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sábado, 21 de janeiro de 2012

UNGIR COM ÓLEO, SIM OU NÃO?


Li duas matérias buscadas na rede mundial e uma série de comentários sobre o assunto  nas páginas do facebook.  Deixo de citar as referências, em função de não considerar esta reflexão como refutação ao que se escreveu sobre o assunto.
Confesso que não me sinto confortável diante de análises e críticas feitas por teólogos, não obstante, amar a teologia, considera-la uma potencial ferramenta de ajuda para os que desejam servir no ministério cristão e ainda, como pastor, sempre estimulei os crentes a que buscassem estudar a palavra de Deus, via escolas teológicas, por quanto, estas dariam muito conhecimento bíblico sob todos os aspectos.  Quanto à interpretação, no melhor sentido, prefiro dizer que a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo e que o Espírito de Deus, enviado para nos guiar em toda verdade, é quem fortalece nossas convicções e permite que busquemos o consenso, pois, não acredito em convicta interpretação, onde não há consenso; assim sendo, não posso também aceitar que teólogos,  quer reformadores ou não, sejam vistos como senhores de toda verdade, nem mesmo os chamados pais da igreja nos primeiros séculos. Espero que essas considerações não me elevem ao trono dos soberbos, dos presunçosos.
Quando jovem, tive a felicidade de sentar-me em banco de igreja e ouvir grandes personalidades das nossas igrejas, que já viveram neste solo e deram suas vidas pela causa do Mestre, de maneira pura e desinteressada, como também desde jovem, sempre amei a Bíblia Sagrada,  como o maior livro do mundo,  por ser e conter a palavra de Deus.
Assim sendo; crer ou não crer, eis a questão. Tudo o que está escrito no novo testamento, deve ser vivido e lamento que a pressão da nossa sociedade, tem afastado muitos deste principio.
Quero dispensar qualquer comentário sobre a unção no antigo testamento, pois, nada acrescentará ao pensamento da nova aliança em que JESUS é o tema central.
Vejam bem, se falo no batismo com  Espírito Santo, muitos se levantariam para contestar sua eficácia no presente século por conta do mau uso dos dons espirituais e eu não tenho nada a ver com quem os copia com vistas a enganar ou estabelecer domínio sobre o rebanho do Senhor. Tenho a ver com a minha absoluta crença na palavra de Deus.
Sempre me afastei de tudo que cheire a misticismo: Ungir um doente terminal como se fosse extrema unção, orar para consagrar instrumentos musicais, orar por documento, orar por aliança e outro qualquer objeto, nunca fez parte do meu ministério.
De tudo que posso fazer sem me sentir condenável e que tenha o amparo da bíblia sagrada, é a ação de ungir os enfermos. O fato de haver apenas duas referências no novo testamento, não se pode creditar a ação de ungir a uma falsa interpretação dos  textos de Marcos e Tiago, sob qualquer pretexto ou hipótese.
Começando por Marcos 6:13. O grupo não saiu atropeladamente para o campo missionário; apesar da falta de detalhes, Jesus deve tê-los instruído sobre o que fazer e como fazer, assim sendo foram e expulsaram muitos demônios e ungiam muitos enfermos com óleo e os curavam.  Com certeza Tiago estava entre eles, e incluiu em sua carta, o ato de ungir.
Por que Jesus não ensinou sobre o ato de ungir ou pelo menos, não se fez qualquer comentário a respeito; bem disse o autor da carta aos Hebreus (6:1-2)  que os ensinamentos de Jesus, eram rudimentos da doutrina, não tinha o escopo  de orientar a sua igreja de forma escolástica sobre todos os atos e feitos apostólicos, estendendo-se as igrejas de hoje.
Interessante, nunca tive dificuldades em entender o texto do irmão Tiago; nunca achei que o óleo efetivamente curasse ou servisse para consagrar objetos e pessoas, nunca entendi que o óleo da unção nesta dispensação, devesse ser derramado sobre a cabeça de alguém como exemplos no velho testamento, sempre entendi e umedeci o dedo polegar com o óleo, aplicando sobre a testa do fiel e orando por ele, crendo no efeito da oração o que também, nem sempre ocorria como desejado pelo fiel.
Houve época em que os crentes pediam mais unção e essa prática foi sendo deixada de lado, quando a razão começou a tomar o lugar da fé, e as ações sempre levavam o crente às farmácias, sem desprezar a medicina e os recursos medicamentosos, ao ponto de periodicamente ter que trocar o frasco com cheiro de óleo estragado, sem o bom cheiro por um novo e assim sucessivamente.
O óleo era para mim, como um ponto de aproximação entre o crente e a fé na oração. Muitos nas igrejas em que fui pastor confessaram as curas recebidas e alguns casos até contra diagnósticos comprovados por documentos. Outro exemplo está no ato de participar da Ceia do Senhor, que não tem o poder de curar, todavia, não foram poucos os testemunhos de pessoas doentes que sentiram a cura no momento de participar do ato.
Se como um cristão, abro a Bíblia e leio em suas páginas sobre o que está escrito em Tiago, acharia estranho se o meu pastor dissesse: “Desculpe irmão, não costumo ungir, não devo ungir, o texto de Tiago é mal compreendido e não deve ser levado a sério ou coisa que o valha” eu certamente deixaria de confiar na bíblia, isto me levaria a suspeitar da sua total revelação.
É uma questão de crer ou não crer.
Jesus me batizou com Espírito Santo em Agosto de 1966, ninguém precisa crer, basta o que sinto e a importância dele em minha vida.
A única conclusão a que chego é que os exploradores da fé do povo torcem as escrituras sagradas para justificar suas ações; falha nossa, nos calamos, passamos a nos acomodar e aceitar um evangelho sem qualquer demonstração de poder e eles entraram sem qualquer escrúpulo. 

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