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sábado, 7 de outubro de 2017

A SALVAÇÃO NA PASCOA JUDAICA - EBD LÇ. 02 08/10/2017

EBD LÇ. 02  08/10/2017 “A SALVAÇÃO NA PASCOA JUDAICA”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA.
II – O CORDEIRO DA PASCOA.
III –  O SANGUE DO CORDEIRO.

Não temos uma páscoa cristã; temos o Cristo que é a nossa Páscoa que trocou os elementos para que a igreja pudesse lembrar da sua morte por todo o tempo.




Tenho publicado os comentários com bastante atraso e peço que não haja qualquer recriminação. Apesar dos meus quase 71 anos, ainda trabalho secularmente para o sustento da família. Procuro dividir o tempo como posso e gasto de 12 a 14 horas com diversas ocupações.
   
I – A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA.

Espero que depois desta lição, o consumo de chocolate aumente, mas sem qualquer associação com a verdadeira páscoa caso o chocolate tenha forma de ovo.

1.1 O livramento nacional.

O autor fala da importância da Páscoa para o povo de Israel e compara a um país que esteve sob o domínio de outra bandeira, mas alcançou a sua independência e assim, anualmente faz comemoração ao dia da pátria.

No caso de Israel, marca o fim do cativeiro e o retorno à terra prometida.

“Se não tivéssemos chegado” à nossa dispensação, poderíamos dizer que do ponto de vista da religião, Israel fez a melhor escolha (ou foi melhor escolhido)  e a melhor forma de adoração a Deus, apesar dos desvios; muito mais agora que já tem permitido em seu território, a parada do orgulho gay em flagrante desafio e oposição a Lei de Moisés que deveria ser observada por eles e repito; “se não tivéssemos chegado” à nossa dispensação.

   
1.2 A libertação da escravidão.

Por aproximadamente 430 anos Israel viveu na terra Egito e sabemos como tudo começou:

- O sonho de Faraó e a previsão de 14 anos sendo os 7 últimos, de fome. (Gn.41:15).
- A mão de Deus que levou José  ao Egito e o firmou como governador e segunda pessoa de Faraó. (Gn.45:26). José tinha 30 anos.
- A morte de José aos 110 anos e do Faraó seu contemporâneo, deu início ao aperto escravagista. (Gn.50:26). (Ex.1:5-8).


1.3 A nova celebração judaica.

No período da Páscoa, o fermento é tirado de casa e comem por sete dias, pães sem fermento, conhecido como pão  “asmo” ou ázimo que devia ser comido, antes da massa levedar.

MATZO  (ídiche – Língua falada por judeus da Europa, surgida por volta dos séculos 10 e 11).
MATZÁ (Hebraico).
Para trazer à memória, os anos de escravidão no Egito e a fuga. (Ex.12:39-40)

(Ex.12:15) O TRATO COM ISRAEL ERA COISA SÉRIA A SER SEGUIDO.
Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.”.


II – O CORDEIRO DA PÁSCOA.


2.1 O cordeiro no Antigo Testamento.

A última praga. A morte dos primogênitos não podia alcançar o povo de Israel que habitava a terra de Gósen o que preservou a vida e a unidade do povo.

Compunha, portanto aquele noite, véspera da saída do Egito, o pão ázimo, o cordeiro, ervas amargas e o sangue que teve um papel importante, pois ele seria espargido nos umbrais das portas das casas dos hebreus, para que, vendo o anjo da morte o sangue, não mataria o primogênito daquela família,

Um cordeiro para cada família e se fosse muito, deviam repartir com os vizinhos, não podia ter manchas nem qualquer defeito.

Tudo isto apontava para Cristo.


2.2 Jesus o verdadeiro Cordeiro pascal.

Cabe ao leitor avaliar o texto do autor e o que escrevo como subsídio.

O autor declara o que segue:

“Por isso, ao comemorarmos a Páscoa, devemos atentar para o feito de Jesus na cruz.”.

