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quarta-feira, 2 de maio de 2018

ÉTICA CRISTÃ E SUICÍDIO - EBD LÇ. 06 06/05/2018.


EBD LÇ. 06 06/05/2018  ”ÉTICA CRISTà E SUICÍDIO".


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I – O SUICIDIO NAS ESCRITURAS E NO MUNDO.
II – OS TIPOS DE SUICÍDIO.
III –  O POSICIONAMENTO CRISTÃO PARA O SUICÍDIO.


Nunca ponhas o teu pescoço nesse laço. A tua vida pertence a Deus e ele perfeitamente desembaraça os teus caminhos. 


  I – O SUICIDIO NAS ESCRITURAS E NO MUNDO.


1.1 No Antigo Testamento.

O autor cita casos conhecidos na bíblia como o de Saul e seu criado que no auge da peleja contra os filisteus e percebendo que acabaria por morrer nas mãos do inimigo, antecipou a sua morte e foi seguido pelo criado nessa empreitada.   Saul era um homem perturbado e até por espírito maligno, assim  sua história de vida perturbada se finda com a morte. A eternidade o julgará mais uma e única vez.

Aitofel conselheiro do rei Davi e depois de Absalão, perdeu seu valor como conselheiro e sentindo-se traído por si mesmo, resolve dar cabo da própria vida por enforcamento em sua casa. O homem precisa evitar situações que o coloque em risco de comprometer a própria vida.

Por que o autor citou Sansão neste ponto? Para esclarecer a muitos como já lemos na rede social que há quem considere Sansão um suicida.

A ação de Sansão era de alto risco, mas a sua última oração a Deus foi “devolva a minha força e morra eu com os meus inimigos”.  Assim, não foi suicídio, mas uma ação com vistas a vingar-se dos filisteus e manter Israel livre dos seus dominadores.  (Juízes 16:28).




1.2 No Novo Testamento.

Que diz o autor a respeito?

O autor faz referência ao único caso citado no Novo Testamento,  com respeito a Judas Iscariotes e finaliza declarando que em nossos dias, a banalização da vida e da fé tem contribuído comportamentos similares.

Lembrei-me de um livro que li há muitos anos,  sobre Messalina, imperatriz em Roma com a fama de ser promíscua: Certo dia ela capturou um casal de judeus como fazia com todos os que achava interessante, o casal passeava com a filhinha e foram levados ao palácio. Sabendo que após a orgia praticada, acabariam mortos, em um momento de descuido da guarda, o casal confabula e resolve dar cabo da vida a submeter-se a tamanha vergonha negando o nome do Senhor e assim se suicidam.

O caso acima é para provocar as inteligências frequentadoras da EBD.   

1.3 O suicídio no mundo.

Neste ponto, o autor se detém a informar o que representa a escalada de suicídios e suicidas.

Com certeza o espaço é pouco para tanto assunto e números, todavia o que mais mexeu comigo foi tomar conhecimento através de um artigo que na Alemanha, havia crescido o numero de suicídios entre crianças na idade que vai dos 10 aos 14 anos de idade. Isto já faz muito tempo.

Vejam alguns dados:
As fontes são pesquisas que qualquer um pode fazer.

Set,2014 – Em 10 anos, o suicídio de crianças e adolescentes cresceu 40% no Brasil. (saúde.ig.com.br > Saúde > minha saúde) em 2/05/2018.

Tem muita informação que se estudadas e analisadas sem paixão, sem pré julgamento, poderemos nos tornar pessoas mais úteis no sentido de ajudar a combater esse mal ou nos calarmos.







II – OS TIPOS DE SUICIDIO.      

Lembro aos professores que não estamos abordando o assunto sob a ótica bíblica e do Evangelho que tudo provê. Apenas para que seus alunos não se precipitem e digam que isso tudo é “falta de Deus na vida”.

Temos duas frentes de batalha nessa questão; a primeira é o dever da evangelização seguido de ação social eficaz e o segundo é lidar com pessoas avessas ao evangelho e aí entra a ação do cidadão com seus deveres.

2.1 Suicídio convencional.

Diz o autor que suicídio convencional o que é provocado pela tradição cultural e coerção do grupo cultural.

1 – Tradição Cultural.
O Japão é rico em tradições e valores morais. Romper com qualquer elo dessa construção social, tem feito com que muitos pratiquem o suicídio como forma de redimir sua moral perante o povo, uma forma de pedir perdão público.

Não muito distante, tomamos conhecimento do suicídio do Ministro da Agricultura do Japão que por seus atos tornados públicos, suicidou-se. Isso pode ser divulgado no parlamento brasileiro.


2 – Coerção do grupo social.
Certamente entra nesse grupo, o exemplo dado na lição para os Esquimós de quem se espera o suicídio dos idosos. Que não se dê ideia disso ao Palácio do Planalto.
Também não se inclui na estatística casos em que os idosos (no Brasil) perdem a total alegria de viver, entregam-se ao abandono e assim a morte chega mais rápido produzindo o suicídio lento e oculto.




  
  
2.2 Suicídio pessoal.

Aqui entra nossa preocupação em analisar, procurar entender e atuar onde for possível.

