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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CPAD/EBD LC.8 O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS


LIÇÃO 8 – O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS.
PONTOS A ESTUDAR:
I – A BARGANHA NA BÍBLIA.
II – PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA”.
III – O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS.

Em tempo: Fala-se em barganhar com Deus, tendo como base a moeda de troca em que se transformou o “toma lá da cá” da maioria dos pregadores da prosperidade e suas igrejas. Olha pra cá: Tem um negócio que acontece em nossas ADs há muitos anos e ninguém nem percebe que é uma baita barganha com Deus, são as chamadas campanhas com tempo marcado, geralmente números que assumiram uma roupagem esotérica também, exotérica, como e principalmente, o número 7. Espera-se que no fim dessas campanhas os problemas estejam resolvidos, tornando-se uma baita moeda de troca ou barganha. A vida cristã deve fluir naturalmente, podemos e devemos orar pelos nossos problemas, até que sejam resolvidos ou deixem de ter a importância que dermos a eles; isto pode durar 10, 15, 60 ou mais dias.

I – A BARGANHA NA BÍBLIA.
1.1 No Antigo Testamento.
O maior exemplo é a vida de Jó. Assumiu a culpa pelos acontecimentos, não duvidou de Deus em momento algum, não abandonou a fé por conta dessas provas. A fidelidade de Jó foi a resposta de Deus e isso pode e deve acontecer conosco.

1.2 No Novo Testamento.
Moeda de troca no deserto; o Diabo quis levar Jesus a barganhar mas a resposta da sua boca, fê-lo bater em retirada. Ele não deve sentar-se a mesa dos nossos questionamentos, pois tudo com ele é pela troca e sempre quer levar vantagem. Façamos como JESUS e sairemos sempre vencedores.

1.3 As Escrituras condenam a barganha.
 Tudo na nossa vida deve ser feito com simplicidade e firmeza de fé em Cristo, sabendo que ele cuida da nossa vida e garantiu que responde nossas orações, antes mesmo de pedirmos alguma coisa, lembrando que ele não nos dá tudo o que queremos, por duas razões:
A primeira é que o evangelho não é uma religião voltada para satisfações pessoais e sim da alma e segundo por que não sabemos pedir convenientemente.  Tiago 4:3 “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites”.

II – PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA”.
2.1 A falsa doutrina do direito legal.
Direito legal é aquilo que garante a posse, aquilo que já lhe pertence e não foi devidamente apropriado aos seus bens e, portanto, precisa ser reclamado.
No direito legal, nega-se a vontade de Deus. Muitos aplaudem essa doutrina por ignorarem o conjunto de ensinamentos da Bíblia Sagrada, vivem de textos isolados, esquecem a oração do “pai nosso” e a entrega de JESUS: seja feita a tua vontade. O direito legal funciona assim: Seja feita a tua vontade, mas, não te esqueças da minha.

2.2 A prática do determinismo.
Há todo um conjunto de promessas na Bíblia que foram disponibilizadas, tais como: Curas, milagres e alguns até produzidos pelos dons espirituais; estão na Bíblia para todos os fiéis.  Considerando tudo isto, não podemos olvidar (deixar de lembrar) que vivemos um tempo difícil, câncer, DSTs, doenças do coração, tudo decorrente da contaminação alimentar, do ar e da água. Todos nós pagamos o preço do progresso. Quando o Senhor opera milagre em uma vida, ele o faz para glorificação do seu nome caso contrário, nunca um hospital registraria um crente em Jesus.

III – O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS.
3.1 O perigo de se ter um Deus imanente, mas, não transcendente.
Fala-se de “imanência” como a interação permanente entre Deus e o homem e daí, o pensamento que ele está para nos servir e não para ser servido. Quanto ao Deus transcendente, fala da sua bondade em se dar a perceber que está conosco e em nós, não abrindo mão da sua deidade ou condição de ser Deus Soberano.
Nós temos que nos sujeitar a ele e não ele a nós.
O autor da lição comenta neste item que diante dos ensinamentos deterministas, Deus se assemelha ou querem fazer dele o garçon, pronto a servir tão logo você sinalize pela necessidade.

3.2 O perigo de se transformar o sujeito em objeto.
Sujeito em objeto, deixa de ser uma figura gramatical para revelar um novo conceito de vida em que o valor não está na adoração, chamamos isso de inversão de valores, Deus deixa de ser o agente da paz para ser o agenciador da felicidade materialista, deixa de ser adorado para dar lugar a posse de bens e outros interesses como prioridade máxima do cristianismo.

3.3 O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos.
O autor considera que transformaram a fé em fórmula, capaz de encurtar o caminho e desprezar o exercício da oração, tão necessária a manutenção do relacionamento com Deus como o meio para solucionar os intrigados problemas da via.
Se esses pregadores tivessem vivido no tempo de Daniel, ele não precisaria ficar 21 dias postado diante dos rios da Babilônia, bastaria determinar e todo o povo voltaria do cativeiro, mais uma determinação e Deus faria com que os restantes que estavam em Judá, reconstruíssem os muros, antes mesmo da chegada de Esdras e Neemias. Não é assim que as coisas funcionam.
Finalização:
Não podemos tentar a Deus que não se deixa tentar pelo mal.
Permite que sejamos provados até o limite das nossas forças e entra em cena, no momento em que declaramos nossa total dependência a ele.







Um comentário:

  1. Prezamado pr. Genivaldo,

    A paz amado!

    Esta matéria simplesmente está bem direta e não tenta barganhar com ninguém.

    O que mais me incomoda, como ao pastor, é a aposta por quantidades de dias em que se transformou a presunção do homem em querer negociar(barganhar) como Deus.

    O homem toma a cultura humana para tentar sobrepor a capacidade de Deus e oferece campanhas com tempo marcado do tipo: 7 semanas de jejum e oração, sete semanas de cultos de libertação e se você quebbra a CORRENTE DE ORAÇÃO, deve começar tudo de novo. Pura demagogia!

    Concordo plenamente com o basta de barganha com Deus.

    O Senhor seja contigo, nobre pastor,

    O menor de todos os menores. Um Tradicional Pentecostal.

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