraão (Gn. 18:10); Ana, mãe de Samuel (ISm.1:20) e os textos referidos pelo autor:

O nascimento de João Batista (Lc.1:57).
O anúncio do nascimento de Jesus e os filhos de Maria ao longo da vida. (Mt. 1:18) e (Mt. 13:55-56).

O fator multiplicador,  nos casos acima, não ocorreram por interferência humana considerando a quantidade de filhos de cada família; não há esse registro, mas uma pergunta pode ficar sem resposta: Por que Maria não teve filhos com nossas mães nordestinas?

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III – ÉTICA CRISTÃ NA LIMITAÇÃO DOS FILHOS.

3.1 A questão do fator multiplicador.

Diz o autor que quem se opõe ao PF considera a limitação de filhos uma desobediência ao mandamento da procriação conforme Gênesis 1:28.

O Brasil é muito grande e fraco em educação e até mesmo em bons ensinos bíblicos, daí considero que seja possível que alguns pastores ou ensinadores, “esmaguem” o coração de muitos irmãos considerando uma ofensa contra Deus, limitar o número de filhos.

O autor considera que a ordem de procriar é geral e não específica e nesse sentido, cremos que todos concordamos.

A ordem de procriar seria específica se na Lei de Moisés houvesse indicações estabelecendo normas para o fator multiplicador de filhos e não há..

Ainda neste tópico, o autor pergunta:

É PECADO NÃO GERAR FILHOS? E responde:

“Não gerar filhos não é pecado desde que os motivos alegados não atentem contra a soberania de Deus”  e emenda:

“Do contrário, os solteiros, os viúvos, os eunucos e os casais estéreis estariam em pecado”, com as devidas citações bíblicas.

Seria interessante se o autor desse pelo menos um exemplo do que feriria a soberania de Deus considerando que o planejamento familiar é praticado por casais saudáveis.  

No tópico abaixo o autor cita a questão de “culto ao corpo” e penso que isto responde o que significa ferir a soberania de Deus.


3.2 A questão ética no planejamento familiar.

Temos neste tópico uma questão que considero da maior seriedade.

O autor fala em “oração”; “devemos falar com Deus e pedir a sua aprovação através da oração.”.

De que forma Deus responderia a isto, considerando que o autor da carta aos Hebreus (Hb.1:1) declarou que antigamente Deus falava aos pais pelos profetas e nos últimos dias, pelo filho. Não quero dizer com isto que não se deva orar sem cessar, por tudo o que nos incomoda como também por tudo que faz parte da nossa vida e do evangelho, mas a questão do planejamento familiar deve ser exercido à luz da razão e da Palavra de Deus.

Levemos em conta aquilo que chamamos de “exceção” que é quando Deus opera ou fala à sua maneira a alguém.

Ainda neste tópico o autor pergunta:

É pecado limitar o nascimento dos filhos? E responde:
(Gostaria de reproduzir o comentário do autor que considero muito interessante).

O autor considera que não, salvo quando houver motivação presunçosa e utilitarista   e  considera feliz a família que programa os seus filhos para poder cuidar deles de maneira mais digna e disso, todos nós compartilhamos e temos como verdade.

MINHA VISÃO ACERCA DESSE ASSUNTO.
É pecado planejar a família?

Fiz menção das muitas críticas feitas aos nordestinos pela numerosidade de filhos. Meu avo foi pai de 32 em dois casamentos.

Por longos anos vi pessoas criticarem os nordestinos e achando-se mais  inteligentes pelo propósito  de planejar suas famílias.

Eu não acho isso nada inteligente, acho isso um mau necessário.

Quando algumas irmãs vinham consultar-me acerca da limitação de filhos e perguntavam se era pecado,  eu respondia que sim para em seguida dar-lhes a explicação da melhor forma e necessária.

A vontade de Deus é que a mulher seja fértil, interferindo em casos por nós conhecidos através da bíblia e quantas mulheres choram para ter filhos e o milagre acontece em nossos dias, não para todas e não podemos dizer que nem todas fraquejem na fé. Veja o que declara o Apóstolo Paulo:

“(ITm 2:15) Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação.”.