Diz o autor que as vezes não é possível apontar causas aparentes e isto é verdade, pois o conflito está instalado no coração e acima de qualquer suspeita. Tudo parece correr bem e se surpreendem com a notícia de que alguém tenha cometido suicídio.

O autor cita as possibilidades: Questões de ordem financeira e amorosas certamente estão no ranking.

2.2 Suicídio sacrificial.

Só compreenderemos que o autor não considera a atuação dos bombeiros e salva-vidas como um suicídio sacrificial, quando ao término afirma que ato de bravura para salvar vidas, mesmo antevendo o risco, não se constitui em suicídio com o nome que queiram dar, mas  um ato de amor e entrega.


III – O POSICIONAMENTO CRISTÃO PARA O SUICÍDIO.
Vale a pena comentar ponto a ponto.

3.1 O posicionamento teológico.

O posicionamento teológico segundo o autor leva direto para (Ex.20:13) “Não matarás”. Não matar é uma palavra de ordem que traduz a ação do agente contra outra pessoa quanto contra si mesmo, traduzindo, homicídio e suicídio.

Tanto o (Sl. 100:3) e (Ec. 3:2), são textos que reconhecem a soberania de Deus sobre a criação e que temos como uma palavra de revelação da vontade de Deus sobre nós.


3.2 O posicionamento ético.

O tema da lição é “Ética cristã e suicídio”  e assim, o presente tópico aborda sobre a questão da ética compreendida como o conjunto de regras de ordem valorativa cabida a cada individuo.

Procuro por em ordem os pontos citados pelo autor como ética em relação ao suicídio.

a) O suicídio banaliza a vida e afronta a soberania divina.
b) Viola o mandamento de amar o próximo como a si mesmo.
c) Ato egoísta de quem pensa aliviar seu sofrimento sem se importar com os outros.
d) O suicidar-se denota inversão dos valores da vida e falta de confiança em Deus e
e) O suicídio é um gesto de ingratidão que interrompe o ciclo e a missão de Deus outorgada.

E assim finda o autor: “Mercê dessa posição a igreja precisa ajudar as pessoas a não sucumbirem diante desse mal”.

Quero reproduzir o texto conclusivo do autor:

“O aumento do suicídio é resultado da ideologia que enaltece a criatura em lugar do Criador, quando o homem evoca autonomia sobre o próprio corpo e a vida, desprezando e afrontando a soberania divina, grave e funestas  consequências ocorrem. A vida só tem sentido quando está sob o controle irrestrito do seu criador, (Isaias 41;13)”.

Is. 41;13 “Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te


A FACE  OCULTA DO  SUICÍDA.

Com o tão divulgado suicídio de pastores, deu-se na rede social muita discussão sobre o assunto e deu margem a afirmações que transitaram livremente da esquerda para direita e vice versa; uns já dizendo que o inferno é o lugar do suicida. Não poderia encerrar este comentário sem dar o meu parecer à luz da razão e da Palavra de Deus.

Tenho muito cuidado com a doutrina, pois ela é a ponte  que nos garante uma boa e segura travessia.

Se uma família perde um ente querido, membro da igreja e fiel, não pode intranquilizar a família com certas afirmações.



Nos homicídios, alguns pontos são levados em consideração, como o estado emocional do agente agressor e em muitos casos, o crime não é imputado quando se considera que o réu sofre de alguma patologia psíquica e quando fica comprovado, a penalização se dá em prisão hospital  psiquiátrico.

Prefiro separar os suicidios em dois pontos:

SUICÍDIO RACIONAL.
Alguns citados na própria lição como os japoneses com a prática do haraquiri e entre os árabes, os homens bombas.
Pacto de morte entre casais.
Falência empresarial e tantas outras sem que exista qualquer patologia psíquica em que a pessoa entende ser impossível cair em desgraça socialmente falando, buscando na morte a saída.

Um salvo  nunca se deixará levar a esse extremo, pois sabe que Deus tem a resposta para todas as nossas dificuldades.

Há dezenas de outras  causas e muitas delas, temos tomado conhecimento pela mídia e a solidão é um remédio amargo para levar ao suicídio.

SUICÍDIO IRRACIONAL.
Se pegarmos isso ao pé da letra, pode parecer que todo suicídio é irracional, considerando que há pessoas que mergulham no seu mundo interior vitimado por profunda sensação de fraqueza; depressão.

Muitas vezes, a pressão social já destrói o homem interior e a pessoa passa a sofrer pelas inúmeras e conhecidas síndromes.

Já assisti pessoas com síndrome de pânico; é horrível e a pessoa perde todo o domínio de uma vida normal.

Não quero estender, mas quero finalizar dizendo que Deus não é injusto para condenar uma pessoa  ao inferno, quando a sua morte teve como causa uma psicopatologia ou apenas depressão e logicamente, me refiro a um crente salvo e certamente alguém vai dizer que um crente salvo, não pode sofrer esses danos. Quando for assim, não discuta.

Não façam julgamentos precipitados, ajudem as famílias e consolem seus corações quando isto acontecer com pessoas que sempre tiveram uma vida dedicada ao evangelho.

A parte mais complexa do ser humano está no cérebro, uma verdadeira rede que dá acesso a todos os sentimentos.


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Aos Irmãos coordenadores das  EBDs:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

                           

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