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sexta-feira, 20 de abril de 2018

ÉTICA CRISTÃ E O ABORTO - EBD LÇ. 04 22/04/2018


EBD LÇ. 04 22/04/2018 “ÉTICA CRISTÃ E O ABORTO”.



O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.


PONTOS:
I – ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO.
II – O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO.
III –  TIPOS DE ABORTO E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS.
  



    
I – ABORTO: CONCEITO GERAL BÍBLICO.

1.1 Conceito geral de aborto.

Escrevo para quem tem a revista da lição e para quem não tem, é assim!

Aborto no comentário do autor significa interrupção do nascimento e ele puxa a raíz da palavra, de origem latina como sendo:  “abortus” – ab =  privação e ortus =  vida.

Privação da vida ou cessação dela seja na forma ainda embrionária, o óvulo fecundado ou o feto, a criança já em formação primária.



1.2 O aborto no contexto legal.

O autor cita o que as leis prescreveram ao longo dos tempos desde Hamurabi até o nosso Código Penal. Todos eles criminalizavam o aborto.
Hamurabi (1810-1821) Condenava o aborto.
Código Napoleônico (1769-1750) considerava crime hediondo.
Código criminal no Brasil Império (1830); complementa o autor que no Brasil o aborto ainda e crime.

Todos somos testemunhas da pressão que parte da sociedade e minoria representada por movimentos sustentados pela esquerda faz na Câmara e no Senado para descriminalizar o aborto.

Há duas hipóteses em que o Código Penal prevê o aborto: Risco para a mãe e estupro.

1.3 Conceito bíblico de aborto.

Escreve o autor: “Na  lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Ex.21:22-23).

Note-se que no texto acima citado o agente do aborto, não é a grávida e seu marido e sim, um agente externo que provocou o dano à semelhança daquilo que frequentemente vemos em nossos jornais como os acidentes de trânsito e as vítimas de violência urbana,

1.4 O aborto na história da igreja.

A história da igreja no presente tópico está representada pelo pensamento e opinião de alguns dos seus representantes e os citados são:

O ensino dos dez apóstolos (Séc. I) (Em outras fontes de informações, dizem: 12 apóstolos e o Didaquê, que é chamado de “catecismo cristão”, escrito por volta do anos 60-90, após a era apostólica  condenava o aborto.

Para Tertuliano (1520-220) como para Tomás de Aquino (1225-1274) o aborto era considerado crime.  
                                                 
Independente da questão do aborto, todo pensamento deve ser avaliado à luz da Bíblia.

II – O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO.

2.1 Quando começa a vida?

Expõe o autor,  o pensamento dos cientistas que concordam que a vida tem inicio a partir do óvulo fecundado, que se dá o nome de zigoto, ou a fixação do óvulo fecundado; nisso concordamos.

Com essas afirmações, vale dizer que a vida surge a partir da fecundação, e não depois quando as células se repartem e se unem para formar o corpo; outros consideram a vida a partir da 14ª semana ou ainda 25ª semana.

Zigoto é a união da célula masculina, espermatozoide, com a célula feminina ou óvulo.
  
2.2 O que diz a bíblia.

O autor cita Jeremias 1:5: “ Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.”.

A linguagem bíblica citada acima, como também em outros textos bíblicos,  revela a visão que seus autores tinham de Deus de como Deus nos vê. Na verdade, esta visão tem valor profético ou escriturístico.

A Bíblia, literalmente não trata desse assunto sob a ótica das ciências.

2.3 Qual a posição da igreja?

A posição da igreja é e tem sido a de defender a vida humana desde a concepção sabendo que o aborto em linhas gerais, é a destruição da vida para afastar  uma gravidez indesejada ou esconder o adultério.

III – TIPOS DE ABORTO E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS.

3.1 Aborto de Anencéfalo

Má formação do tubo neural que traz ao mundo, uma criança que viverá no estado vegetativo.

O STF legalizou em 2012 a possibilidade de interromper a gravidez.

A ciência tem avançado muito nos exames pré-natalinos e consegue diagnosticar sem possibilidades de erro essa condição do feto.

Para o autor é incoerente defender os direitos humanos e ao mesmo tempo agir de modo discriminatório em relação aos anencéfalos. Cita Rm 2:11: “Para com Deus, não há acepção de pessoas".

Sem pretender polemizar, considero que o texto não leva a esse alcance pois trata do conceito de preconceito humano diante da possibilidade de salvação de todos os homens.

3.2 Aborto em caso de estupro.

É preciso dividir este tópico em dois blocos:

No primeiro, o autor trata da flexibilização da lei que permite o aborto em caso de estupro, inclusive casos sem comprovação efetiva que tenha ocorrido o estupro.

No segundo, o autor considera que o estupro, um crime, não pode conduzir a outro crime, o aborto.

PRECISO PENSAR!
Ficamos a imaginar. O cidadão está dentro do seu lar, asilo inviolável pela Constituição Federal, de repente o seu lar é invadido por bandidos que barbarizam a família e estupram as mulheres, de forma violenta forçando ao coito e despejando ali, doenças venéreas, possivelmente AIDS e a jovem sendo forçada a carregar nove meses o fruto da violência no seu ventre.

Fica claro que a condução da gravidez vai trazer ao mundo uma criança que não pediu para nascer e com certeza, será amada, pois não tem culpa do abuso.

Se muitos pastores podem opinar pelo menos, teoricamente que não permitiriam o aborto, posso por mim, como cidadão opinar que entregaria a vítima, filha ou esposa ao inteiro cuidado médico para a limpeza  do útero, sem esperar semanas quando o corpo já está em formação.

Espero não ser julgado impiedosamente pela minha opinião que não representa a opinião pastoral.

3.3 Aborto terapêutico.

É compreendido como o aborto que visa proteger a vida da mãe diante de um perigo iminente de sanidade do feto.

O autor defende a sacralidade da vida humana, aponta para textos que defendem o respeito à vida: (ISm.2:6) e Fp.1:23-24).

Temos conhecimento e não poucos de crianças que nascem com alguma irregularidade e fazem a alegria dos pais.

Outra ponderação do autor é que não temos o direito sobre a vida;


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Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

Caro professor, presenteie seus alunos com  a “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”. É um material barato e seus alunos irão mostrar gratidão pelo gesto.

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