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terça-feira, 8 de abril de 2014

EBD - O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS, subsídio.

EBD para o dia 13 de abril de 2014. 
PONTOS A ESTUDAR: 
I – OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR OS CRENTES. 
II – EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS. 
III – EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO. 
 Em tempo: Não é bom deixar que a razão abafe aquilo que Deus deu a igreja para que esta cumpra o seu papel de forma plena. Repartir o pão.


I – OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR OS CRENTES.

1.1 A igreja Coríntia.

Interessante notar que enquanto Coríntio abundava em dons, as demais não pareciam se preocupar, pois Paulo sequer faz menção deste assunto com as demais igrejas, todavia, as outras (não todas) tinham algo que faltava na igreja grega: a dedicação em dar, em ofertar. Qual o segredo para tudo isso e qual a importância na busca e uso dos dons.

a – É preciso que haja muita dedicação e objetivos na busca dos dons, pelo batismo com Espírito Santo, que deve ser a primeira preocupação.
b – Não se pode esquecer, sob qualquer pretexto, a doutrina da mordomia cristã, pois, não havendo dedicação em dar, os dons ficam comprometidos de alguma forma.
c – "Façam de tudo, mas, eu mostrarei caminho mais excelente". Essa palavra do apóstolo não sugeria abandonar os dons ou sua busca.

1.2 Uma igreja de muitos dons, mas, carnal.

Os dons ficam mais bem compreendidos quando se conhece a importância deles como ferramenta para pregar o evangelho e alguns, para edificação da igreja; nada mais que isso.

Não é bom tentar arranjar qualquer outra função para os dons, principalmente santificação e melhor qualificação do crente.

1.3 Dom não é sinal de superioridade.

O maior problema que um portador de qualquer dos dons espirituais enfrenta é o assédio dos demais membros da igreja; essa sempre foi uma forte tendência, levando o portador descuidado a considerar-se elemento-chave da igreja, ao envaidecimento pessoal, quando não, a explorar favorecendo-se financeiramente pelos dons.

II – EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS.

2.1 Edificando a si mesmo.

Não há dúvida que os dons espirituais enriquecem as nossas vidas de alguma maneira, porém, isto só acontece quando buscamos o crescimento pelo conhecimento da palavra de Deus, caso contrário, teremos muito barulho e pouco resultado quer na vida da igreja ou dos membros em particular.

Há quem pense que o conhecimento bíblico se contrapõe ao uso dos dons.

É necessário tomar cuidado para que a razão não apague a emoção. A emoção precisa ser controlada e não aniquilada, caso contrário, a igreja se tornará igreja de Nerds.

2.2 Edificando os outros.

Não se edifica os outros profetizando em suas vidas ou fazendo-os ouvir o quanto falamos em línguas estranhas.

É interessante sobre os dons e quem os possua o fato que quando usados de maneira sóbria e inteligente produz vigorosamente boa influência na vida dos irmãos. Se não for para isto, é melhor calar-se.

2.3 Edificando até o não crente.

Falar línguas sem interpretação. Neste caso o autor considera o uso inadequado do dom, um escândalo para o não crente, e isto é bíblico.

É preciso atentar que há irmãos, que em qualquer lugar, resolve extravasar-se falando em línguas estranhas.

Certa feita dentro de um ônibus prestes a viajar, o meu coração se transbordou de alegria, falei em línguas e ninguém ouviu, não precisavam ouvir o que não entenderiam e ainda me achariam louco.

III – EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO.

3.1 Os dons na igreja.

O autor ressalta a importância do amor citando o maravilhoso texto de 1 Co. 13, que aborda a suprema excelência da caridade.

Já me defendi de muitos ataques e já defendi argumentos com uma palavra de JESUS. “Ide e aprendei o que significa misericórdia quero e não sacrifício...” Mt. 9:13.

Os dons perdem o colorido quando não há amor, quando não se pratica misericórdia sobre as vidas.

3.2 Os sábios arquitetos do Corpo de Cristo.

A maior deficiência não está no seio da igreja e sim nos púlpitos. A falta de conhecimento é grave e a desobediência de alguns ministros é gravíssima.

Não há maior escola de obreiros que a própria igreja, principalmente onde se reúne os mestres do ensino.
A falta de bom ensino leva muitos “pastores” a edificar com material de péssima qualidade, resultando em igrejas confusas no tocante ao uso dos dons.

