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domingo, 4 de novembro de 2012

EBDCPAD JONAS - A MISERICORDIA DIVINA para 11/11/2012


LIÇÃO 06 JONAS -  A MISERICÓRDIA DIVINA.
EBD 11.11.2012. Subsídio.
PONTOS A ESTUDAR:
I – O LIVRO DE JONAS.
II – O GRANDE PEIXE.
III – A MISERICÓRDIA DIVINA.
IV – A JUSTIÇA HUMANA.


Em tempo: O livro de Jonas, além de nos inspirar em tantas pregações ao ar livre e nos cultos dominicais, traz-nos grandes e excelentes ensinamentos sobre como tratar as coisas de Deus, como atende-lo sem valorizar as nossas preferências, pois, a obra de Deus, não pode esperar as nossas férias ou as folgas dos finais de semana; precisa que seja feita. Se o seu coração sentir a chamada de Deus, vá e se não sentir, vá da mesma forma e nessa caso, com reservas, pois muitos confundem o ide de Jesus, com chamadas específicas para determinadas missões. O que Deus fez por intermédio de Jonas e no novo testamento por intermédio de Paulo, certamente o assunto era com eles mesmos.

I – O LIVRO DE JONAS.
1.1        Contexto histórico.
Nínive, capital do Império Assírio, ao norte da Mesopotâmia. Seu exército gozava de péssima reputação pela forma violenta como trata seus inimigos, a sua história tem início contado na Bíblia Sagrada, em Gn. 10:11 Ninrode poderoso caçador, fundou Babel (Sul da Mesopotâmia) e depois partiu para o norte e fundou Nínive, quando a Assíria, já era mencionada no texto. Segundo o Wikipédia, escritos helenísticos, dão crédito a Linus pela fundação dessa cidade.
Um dos grandes nomes da Assíria foi o de Senaqueribe, cuja história e fim, conhecemos muito bem pela Bíblia Sagrada.

1.2        Vida Pessoal.
O autor detalha a vida de Jonas neste tópico, sendo suficiente para dar conhecimento aos alunos. Gostaria apenas de burilar duas linhas de pensamento pela fuga de Jonas:
a)   Para alguns,  Jonas tinha forte preconceito contra Nínive pelo que os Assírios já tinham feito contra o povo de Israel. Faz sentido.
b)   Que Jonas tinha fugido, porquanto, sabia da misericórdia do Senhor.
O meu pensamento, sujeito a não aceitação é que Jonas, sabendo da misericórdia de Deus, tinha lá alguma convicção que a sua pregação não se cumpriria, pois o arrependimento faria Deus poupar a cidade e ele se mostraria um fracasso como profeta, pois, no pensamento humano; vou e prego que em três dias, ela será subvertida. Essa é a mensagem que certamente não se cumprirá, que sufoco.
Diga aos seus alunos, que não importa o que pensem. Nada muda o que aconteceu e a lição que ficou, usada por JESUS como mensagem aos seus contemporâneos.

1.3        Estrutura da mensagem.
O autor divide bem o livro de Jonas o seu conteúdo e estilo.
Outra questão interessante em tudo isso é que Deus, nunca muda sua mensagem. Não mudou com Moisés em relação ao Egito e não facilitou nada para Jonas em relação a Nínive, como, não muda nada pelo que temos na Bíblia. A mensagem é sempre a mesma: “Santidade ao Senhor” Ex. 28:36 “Também farás uma lâmina de ouro puro e nela gravarás à maneira de gravuras de selos: Santidade ao Senhor”.  “...Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”.

II – O GRANDE PEIXE.
2.1 Baleia ou grande peixe? 2.2 Interpretação.
Perfeito, o autor dá os termos originais empregados, que foram traduzidos por grande peixe ou grande monstro marinho.
Já aceitava a ideia de um grande peixe, depois de Jesus referendar a história de Jonas, sem qualquer contestação quanto aos fatos, jamais rejeitaria a informação bíblica e o mesmo vale para a morte dos egípcios no mar vermelho. Os milagres ocorridos no antigo testamento nos mostram a grandeza de Deus quando quer alinhar a história com a sua vontade.


III – A MISERICÓRDIA DIVINA.
3.1 A conversão dos ninivitas.
Os fatos ocorridos em Nínive apontam para o período da graça quando o perdão é dado mediante o arrependimento do homem e em alguns casos, por exceção, pelo seu caráter, como o Centurião Cornélio ou ainda por que o homem aborreceu muito a Deus, como Saulo de Tarso, o nosso querido Apóstolo Paulo.

3.2 O arrependimento de Deus.
Mesmo sendo parte do plano divino, penso que é natural considerar que Deus, muda seus planos quando o homem resolve voltar atrás em suas atitudes perversas. A essa mudança de planos, a bíblia chama de arrependimento. O nosso arrependimento sempre decorre do reconhecimento de algo mal feito.

3.3 Explicação exegética.
Pelo texto do autor, dois verbos são empregados para definir quem se arrepende. Primeiro o homem e sempre foi assim, exceto, quando o diluvio caiu sobre a terra, o texto diz que Deus se arrependeu Gn 6:6 de haver feito o homem como disse a Noé de nunca mais ferir a terra, isso depois de sentir o cheiro suave do sacrifício de Noé.
Talvez você pergunte se Deus não ferirá a terra na grande tribulação, posso garantir que toda maldade que ocorrerá na grande tribulação, o homem será o agente ativo, exceto nas ações em que o próprio Deus agirá contra o Anti-Cristo e seus aliados.
Grande parte das tormentas terá como causa a destruição da fauna e da flora, além das invenções tecnológicas.