Ou seja, cumprindo a maternidade como esposa e mãe de família.

Pois bem!

Quando me perguntavam se era pecado planejar, eu respondia que sim, que era pecado, todavia um pecado não cometido contra Deus, mas contra si mesmo.. Todos nós sabemos da importância dos filhos na velhice dos pais.

Vale a máxima, “quem tem um filho, não tem nenhum”. Já vi muita mãe chorar a perda do único filho depois de ter fechado a madre.

Quando a igreja demonizava os contraceptivos, pílulas, considerando que tem método de proteção contra a gravidez que é abortivo, eu ainda jovem, aconselhava quem precisasse e estivesse preocupada com a gravidez anual que além de tudo, esmagava a mulher fazendo-a parecer mais velha em muitos casos, nos casos em que a mesma não tinha um resguardo tranquilo e com boa alimentação.

Hoje levamos em conta a situação do pais e a facilidade com que jovens entram no caminho do crime quando a pobreza insiste em permanecer nas suas casas.
Oura questão que ainda jovem observava, é que os pastores batiam forte nos crentes contra o planejamento, mas não os via assistir as famílias pobres de forma conveniente. Isto me incomodava muito.

A medicina reconhece que a mulher mantendo a sua maternidade, se protege de muitas doenças, principalmente o câncer de mama além de outros benefícios (Ciência e Saúde – G1).

Abraço a todos e uma boa aula.


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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

                           

sábado, 19 de maio de 2018

ÉTICA CRISTÃ E SEXUALIDADE EBD Lç. 8 21/05/2018


EBD LÇ. 08 21/05/2018  ”ÉTICA CRISTà E SEXUALIDADE.


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Por conta de cirurgia de catarata a que fui submetido nem poderia estar diante da tela, mas vou alinhavar alguns pontos que possivelmente não os professores das EBDs, mas certamente será útil para outros interessados na leitura, por conta do tempo.

PONTOS:
I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BIBLICAS.
II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS.
III –  O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO.
Ouvi o vídeo de um pregador conferencistas, em que o mesmo dizia não se aprofundar no assunto, o que faz nos encontros de casais e as vezes da vontade de perguntar se no encontro de casais, fala-se alguma obscenidade ou práticas ilícitas que não podem ser ditas em públicos. Para mim, é valorizar o produto que vende.

   
Sexo e sexualidade pela primeira vez, o assunto é avaliado em nossa revista de EBD.
I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BIBLICAS.

1.1   Conceito de sexo e sexualidade.


Causa-me espécie que diante de tantas informações, pois o que mais se fala nas mídias é o assunto, sexo; parece nã haver mais nada de importante  e nessa linha,  os sexólogos encontraram nisso um filão de ouro e não somente eles, mas os pregadores de encontros com casais, devem estar muito bem satisfeitos com a curiosidade que acaba rendendo gordos dividendos.

No tocante ao conceito,  detive-me na frase citada pelo filósofo francês Foucault (1926-1984)  tomada pelo autor da lição: “(...) a postura cristã é repressiva e envolve proibições, censuras e negações discursivas”.

Essas referidas “negações discursivas” notadamente avança para o terreno daquilo que a Bíblia condena e que será abordada na lição.

O que permeia a sociedade é a falta de respeito com quem pensa diferente.

Vejam por exemplo os tipos de perguntas que “rolam” no programa de TV Altas Horas e respondidas por uma psicóloga.

Para mim, sexo é tudo o que diga respeito ao ato como aos gêneros masculino e feminino com suas diferenças físicas e biológicas.

Sexualidade; o que liga à fonte do prazer com a libido de cada um e que sofre influência do meio, das divulgações e cada um toma o seu remédio, seja pornografia ou erotismo e isto falo concernente a sociedade permissiva e nunca aos cristãos comprometidos com o evangelho na esperança dos filhos de Deus.


