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quarta-feira, 18 de julho de 2018

A FUNÇÃO SOCIAL DOS SACERDOTES - EBD LÇ. 04 22/07/2018


EBD LÇ. 04  “A FUNÇÃO SOCIAL DOS SACERDOTES”.

22/07/2018.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I –  FUNÇÕES CLÍNICAS.
II – FUNÇÕES SANITARISTAS.
III – FUNÇÕES JURÍDICAS..

 Aspectos de moral e ética prescritos ao povo de Israel, resguardadas as devidas proporções, devem ser preservadas por quem confessa amar a Deus sobre todas as coisas.


      
I – FUNÇÕES CLÍNICAS.

Primeira vez que esse tema é abordado em nossas lições sob a ótica da profilaxia e das questões jurídicas, num tempo em que não havia hospitais nem foros, mas Deus proveu para o seu povo, uma vida cercada dos cuidados necessários para um viver harmonioso e saudável.

1.1 A inspeção da lepra.

 Diz o autor que naqueles tempos a lepra era a doença que causava mais repulsa e daí a razão do isolamento.(Lv.13:2).

O Senhor curou Naamã conforme as palavras do profeta Eliseu (2Rs 5:1-14).
Jesus curou leprosos (Mt.10:8 e 11:5).

Jesus ainda cura na direção da expansão do Reino de Deus.

1.2 A inspeção clínica.

A medicina já era praticada no Egito conforme se lê em Gênesis 50:2, todavia Israel não contava com esses cuidados que também para a época era uma atividade muito limitada a alguns sintomas.

Se houvesse sinal de lepra nos acampamentos, já habitando em Canaã, o  sacerdote devia tomar conhecimento para as providências profiláticas.

Lembremos que a lei foi dada a Moisés no Sinai e consequentemente as leis complementares que tratavam das peculiaridades com a instalação efetiva do sacerdócio a partir da família de Levi.  (Lv. 13:1-37).


1.3 A limitação do sacerdote.

Quando Jesus mandou os leprosos curados para os sacerdotes ou aquele que estivesse servindo no seu turno, não carregava a expectativa de que eles exerceriam alguma profilaxia para a cura dessa doença, (Jesus já os havia curado) mas examinar para reentrada no convívio social como também oferecer sacrifícios pela cura.

Levítico capítulo 14 trata da purificação da lepra e os deveres do sacerdote diante da constatação.

Nós também temos essa limitação em relação as curas e há diversas razões para isso que merece ser explicada aqui, antes que surja uma pergunta nesse sentido:

As curas; pela autoridade da Palavra ou pelo dom de cura tinha como causa maior, a expansão do Reino de Deus e a demonstração de autoridade sobre os males.

Mostrar a força do Evangelho exercida pelos sinais. (Jo.4:48).

Havia ainda a confrontação da fé do enfermo em várias passagens bíblicas a exemplo da mulher que tinha o fluxo sanguíneo. (Mc. 5:25).

Em contra partida, a falta de fé de muitos. “Em Nazaré Jesus não fez muitos milagres por causa da incredulidade deles”.  (Mt.13:58).

No caso dos sacerdotes, não se lhes havia dado autoridade sobre as doenças, o poder de curar.


II – FUNÇÕES SANITARISTAS.


2.1 A função sanitarista do sacerdote.

Realmente, o capítulo 14 de Levítico trata de profilaxia, dos cuidados que deviam ter com o imóvel que passava por limpeza até a demolição se necessária

Algo semelhante fora feito no Brasil principalmente nas regiões pobres do nordeste,  por conta da malária e de outras doenças infecto contagiosas mais recentes como a dengue em que agentes do governo vistoriavam  imóveis com vistas a orientar à limpeza adequada.

Veja que em tudo, o Senhor cuidou do seu povo.

2.2 A lepra na casa.

Qualquer sinal na parede como manchas verdes e avermelhadas, mais profundas, já era motivo para chamar o sacerdote para investigar a causa e efeitos. (Lv. 14:37), tratar do problema e agendar nova visita até que tudo estivesse em ordem.

Lei acerca da lepra é encontrada em Levítico capítulos 13 e 14.

A casa sofria interdição por sete dias dependendo do caso.


2.3 A lepra nas vestes.

Como a lepra, uma doença infecto contagiosa hoje chamada de mal de Hansen que causa lesões cutâneas  poderia estar presente nas roupas,  paredes e demais objetos inanimados?

A explicação está no termo original que em hebraico significa outros tipos de infecções e contaminações por fungos e bactérias que logicamente sendo danoso à saúde precisava ser erradicada de alguma forma.

Temos  registro bíblico da lepra sobre Mirian e Arão por terem confrontado Moisés em sua autoridade, retardando a caminhada do povo até que tivessem sido curados e certamente pela própria mão de Deus.  (Nm.12:10).


III – FUNÇÕES JURÍDICAS.

3.1 Proteção da família.

Quais as ações declaradas em lei que revelavam a proteção da família?

O texto do autor é altamente esclarecedor, mas vamos pontuar para facilitar sua leitura e o que significa:

1  Proibição de sacrifício infantil – sacrificar crianças em cultos a Moloque, deus dos amonitas.

2 – Relações incestuosas (Lv.18:6-9), relação entre pais e filhos, já pedido na atualidade por grupos o reconhecimento da descriminalização dessa relação.

3 – Abuso sexual doméstico (Lv. 18-10) de forma geral.

4 – Exposição das filhas à prostituição (Lv.19:29) dispensa comentários pela clareza.

5 – Homossexualidade e bestialidade – (Lv. 18:22-23) Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;
Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é.

O ponto 5 tem sido causa de muita polêmica por grupos de defesa(?) dos homossexuais que acusam a igreja de fundamentalismo e homofobia.

Este ponto exige cuidado, pois nunca sabemos o quanto podem usar expressões usadas em classe para ter de que nos acusar.

Vejamos:

A Bíblia não condena uma pessoa por ter desvios hormonais ou quem por erro da natureza, tenha um corpo feminino com órgão sexual masculino e vice versa, que precisa de um reparo cirúrgico. A Bíblia trata de comportamento e é isso o que diz o ponto 5 por mim enumerado.

A Bíblia condena a bestialidade que é a relação entre homens e animais ou zoofilia  como a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo. Tudo isto é comportamental e essas práticas têm crescido no mundo.
  
3.2  Proteção da propriedade privada.

Este tópico é muito rico em informações; vamos tentar pontuar para facilitar o ensino:

Em Êxodo 3:7-8, o povo está sendo afligido no Egito e o Senhor sente sua aflição e decide, falando com Moisés, levar o povo para uma terra boa e larga, passariam a ter o próprio lar.

Em IReis 21:3 temos o registro de um homem (Nabote) que cuidava muito bem da sua propriedade a ponto de chamar a atenção de Acabe para ela. Tanto fez que sob a orientação da mulher, Jezabel, mataram Nabote para ter a posse da sua propriedade o que lhes custou o reino e a vida.

O atendimento ao pobre é citado no texto para mostrar que a ação social devia estar plantada no coração do israelita no sentido de cuidar dos pobres.

3.3 Proteção da vida.

(Dt.22:8) “Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela.”.

Vários textos encontrados no pentateuco tratam da defesa da vida, da grávida (Ex. 21:22) como do estrangeiro:

 (Lv. 19:33-34)E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.”.

Uma legislação completa e o seu aspecto moral e ético ultrapassa a barreira do tempo e das dispensações.

  
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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

                           
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