3.3 Despenseiros dos dons.

O autor cita 1 Pd. 4:11. “Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá...”.

Observe-se que os dons não representam um governo a parte da igreja e é como tem sido tratado em muitos lugares.

Se não houver sábio conselho, o povo se corrompe e os danos serão irreparáveis.

Um grave erro cometido por muitos pastores é que por conta do excessivo zelo, acabam impedindo o desenvolvimento da fé cristã na direção da busca do batismo com o Espírito Santo e consequentemente também, na busca e uso dos dons.

A CIÊNCIA INCHA, MAS, O AMOR EDIFICA 1 Co 8:1 – Isto vale para tudo, principalmente para o ensino sobre os dons.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A ORIENTAÇÃO PENTECOSTAL E A DOUTRINA BÍBLICA

Se há quem diga que é pentecostal ostentando um certo orgulho, não me dou conta disso, assim como não me importo para tantas outras definições. 

Se digo que sou pentecostal, é a simples maneira de explicar ser esta a linha que sigo entre os evangélicos. 

Em minha juventude, vivia uma vida sem norte, até que entreguei minha vida ao Salvador em Agosto de 1966. Um ano e seis meses depois, na cidade de Caieiras tive a minha experiência com o batismo no Espírito Santo. Era Domingo, o culto acontecera em uma manhã fria, tinha a função de cantar no coral (coro) da igreja e era o que fazia quando fui envolvido pelo poder, algo como uma bola de fogo, um brilho rápido, e falei em línguas. 

Ninguém estava pregando naquele momento, portanto, ninguém orquestrava a situação. Não fiz qualquer estardalhaço, mas, as experiências, até a confirmação do fato, nunca mais saíram da minha lembrança.

E agora o que fazer com o batismo recebido? Para mim nada mudou dentro do plano salvívico.

Não confundir o batismo como a porta de entrada usada pelo Espírito de Deus no homem, que é pelo novo nascimento.

Jovem, cercado da igreja, de bons amigos, sinceros servidores de Cristo, explorei textos bíblicos o quanto podia. 

Sabia da existência da única escola teológica em Pindamonhangaba/SP. o IBAD, fundada pelo pastor João Kolenda Lemos, ficava muito longe das minhas possibilidades de frequentá-la, todavia, fui privilegiado ouvindo os grandes nomes da nossa igreja, que em nada ostentavam a não ser o prazer de servir a Cristo;  João de Oliveira, Eurico Bérgstein, Cícero Canuto de Lima, Alcebiades Pereira de Vasconcelos, Elyseu Queiróz de Souza e diversos outros pastores de todos os cantos do Brasil e do Exterior, entre eles, Lewy Petrus.

Era regra geral obedecer os pastores e a palavra de Deus. Por essas razões, afirmo que os pentecostais reconhecem a suficiência bíblica e vivem nela.

Ouvi de todos os pastores citados e dos meus, como também ensinei a duras penas, que os dons obedecem e se sujeitam aos ensinamentos da palavra de Deus. Digo duras penas porque ao longo dos anos de meu pastorado tive muito embate com pessoas desobedientes, elas queriam fazer tudo a sua maneira sob o pretexto de que ninguém podia controlar o Espírito Santo.

O Batismo no Espírito Santo outorga ao crente o revestimento de poder através dos dons espirituais, como descritos na primeira Epístola de Paulo a igreja de Coríntios. Quanto ao uso dos dons, ele exaure o assunto nos capítulos 12, 13 e 14 na mesma Epístola.

O uso dos dons é uma ferramenta afiada e poderosa para facilitar o trabalho no mundo, para crescimento do Reino de Deus. Foi pelo poder que a igreja nascida em Belém do Pará rompeu com o domínio católico no Brasil, em lugares de quase impossível acesso. Regiões onde pastores eram expulsos, vencia-se com a pregação da fé: Jesus salva, cura e batiza com o Espírito Santo.

É sabido que a manifestação pentecostal, por estar 100% no campo espiritual, torna-se objeto do desejo para quem pretenda imitar ou criar uma aura em torno do assunto para manipular e dominar pessoas ou tirar proveito financeiro.

Apenas um breve comentário de uma passagem bíblica:

"Os apóstolos que estavam na igreja em Jerusalém, ouvindo o que Deus estava fazendo em Samaria, enviaram para lá Pedro e João, os quais tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (...) Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo" - Atos 8.14-15, 17.