“(...) se não atentarmos para ele, a nossa Páscoa torna-se vazia e sem sentido”.

MINHAS CONSIDERAÇÕES A RESPEITO.

Onde encontraríamos no Novo Testamento, qualquer orientação para comemorarmos a Páscoa ou a “nossa Páscoa”?

Simplesmente não iremos encontrar, pois ao celebrar a última Páscoa judaica, Jesus introduziu dois novos elementos e com eles, comemorou com os discípulos, a sua morte expiatória como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

É preciso cuidado com o que ensinamos para que em seguida, não se institua nas igrejas, a “Páscoa Cristã”.


III – O SANGUE DO CORDEIRO.

3.1 O significado do sangue.

Alguém pode perguntar qual a relação do sangue com o poder de perdoar pecados. Pela matéria em si nada, nenhuma relação, mas havia uma forte referência entre o animal sacrificado no Éden cuja pele cobriu o corpo nu dos nossos pais em primeira mão. Para cobrir a nudez, fez-se necessário sacrificar um animal e assim, derramar sangue inocente. Isto se refere de um profundo significado, pois continha as seguintes mensagens:

- A nudez do casal no Éden representava a condição de todos os seres humanos diante de Deus; despidos.

- A pele representa a justiça humana; não tinha caráter eterno.

- Deus havia de prover com isso, um sacrifício eterno com derramamento de sangue e desta vez, do próprio filho que nos deu.

- Assim, todos os sacrifícios oferecidos no altar continham única mensagem: Cristo ofereceu-se uma única vez, o justo pelos injustos para nos levar a Deus. (IPde.3:18).

3.2 O sangue do cordeiro pascal.

Qual a relação do sangue do cordeiro pascal com o sangue de Jesus?

Ambos ofereceram proteção.

No Egito; o sangue nas ombreiras das portas revelava que seus residentes confiavam e esperavam em Deus.

O sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado (IPd. 1:19) garante a purificação dos pecados cometidos sob a paciência de Deus (Rm.3:25). Perceba que o efeito é mais profundo; não cobre nem apazigua a ira de Deus, mas nos coloca em posição de comunhão.

Para o que não serve o sangue de Jesus?

Para ser banalizado por muitos que clamam o sangue de Jesus onde devia ser usada a autoridade do seu nome e por outros que usam como brincadeira; “O sangue de Jesus tem poder” diante de qualquer susto.


3.3 O sangue da nova aliança.

Recomendo a leitura em classe deste tópico, muito claro e esclarecedor no que tange ao sangue de Jesus como símbolo de uma nova aliança entre o homem e Deus.

Pelo sangue da nova aliança,  temos acesso ao pai e franca entrada para quem deseja permanecer diante de Deus em comunhão.

Qual a importância do sangue em relação ao batismo em águas no sentido pleno da salvação em Cristo?

Completamente opostos quanto a importância de cada um.

O batismo em águas não pode ser recusado por ser uma declaração pública de fé em Cristo.  (At. 8:36)

O sangue é a resposta de Deus ao homem para conceder o perdão e a purificação dos pecados.

A eternidade é o futuro de quem guarda as palavras do Senhor e se mantém sob a proteção do sangue do Cordeiro.


É PECADO COMEMORAR A PÁSCOA OU COMER “OVOS DE PÁSCOA”.

Já houve tempo em que fugíamos dos chocolates ovoides e deixávamos as crianças com água na boca, mas o tempo nos mostrou  que eles não produzem qualquer problema na nossa relação com Deus.

De todas as comemorações no mundo religioso ocidental, a Páscoa nada tem de idolatria, mas considero uma “impropriedade” por não nos pertencer e se os judeus compreendessem, nem mais para eles e a outra questão é que se quiséssemos comemorar uma Páscoa, teríamos que respeitar o que a Lei de Moisés prescreveu a respeito.

Sem coelho e sem chocolate para tristeza dos fabricantes.

Fiquemos com e em Cristo.


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