1.2   O sexo foi criado por Deus.

Disso ninguém tem dúvidas. Deus nos fez seres sexuados não com  tanta realidade de vida que o ser humano tenha essa questão como o primeiro, grande e único problema da existência e das relações humanas.

Vejam que interessante abordagem do autor concernente a Cantares de Salomão  e transcrevo:
No judaísmo a alusão do amor entre Deus e Israel.
Para os cristãos ou sua tradição(?), o amor entre Cristo e a sua igreja.
Quanto ao gênero literário e seus interpretes, um poema de amor.

Era muito jovem e me lembro de um saudoso tio (há´50 anos no RJ.) dizia-me que Salomão quando escreveu Cantares, estava desviado. A linguagem é forte, não há dúvidas, mas como linguagem de literatura bíblica, é preservada da malícia encontrada em muitos romances modernos e não podemos vê-lo de outra forma caso contrário os desviados seremos nós.



II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS.

2.1 Multiplicação da espécie humana.

Não penso que haja necessidade de descer a detalhes sobre esse tópico considerando que todos conhecem as funções do aparelho reprodutor feminino onde se encontram os óvulos que mensalmente desce pelas trompas até o útero aguardando a fecundação para dar origem a um novo ser.

Sabemos também do conceito bíblico de bênção para cada ente nascido.

A maior guerra nessa área, está na interrupção da gravidez, já estudado em lição anterior.

Não são poucos os que consideram uma gravidez, um peso para a família considerando a explosão demográfica, a escassez de alimentos e a preocupação de muitas mulheres com sua silhueta. Filhos são bênçãos de Deus, que digam os idosos bem amparados.

2.2 Satisfação do prazer conjugal.

A guerra de informação na questão da sexualidade  tem transformado o sexo prazeroso em verdadeira arma de guerra  entre os casais que dele se utilizam para comparações entre uns e outros seja pela performance ou pela discussão do tamanho do órgão genital. O canal do Youtube deve ganhar muito dinheiro com esse tema.

A bem da verdade ouço com muito desprezo quando dizem que preservamos a cultura judaico-cristã. O que aprendemos com relação à vida, aprendemos de Cristo e dos seus apóstolos.   

Tudo isso não é para dizer que o sexo não esteja carregado de  prazer conjugal e a própria palavra de Deus, se ocupa disso quando Paulo prescreve:

“O marido pague à mulher a devida benevolência e a mulher ao marido” (Ico.7:3).

2.3 O correto uso do corpo.

(Mt.19:6) “Assim não são mais dois, mas uma só carne...”.

Creio que com essa expressão Jesus valoriza em muito a vida conjugal e a define como pelo sexo ambos se tornam um; vejam o que disse o Apóstolo Paulo a respeito:


(ICo. 6:15-17) “Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz?  Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.”.

Creio que o texto acima, clareia muita coisa em relação ao sexo e aos casais.

Para finalizar este tópico, repito as palavras do autor da lição:

“A bíblia proíbe o uso do corpo para prática de sexo ilícito, como relações incestuosas, coito com animal (zoofilia), práticas homossexuais,  adultérios, promiscuidades, e o servir a promiscuidade”.

Se você conhece um pouco de biologia, ciência que estuda os seres vivos, sabe que tanto os animais como os seres humanos, possuem cada um, apenas um órgão copulador.  Nada de estranho e nada de errado nisso.


III – O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO.

O autor da lição oferece um rico comentário sobre  ilicitudes e vamos pegar algumas:

1 – O casamento não é autorização para prática de atos pervertidos.
2 – Não a devassidão ou escravidão sexual de um cônjuge sobre o outro.
3 – Ainda que o casamento seja inibidor de práticas sexualmente ilícitas, percebe-se na cultura pós-moderna o enfraquecimento da sua eficácia.

Ainda relata que gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis ou medo da reputação manchada foram superados; pelo uso da pílula e  em casos extremos, o aborto, preservativos e o desembaraço para tratar e explicar os fiascos, diante da família, da sociedade e até da igreja.