E assim foi. "E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniqüidade" - Atos 8.18-23.

Simão, o mágico, vendo acontecer a manifestação do Batismo, tratou de oferecer dinheiro para que ele tivesse o poder. Pedro o exortou ao arrependimento. O que estava no coração de Simão, anda enchendo o coração de muita gente nos nossos dias.

Com as primeiras divisões da Assembleia de Deus, surgiram trabalhos de grande expressão, principalmente a protagonizada pela igreja O Brasil para Cristo, liderada pelo pastor Manoel de Melo, oriundo do meio assembleiano. Foi constatado que muitos radialistas, de tanto ouvir Manoel de Melo pregar, fundaram igrejas e esse crescimento trouxe como herança o movimento neopentecostal brasileiro.

Alguns lideres neopentecostais - "alguns" para não errar dizendo todos - não têm a menor noção do que é receber legitimamente o Batismo com Espírito Santo.

Afirmo sem qualquer vaidade que os pentecostais, que andam muito quietos, conservam os bons ensinamentos da palavra de Deus e quando um grupo surge trazendo inovações estranhas a doutrina bíblica, podemos afirmar: Não são pentecostais.

2 Tessalonicenses 3.6 "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu."

O pastor dirigente não precisa deixar de ser criativo para atrair o pecador ao culto e no culto, todavia, alterar a sua liturgia com peças teatrais, shows gospels e outras criações não próprias de quem conhece a Palavra de Deus, pode levar o povo a abraçar heresias e comprometer a própria salvação. 

O culto pentecostal tem uma regra bíblica para sua realização e seria muito bom que fosse observada. 1 Coríntios 14.26 descreve-o:  "Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação". 

Não precisamos inventar nada.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

EBD LC 13 - O Sacrifício que Agrada a Deus.

LIÇÃO 13 O SACRIFÍCIO QUE AGRADA A DEUS.
EBD para 29/09/2013. Subsídio.
PONTOS A ESTUDAR:
I – A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NAS AFLIÇÕES DE PAULO.
II – REMINISCÊNCIA: O ATO DE DAR E RECEBER.
III – A OBLAÇÃO DE AMOR E SAUDAÇÕES FINAIS.


Em tempo:  Quando uma igreja está de coração aberto para ser tão generosa? Quando o seu pastor tem um coração aberto e sabe conduzir a igreja no mesmo sentimento, porém, se o pastor é um homem desatento a isto, a igreja naturalmente seguirá o seu líder. Assim como é o sacerdote, assim é o povo.

I – A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NAS AFLIÇÕES DE PAULO.
1.1        Os filipenses tomam parte nas aflições do apóstolo.
Seria bom que as igrejas na atualidade, fossem estimuladas a amar e ajudar os que trabalham na obra do Senhor e visivelmente dão suas vidas pela causa. Entendemos a complexidade disso, diante de tantos abusos.

1.2        O exemplo da igreja após o Pentecostes.
Lembramos que pelo menos, na comunidade apostólica não havia interesse de abraçar a riqueza. O amor era ensinado para vivê-lo intensamente e isso começava pelos apóstolos.

1.3        O padrão de amor para a Igreja.
Se a igreja não praticar o amor no seu melhor sentido, ela não experimentará as virtudes celestiais, salvação de almas, batismo com o Espírito Santo, milagres e bênçãos sem medidas para os filhos.


II – REMINISCÊNCIA: O ATO DE DAR E RECEBER.
2.1 Paulo relembra o apoio dos filipenses.
“Nenhuma outra igreja se comunicou comigo.”
-Qual a causa do desinteresse dessas outras igrejas.
-Como estimular uma Igreja a se dar.
-Se não ensinarmos isto, a inteireza da vida cristã, com certeza estaremos privando a Igreja de receber as bênçãos do Senhor.
2.2 O necessário para viver.
Esse não é o pensamento corrente desta geração. Os homens parecem nunca satisfazer suas vontades no tocante a receber, mas, se omitem na questão de dar. Uma verdadeira riqueza e nobreza do espírito quando Paulo diz: Bastante tenho, tenho abundância e cheio estou... Alguém já viu os bispos e apóstolos da modernidade usarem essas expressões? Precisa ser servo de Deus.

2.3 Não que procure dádivas.
Há os que aproveitam toda e qualquer oportunidade para fazer da igreja o seu trampolim e trem da alegria. O Senhor vem para cobra-los. Homens que só querem fama e dinheiro; são os empresários da fé.