IV – A JUSTIÇA HUMANA.
4.1 Descontentamento de Jonas.
Retomamos a explicação do preconceito ou do caráter profético de Jonas diante do não cumprimento da sua profecia. Sentar-se debaixo de uma aboboreira e aguardar o cumprimento das suas palavras. Foi muito mal hein!!!

4.2 Jonas esperava vingança.
Não há ninguém como Deus, pronto a perdoar.
Nem nós como cristãos, muitas vezes falhamos nessa parte e todos nós que frequentamos igreja, sabemos o quanto somos falhos nesse quesito, muitas vezes, do púlpito a porta.
4.3 Compreendendo a misericórdia divina.
Sendo um dos atributos de Deus, não podemos achar que por conta disso, todos estão perdoados pelo fato de crerem em Jesus. Crer em Jesus significa mudar a rota da caminhada em 180 graus.
Os ninivitas daquele tempo foram poupados pelo arrependimento, porém, Nínive desapareceu da história.
Deus não se deixa escarnecer.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

OLHO GORDO - VOCÊ TEM MEDO?


Olho gordo é tão folclórico quanto Mula sem Cabeça, Saci-Pererê e outras figuras tradicionais e culturalmente conhecidas. Mais que um folclore, tem lá algum fundo de verdade e, sim, pode causar dano.

Pesquisa sobre o assunto afirma que Lao-Tsé (Taoismo 350 anos a.C.) e Confúcio (600 a.C.) já trataram desse assunto. 

E a Bíblia, diz algo a respeito do Olho Gordo?

Primeiro, é preciso entender o que significa “Olho Gordo”. É um sentido figurado metafórico e precisa revestir-se de um contexto, como segue:

Olho Gordo em senso comum é expressão para inveja e cobiça. Invejar e cobiçar são situações tratadas na Bíblia em  Ex.20:17 “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”.

Em tese, o Olho Gordo é desejar ardentemente algo, mesmo que isso seja um aparente prejuízo ao próximo.

Quando o patriarca Abraão propôs ao seu sobrinho Ló a separação e a escolha de um lugar para habitarem separados, a Bíblia diz: “E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada... Então Ló escolheu para si, toda a campina do Jordão e partiu Ló...” Gn 13:10 e 11. Ló engordara seus olhos.

Temos que concordar que os olhos engordam, quando o coração e a alma são igualmente gordos, para desejar o melhor. Inclusive se prejudicar a outrem, ou seja, tal ação é própria de pessoas gananciosas.

A questão é: Olho Gordo, pega?

Não duvido de nada que pertença ao mundo invisível, Paulo, legítimo apóstolo do Senhor, declarou na carta aos Coríntios, que, Satanás se transfigura em anjo de luz e seus ministros em ministros da justiça ( 2 Co 11:14,15).

Os Magos do Egito conseguiram imitar alguns feitos de Moisés, para desacredita-lo diante de Faraó (Ex. 7:10). Conseguiram algumas coisas com suas ações místicas, todavia, não prevaleceram diante de Deus e de Moisés.

Quando Balaque, rei dos Moabitas, contrata Balaão, profeta pra lá de aposentado, para amaldiçoar o povo de Israel, em tempo algum a Bíblia declara a inexistência do poder das trevas, senão, a declaração eterna que “...Contra esse povo, não vale encantamentos...” (Nm 22 e 23).

Não posso ignorar que existem pessoas com poderes espirituais malignos, capazes de realizar um mau intento, pessoas invejosas, cujos olhos foram engordados pela cobiça. Não posso ignorar que conheci pessoas, crentes no Senhor, com medo dessas crendices, principalmente pessoas que se convertem, trazendo no seu coração temores por influências religiosas mal produzidas e que ainda não alcançaram uma libertação plena, pelo conhecimento da Palavra do Senhor.

“Não vale encantamentos...”. Quando experimentamos o novo nascimento, Jo 3:3 e entenda-se o novo nascimento não apenas pela regeneração, mas pela transformação absoluta para uma nova vida em Cristo, somos libertos de todos os temores produzidos por folclores, tradições religiosas ou mesmo por ações malignas.

Como pode o Olho Gordo, atrapalhar uma vida e produzir algum prejuízo?

Quando temos defesas fracas, desprezo ao hábito de leitura da Bíblia, se existe falta de oração e principalmente a falta de confiança em Deus. O Salmo 90 nos diz: “Nem um mal chegará a tua tenda”.

O Olho Gordo pode estar em toda parte. Pessoas altamente invejosas buscam por todos os meios atrapalhar a vida de alguém. O invejoso tem realmente um jeito de olhar que desestabiliza qualquer pessoa descuidada.

O Olho Gordo age sempre de maneira inescrupulosa. Além de cobiçar, usa de todos os meios para destruir alguém, atrapalha  uma caminhada de sucesso, mesmo que essa caminhada tenha a ver com o Evangelho e a chamada de Deus para uma vida ao seu serviço.

O Olho Gordo é a revelação da incapacidade, torna o seu portador em pessoa irresponsável. O ser invejoso e cobiçoso apela apela até para fofocas ou difamações, se entender que isso lhe trará algum retorno. O único regime para Olho Gordo é o exercício espiritual, buscar insistentemente satisfazer-se em Cristo, amar o seu próximo,  alegrar-se no sucesso alheio, buscando também o seu, pois, tudo é possível ao que crer.

São Paulo, novembro de 2012.

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