3.1 Prevenção contra a fornicação.

Considerado o ato sexual entre solteiros citando Paulo que indica o casamento para evitar essas ocorrências, (ICo 7:2); que se casem.

Toda prática fora do casamento se constitui em relação sexual ilícita.

É bom lembrar que o nosso corpo é templo do Espírito Santo e creio que isso basta. Se alguém destruir o o templo de Deus, Deus o destruirá, (ICo 3:16-17).

3.2 O casamento e o leito sem mácula.

O autor trata com seriedade e segurança este tópico que não dá para maquiar os atos impensáveis para acomodar a consciência.

Quem desonra o leito matrimonial não escapará do juízo divino.
“Seja venerado entre vós o matrimônio e o leito sem mácula. (Hb.13:4).

Cita o autor que a desonra refere-se tanto a práticas sexuais ilícitas quando ao adultério.

Inclui também, diz o autor, as relações conjugais resultantes de divórcios e de segundo casamento antibíblicos. (Mt.l19:9) e neste caso, veja que não foi qualquer dos apóstolos a dizer isto, mas o próprio Senhor Jesus.


Deixei por último mais alguns comentários encontrados na lição e passo a descrever:

O sexo pré-matrimonial que na maioria dos casos, se tornou comum sendo ilícito e o problema da incontinência sexual.

As bestialidades cometidas perderam qualquer senso de respeito ao próprio corpo.

Espalharam-se as casas de suingue, os motéis não sentem o efeito da crise econômica,  as lojas de produtos eróticos tornaram-se um comércio lucrativo e inovador das bestialidades que dispensam comentários neste espaço por ser de conhecimento público através de feiras e publicidades fechadas na internet.  

Há tratamento para descompulsão dos vícios da sexualidade desenfreada e quando os casais procuram descobrir outros meios de “apimentar” a relação, descobrem que embarcaram numa canoa furada; mais tardem vem o arrependimento, pois o que prevalece de bom no casamento é o respeito e amor devidos entre os cônjuges.

Neste último mês de abril, pela graça de Deus, completamos  48 anos de casados com uma família maravilhosa e sei bem o que digo; sei o que significa tudo isso  é melhor viver em paz.  

Deus guarde as famílias.



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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

                           

sábado, 12 de maio de 2018

ÉTICA CRISTÃ E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS - EBD LÇ. 07 15/05/2018

EBD LÇ. 07 15/05/2018  ”ÉTICA CRISTà E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I – DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: CONCEITO GERAL.
II – EXEMPLOS DE DOAÇÃO NA BÍBLIA.
III –  DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR.

                  Ninguém vai ressuscitar faltando o órgão doado (ICo.5:43).


   
I – DOAÇÃO DE ÓRGÃOS – CONCEITO GERAL.

1.1 Definição de transplante.

Para quem usa a lição sob qualquer condição, o texto está muito claro para quem leciona dispensando comentários, todavia comento por conta de quem não frequenta ou  usa nossa lição.

Forma de salvar vidas através do transplante ou troca de órgãos doentes como coração, fígado, pâncreas, rins, pulmões tecidos e outros. Há notação no documento de identidade de pessoas que se dispõe a doar seus órgãos em casos de morte por acidentes, principalmente.

A doação é legitimada pelo bom senso e não se caracteriza por afrontas a Deus.

Condenou-se o transplante de células-tronco embrionárias pela possibilidade de se interromper a vida pelo aborto. A medicina faz o transplante de célula-tronco adulta de forma consciente e autorizada pelo doador sem prejuízos à saúde do mesmo.


1.2 O conceito de doação na Bíblia.

É normal que os cristãos diante de questões complexas como a doação de órgãos, logo queira encontrar na bíblia, um texto que ampare decisões a respeito e quando não encontra, elabora pensamentos construindo as próprias razões de como vê e interpreta.