III – A OBLAÇÃO DE AMOR E SAUDAÇÕES FINAIS.
3.1 A oblação no antigo testamento.
A palavra oblação no contexto refere-se ao sacrifício de amor praticado pelos filipenses. Foram bem ensinados e agora, o apóstolo colhia os frutos do seu trabalho.

3.2 A oblação e a generosidade dos filipenses.
 A gratidão é um sentimento maravilhoso de quem recebe, Paulo sabia ser grato e não tinha isso como uma obrigação da Igreja de Filipos.
Outra questão a ser observada é que para muitos, elogio é uma falta grave. Elogio é um estímulo para quem faz e não desperta a vaidade de ninguém. Claro que não vamos sair por aí, exaltando as virtudes de todo mundo, mas, convenhamos, é tão bom quando nos sentimos reconhecidos. Glórias ao Senhor.

3.3 Doxologia.
Doxologia  - literalmente, palavra de glória ou ainda forma litúrgica de exaltação a Deus, empregada para abençoar.
Assim, o autor chama nossa atenção para a maneira como Paulo lança sobre a Igreja, a palavra de bênção da graça do Senhor.


Estas lições foram bênçãos para nossa vida.

domingo, 6 de maio de 2012

UM GRANDE AVIVAMENTO COMO NOS PRIMEIROS DIAS?


Durante muitos anos, ouvi pregadores e li alguns postulados que devemos esperar para esse final de tempo um avivamento e um derramamento do Espírito Santo, maior ou semelhante aos dias apostólicos.
Há muitos assuntos bíblicos que me permitem considerar certos postulados, insustentáveis quando avaliados a luz da Palavra do Senhor, principalmente os de cunho escatológico.
Em atos 2:16-17, Pedro discursa ao povo para esclarecer o que nunca tinham visto.  “Estes homens não estão embriagados como vós pensais... Mas isto é o que foi dito pelo Profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões e os vossos velhos, sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas naqueles dias, e profetizarão...”.

PROFETA JOEL, cujo significado é: O Senhor é Deus.
O profeta do avivamento.
Pela falta de referências, acredita-se que ele tenha profetizado após o retorno do exilio entre 510 a 400 AC, mais aceitável em função das profecias sacudirem Israel recriminando os seus pecados bem como a sua restauração completa, pois a vida de Israel pós cativeiro, é página virada em relação a história do povo entre  Moisés e o período regencial. No capítulo 2:28 temos a promessa da efusão do Espírito do Senhor sobre indubitavelmente, a sua igreja.
O que muito ouvimos é a expectativa de um grande avivamento ocorrer nos últimos dias, muito mais expressivo, segundo os preconizadores do nosso tempo, que o avivamento experimentado pela igreja do período apostólico. Isto sempre nos incomodou, todavia, nada melhor que o tempo, leitura da Palavra de Deus e oração para ter de Deus a revelação do real sentido e aplicação das promessas bíblicas.
Oséias 6:2 fala de três dias, Fala da restauração de Israel bem como da plenitude dos tempos, quando o Senhor se volta para os gentios e concede, além da salvação, a manifestação do poder pelo seu Espírito. Nós experimentamos isto, a promessa e o cumprimento no dia de pentecostes.
Teremos um novo derramamento do Espírito nas proporções apostólicas? Examinando a Palavra de Deus, os indícios não levam a essa conclusão, estamos falando de um derramamento como no princípio, pois, o batismo com Espírito Santo e os dons, são ornamentos da igreja e ferramenta poderosa para evangelização.
JESUS, deixou bastante claro que nos últimos dias teremos como sinal da sua vinda, entre outros sinais, a perda do amor,  Mt. 24:12, tempo de escândalos, de traição e de aborrecimento, Mt, 24:10, perda da fé Lc.18:8 e Paulo, detalha esses acontecimentos, falando a Timóteo sobre tempos trabalhosos. Outro sinal igualmente significativo que aponta para os dias atuais, é a situação da igreja de Laodicéia: Era morna e dizia-se rica e é exatamente o que acontece nos nossos dias, porém o Senhor,  mostra-lhes uma saída.
Enfim, muitos pregadores, fazem pregações fantasiosas com vistas a estimular os crentes a se movimentarem, muito mais em torno deles mesmos, pregando promessas por conta própria, e levando pessoas a acreditarem nas mesmas, tudo para obtenção de vantagens e exaltação do seu nome.
O cristão sensato examina tudo para reter apenas o que é bom.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

DESCRENÇA NO USO DOS DONS. (Texto completo)

Não vou me deter muito neste comentário.
As pessoas sérias que tem profunda convicção daquilo que recebeu de Deus pelo seu Espírito, não deveriam ficar desanimados por conta do desprezo a que são alvos frequentes ou das críticas quando chamados de carnais ou crianças espirituais.

A descrença e a apatia decorrem de dois fatores:
1) Excessiva racionalização das coisas espirituais -  Há pessoas que vivem anos na igreja, leram a bíblia de capa a capa, inúmeras vezes,  fazendo desse bom hábito, uma maratona,  todavia, desprezam a essência da mesma. Os dons são a essência, o olor da Palavra de Deus. Estimular os crentes a que busquem com zelo o batismo com Espírito Santo é mostrar-lhes  que esta é a única porta de entrada para manifestação dos dons espirituais, ICo 12:1-11.  Deus pode excepcionalmente,  usar alguém para manifestar a sua vontade através de um sinal ligado a esses dons, são as exceções que só pertencem a ele; para nós, regras. Assim, esses leitores, tornam-se extremamente racionais, criticam tudo e a muita zombaria que se faz no mercado evangélico, banaliza a mais poderosa ferramenta de trabalho da igreja para alavancar o seu crescimento. Assim, está descrito em Atos dos Apóstolos.
É bom que se saiba que os cinco ministérios, descritos em Efésios 4:11-12, Apóstolos, profetas, pastores, doutores e evangelistas, não invalidam os dons espirituais, todavia, Deus dá esses dons ministeriais de forma completa, como disse Paulo, com demostração de poder para que o evangelho não se apóie apenas em palavras. ICo 2:1-5.

2) O mau uso dos dons.
Já testemunhamos pela imprensa, muitos casos até de morte, por conta de fanatismo religioso e alguns envolvendo o mau uso dos dons espirituais.
Normalmente, pessoas desprovidas de bom senso em relação as coisas espirituais, em tese, sempre abandonam os bons ensinamentos da Palavra de Deus e a igreja, fundando o seu próprio ministério. Já fui testemunha, inúmeras vezes, que quando ensinamos sobre o uso dos dons como o Apóstolo Paulo ensinou a igreja de Coríntios, os "insensatos" se levantam e por vezes tumultuam o ambiente da igreja, sob a alegação de que "o homem está impedindo a obra do Senhor"; esse "o homem" é sempre o pastor da igreja, quando oferece condições de ordem para uso e manifestação dos dons.
A alegação mais comum é a que dizem: "Quando Deus quer operar, não há quem impeça". Esquecem-se que Deus honra a sua igreja e o Espírito do Senhor, não daria duas orientações a igreja, uma pela palavra e outra pelos dons. A Palavra de Deus tem destaque maior na ordem do culto.
Outra questão é a meninice, praticamente inevitável nos rudimentos da vida cristã. 
Quer seja um despertamento na igreja ou um avivamento, carece sempre do apoio bíblico sob pena de não se sustentar por longo tempo e criar fanatismos.
Mau uso dos dons, principalmente os de línguas e profecias, quando prevalecem o emocionalismo.

Essas duas questões racionalismo cristão e o mau uso dos dons, tem afastado muita gente de dedicar-se a receber aquilo que é o ornamento da igreja, o ornamento da noiva de Cristo.

domingo, 8 de abril de 2012

EBD 3 - ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO


LIÇÃO 03 – ÉFESO – A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO.
Para o dia 15/04/2012.
PONTOS A ESTUDAR:
I – ÉFESO, UMA IGREJA SINGULAR.
II – O PROBLEMA DE ÉFESO.
III – VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR.
IV – LEMBRANDO-SE DO PRIMEIRO AMOR.

Em tempo: Na escola onde fiz o colegial, havia na secretaria a seguinte máxima: “VOCÊ TRAZ A SOLUÇÃO DO PROBLEMA OU FAZ PARTE DELE?”.
Ao comentar uma lição como esta, sem qualquer dúvida, os alunos habituados a criticar, dirão que a igreja de hoje não tem amor. Não ignoramos o momento pelo qual passamos como também não podemos nos esquecer das palavras do Senhor quando nos preveniu: “E por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. Mt. 24:12.