 Do ponto de vista moral, nenhum personagem da bíblia e falemos somente dos apóstolos, poderiam supor que este tempo chegaria não fosse pela revelação de Deus que tem todas essas questões diante de si, mas tal revelação não aconteceu.

O autor da lição toma textos bíblicos que tratam de pessoas que se doaram em benefício de outras, todavia essas doações apontavam para bens materiais, assim veja que doar um órgão do corpo humano é algo mais sério.

Tenho um sobrinho que recebeu córnea e mantém contato com a família do doador. Não se pode esquecer a gratidão.

1.3 A doação de si mesmo: Pertencemos a Deus.

Neste tópico, o autor da lição nos leva a refletir que sendo propriedade de Deus, devemos a ele nos doar integralmente e cita o Salmo 116:12, Lc 9:23 entre outros que trata da renúncia.

Os textos apresentam pela responsabilidade cristã o dever de reconhecer que somos do Senhor e por conta disso, fazemos a doação de cada parte do nosso corpo para Deus.

Espírito, alma e corpo  (ITs.5:23).



II – EXEMPLOS DE DOAÇÃO NA BÍBLIA.

2.1 O exemplo dos gálatas.

“(Gl. 4:14-15) E não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo; qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis.”.

O texto acima citado pelo autor, não parece sugerir a doação de órgãos, salvo o reconhecimento do grande amor e carinho que tinham por ele, na presumida enfermidade nos olhos que era para Paulo, um espinho na carne(?). Essa doença devia colocar o apóstolo sob frequente constrangimento.
  
Se não sugere pelo menos, mostra como o cristão está  sempre pronto a  doar. 
  
Deus seja louvado.

2.3 A doação suprema de Cristo.

O autor aponta para Cristo que pela morte vicária, demonstrou  o maior e incontestável amor em doar-se pelos homens.

O leitor pode achar que o autor usa textos que não exprimem o gesto de “doar” e, portanto, não há base bíblica para a doação de órgãos. Sem pressa, vamos compreender que mais do que qualquer outro povo, somos impelidos a doar em favor das vidas.  

Crente que pouco dá, pouco recebe.


III – DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR.


3.1 O princípio da empatia e da solidariedade.

(Mt. 7:12) Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.

O texto acima é muito esquecido na vida diária de muitos cristãos.

O autor explica que empatia pode ser definida como a capacidade de sentir o que a outra pessoa sente e solidariedade implica em apoiar e ajudar o próximo.

Ajudar e apoiar visando apenas fortalecer os laços de amizade ou alguma forma de retribuição não tem amparo bíblico.


3.2 O principio do verdadeiro amor.

Declara o autor mais diretamente que doar órgãos para salvar outras vidas é um sublime ato de amor.

O primeiro transplante de coração no Brasil se deu com um irmão que congregava em nosso setor e visitava as nossas igrejas, contando o que isto representava para ele.

Não temos no  Brasil uma cultura firmada em doar órgãos e nem atribuímos essa falta a questão religiosa ou de entendimento bíblico doutrinário, mas acredito que em parte, a falta de informação a respeito quer seja na igreja ou fora dela.

Os casos de questão religiosa mais conhecidos está no entendimento das Testemunhas de Jeová que proíbem a simples transfusão de sangue por erro de interpretação de textos bíblicos a exemplo de Levíticos 17:14:

Porquanto a vida de toda a carne é o seu sangue; por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado.”.

E NA RESSURREIÇÃO COMO APARECERÃO OS QUE DOARAM ÓRGÃOS?

O capítulo 15 da carta de Paulo aos Coríntios trata da ressurreição e alguns pontos sobre doação carecem de esclarecimentos:

1 – Quando Jesus vier, não vai ressuscitar o doador e simultaneamente, tomar do receptor, o órgão doado.

2 – Na ressurreição, o Senhor não vai ressuscitar o doador que aparecerá sem o órgão doado, como exemplo, sem os olhos.

Semeia-se em ignominia, ressuscita-se em glória, semeia-se em fraqueza e ressuscitará com vigor. (ICo.15:43).


  
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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.