Diante disso, o professor não deve permitir que o seu tempo seja queimado com discussões intermináveis, cujo objetivo é muitas vezes levantar polêmicas e atrapalhar o bom andamento da aula.

Outra questão importante é que tem pessoas que falam muito e não fazem nada. Isso não vai mudar a nossa história. O que podemos e devemos pelo menos tentar fazer é mudar as coisas possíveis, na busca de um melhor relacionamento dentro da igreja e pedir graça para orar pedindo ao Senhor que nos ponha diante do aflito e necessitado e quando isto vier acontecer, façamos como o sacerdote e o levita, esquecidos.  Guarde-nos o Senhor.

I – ÉFESO, UMA IGREJA SINGULAR.
1 a 3 – Paulo em Éfeso, a solidez doutrinária e a excelência dos ministros ali estabelecidos.
Se Atos 18:19 é a porta de entrada de Paulo em Éfeso e podemos concluir que a partir dessa sua primeira visita, constituiu a Igreja do Senhor na cidade, os primeiros a cuidarem das almas, foram Priscila e Áquila que foram encontrados por Paulo em Corinto, At.18:1 e a partir desse encontro, caminharam juntos passando pela Síria, em Cencréia, foi com eles até Éfeso, tendo-os deixado ali.
Mais tarde, veio somar em Éfeso, APOLO, judeu, natural de Alexandria que Lucas o retrata como varão eloquente e poderoso nas escrituras. Certamente, coube a Apolo com o apoio de Aquila e Priscila que demonstravam maior conhecimento doutrinário, pois estiveram com Paulo, não sabemos precisar quanto tempo, ampliar as tendas  em Éfeso.
Na terceira viagem (Atos 19) e por dois anos, Paulo prega em Éfeso e o efeito das suas palavras foram tão contundentes que causou grande prejuízo aos comerciantes vendedores de quinquilharias e nichos da deusa Diana, sentindo-se prejudicados, partiram com tudo para cima do apóstolo, jogando a cidade e as autoridades contra ele. Assim, Éfeso experimentou o melhor do avivamento em toda Ásia, batismo com o Espírito Santo, milagres, conversões e o néctar da doutrina cristã: Eleição e predestinação (em Cristo) para filhos de adoção, salvação pela graça, vocação dos gentios e ministérios entre outros.
Éfeso experimentou o pastorado de grandes obreiros como Timóteo, ITm.1:3 já com instruções dadas por Paulo a que advertisse a alguns que não ensinassem outras doutrinas e depois, Tíquico, Ef. 6:21 e  2Tm.4:12, já sentindo grande aperto e o abandono de alguns companheiros, Paulo chega a Mileto e manda chamar os anciãos da igreja, para fazer um dos mais belos discursos apologéticos da sua carreira, com isso, vê-se a importância da igreja para o apóstolo.
Ainda hoje, sempre que uma igreja recebe um novo pastor, os olhos dos irmãos brilham, na expectativa que o sucessor seja sempre melhor que o sucedido. As vezes isso acontece e outras vezes não. Isto é lamentável.

II – O PROBLEMA DE ÉFESO.
1 a 3 Um grave problema, perda do primeiro amor e amnésia do amor.
É bom lembrar que os estudiosos do Apocalipse, procuram estabelecer uma relação entre cada igreja com cada período da vida da igreja ao longos dos séculos da sua fundação. Na verdade, quando lemos a história da igreja, do início a idade média, Da idade média ao renascimento e a contemporânea, principalmente os nossos dias, parece ter mesmo uma relação importante e outros simplesmente estudam cada carta associando-as as diversas situações da igreja, independente de tempo.
Parece ser mais útil olhar dessa segunda forma, pois cada uma delas, tinha um problema especifico.
Qualidades:
Disse o Senhor: “Eu sei as tuas obras” diga aos seus alunos, que nada foge ao controle do Senhor, portanto, nenhum de nós, precisamos nos antecipar em justiça, pois ele JESUS, anda no meio dos sete castiçais, ou seja no meio das igrejas onde quer que ela esteja estabelecida. Nada impede, todavia, que nos posicionemos com cautela diante de tudo que estiver sendo ensinado.
Trabalho, paciência, repúdio ao mal, avaliavam o caráter dos que se diziam serem apóstolos. Percebam que muitas igrejas nossas,  possuem essas características.
MAS, disse o Senhor: “Deixaste a tia primeira caridade” Ap.2:4.
Nem precisaríamos comentar mais nada. Uma igreja ou um crente em particular que tenha perdido sua primeira caridade, está segundo as palavras do Senhor, “caído”
Quais os principais sintomas da perda da primeira caridade:
1)   Perda de prazer em orar e ler a Bíblia.
2)   Perda de prazer em congregar-se.
3)   Perda de atenção com os necessitados.
4)   O Espírito do Senhor, não balança mais o coração como nos primeiros dias em que tudo era para o Senhor em primeiro lugar.
5)   A vinda de Jesus, em função da vida prática, parece não ter tanto sentido.


III – VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR.
ICor 13:3 Paulo mostra a importância do amor diante de tudo o que fizermos de bom. Não conhecemos uma igreja na atualidade, perfeita em amor porquanto, ela é formada por pessoas imperfeitas. O que nos aproxima da perfeição e permite que façamos alguma coisa boa, é o amor de Cristo derramado em nossos corações.
Se houvesse igreja perfeita, alguns dons não teriam tanta eficácia, daí, a razão da igreja não desprezar qualquer deles.
Permita o Senhor que voltemos ao primeiro amor no mais puro sentido.

IV – LEMBRANDO-SE DO PRIMEIRO AMOR.
Lembrar de como éramos no início da nossa fé, analisar em que tempo, as coisas de Deus passaram a não significar mais que os nossos interesses pessoais:
Ter uma ótima casa.
Vestir-se da melhor maneira possível, nunca estando satisfeitos.
Preocupar-se demasiadamente com a nossa aparência, culto ao corpo.
No caso das mães, não confiar definitivamente em Deus, para educar seus filhos de maneira bíblica.
Dividir o nosso tempo com amigos tornou-se mais prazeroso que ir a igreja.

Finalmente, lembrar-se de como essas coisas substituíram o nosso amor por Cristo quando ele era TUDO para nós e nós TODO para ele. Até o prazer de evangelizar, distribuir literatura, desapareceu das nossas vidas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

BATISMO NO ESPÍRITO SANTO, ATACADO OU VAREJO

Em primeiro lugar peço desculpas pelo título. É apenas uma forma de chamar a atenção pela banalização que se dá ao maior emblema da evangelização. Tentarei ser suscinto sem deixar de lado a clareza.
Não tem como inventar, o batismo com Espírito Santo não é produzido por vontade humana exceto a vontade de recebe-lo de forma legítima. Consideremos alguns pontos.
1) Lc. 24:49 Eis que sobre vós envio a PROMESSA de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestido de poder.
2) At.2:2 e, de repente, VEIO DO CÉU um som como de um vento veemente e impetuoso e encheu toda casa. 2:3 FORAM VISTAS POR ELES línguas repartidas como de fogo. 2:4 falaram em outras línguas, em variedades de línguas (ver ICo 12:10 variedades) incluindo-se a língua materna de diversas nacionalidades. A necessidade impactante da comunicação era maior e mais necessária que hoje, porisso, serve de exemplo para nós.
3) At. 8:19 Não está no domínio do homem para que este, manipule da forma que lhe convier.
O cenário religioso como também o de impiedade era muito ostensivo nos dias apostólicos. Conquistar Samaria e demolir a idolatria sobre Diana na cidade de Éfeso, exigia não esforço humano e logístico de evangelização mas profunda demonstração de poder.
CONVENHAMOS E SEJAMOS SINCEROS.
Para que os crentes querem hoje o batismo com Espírito Santo?  Resposta: para ficar dentro das igrejas brigando por cargos e em como agradar suas lideranças e muitas vezes massacrando quem realmente deseja fazer a obra do Senhor. Se realmente queremos o que de fato já está a disposição da igreja pois, os dons que vêm através do batismo são o ornamento da igreja do Senhor, faz-se necessário uma mudança radical de valores morais e éticos, caráter na verdade, além de uma busca frenética em exercitar piedade, tão distante do nosso convívio.
O que esperamos de uma pessoa batizada com o Espírito Santo?
O que voce espera do seu veículo quanto a bateria está descarregada e voce troca por uma nova? que ele se movimente, que ele cumpra seus objetivos, dar conforto aos passageiros. O que esperamos? que o cristão saia do lugar comum, se movimente, demonstre mais amor, mais afeto pelos que com ele convive, nisto se inclui a família, impulso para falar do amor de Jesus, coragem, ânimo pronto, espírito colaborador para com a obra, mais carinho com seu pastor.
O que dizer de pregadores que muito bem pagos, dentro de um clima organizado, insiste em que as pessoas falem em línguas, pessoas que já estão envolvidas em toda sua emoção no contexto do culto. Não precisa dizer nada, acompanhe-os nos cultos seguintes. Alguns nem falam mais em línguas até que um novo culto os reanime. O que falo não é crítica dirigida a qualquer igreja nossa, falo como diante de Deus, as pessoas acabam se tornando vítimas do engano do poder. Deus as condena por isto? não, mais esta situação as tornam insensíveis a voz do Espírito, perdem a capacidade de discernir, acham tudo normal e é por esta razão que quando aparece alguém com uma visível demonstração de poder, acaba se tornando um ícone entre os irmãos, aquilo que dizem: "a irmã é um vaso" quando todos somos vasos, parece até predileção de Deus por alguns.
Como sabemos a diferença entre ser batizado com Espírito Santo, Jl 2:28; Lc 24:49 com a dádiva do Espírito Santo  cf. Jo 20:22,  concluimos:
1) O primeiro reveste o crente de poder e o segundo transmite características  aos filhos de Deus tornando-os semelhantes a Cristo, (Um criado disse a Pedro,; "tu és um deles"  Lc 22:58)
2) O Batismo com Espírito Santo deve ser uma consequência para os que experimentam o novo nascimento e não ao contrário.
3) Nada impede (excessão) que uma pessoa na igreja, aceite a Cristo como salvador e no mesmo instante seja batizado com Espírito Santo para depois, experimentar a nova vida em Cristo.
4) A regra é: Os que experimentam o novo nascimento, recebam o Espírito de vida em Cristo Jesus, busquem ardorosamente  receber o revestimento de poder sem a "mãozinha santa do pregador".
Não tenho qualquer respeito pelos debochados que chamam alguns movimentos de "repepé" ou "reteté" muitas vezes esses movimentos acontecem porque o pai não está por perto para ensinar os filhos.
Não tenho qualquer respeito por compositores que incluem línguas estranhas em seus cânticos e falam como se isto, estivesse no seu domínio. Lembro-me de uma jovem a quem exortei para que não fizesse mais aquilo;  cantar e imitar as línguas que o compositor inseriu.
CATÓLICOS CARISMÁTICOS.
Alguns me perguntam se os católicos carismáticos recebem o batismo com Espírito Santo. Na matéria "Jesus o mais desacreditado" tratarei com mais detalhes sobre o assunto.
1) São vítimas tanto quanto alguns dos nossos se tornam vítimas de movimentos que parecem ser.
2) Não tem nada de espírito maligno nessa questão, salvo, quando o próprio Satanás que pode se transfigurar em anjo de luz, IICo 11:14 - resolve interferir para enganar, porém, isso é resultante do extase emocional, porquê? alguém pode me perguntar.
1) O Batismo com Espírito Santo como já explicado anteriormente, não é a causa e sim a decorrência dos nascidos de novo.
2) Qualquer que recebe o Espírito Santo conforme Jo 20:22, não pode no final das orações, concluir com outra dizendo "Santa Maria mãe de Deus, ROGAI por nós pecadores",  pois Jesus disse em Jo 16:13 "Ele vos guiará em toda verdade"  e a Bíblia, livro de Deus, prescreve o que segue:
ITm 2:5 "Porque, há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens".
Hb. 12:24 "...e a Jesus, mediador de uma nova aliança..."
Tudo o que digo acima, não tem nada a ver com subverter Maria, a querida mãe do nosso Salvador a uma condição de inferioridade.
Para finalizar, lembro-me que em igrejas da qual fui pastor, era quase que comum, logo no início do movimento carismático, chegar em nossas igrejas, líderes desse  movimento e por vezes até padres. Após ouvir alguns, descobria que o interesse era o movimento espiritual  e tudo o que se relacionava com a liturgia do culto. Percebam que não me preocupo com a parcialidade, a Bíblia é a carta de Deus capaz de orientar os nosso  caminhos para não cometermos erros.
Pastores das nossas igrejas, tenhamos cuidado com aqueles que vem com aparência de piedade e levam nosso povo a gritinhos histéricos que não produzem qualquer resultado positivo. 

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