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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

HALLOWEEN, PRODUTO IMPORTADO.

Estava lendo uma publicação do nosso irmão Sidinei Cardozo no facebook com respeito o HALLOWEEN e resolvi escrever algumas linhas sobre este e outros assuntos, que se incorporam ou já se incorporaram a “cultura brasileira”. Todos sabem a história da nossa igreja Assembleia de Deus; sempre sofrendo ataques e acusações pelo seu conservadorismo bem como pela maneira rigorosa em tratar a vida cristã ao longo da sua existência. Por conta desses ataques, há muitos costumes e nada bons, diga-se de passagem, acabaram sendo incorporados ao cotidiano daqueles que a frequentam e a pressão foi e tem sido tão grande que muitos pastores, se sentiram ou se sentem desencorajados em cobrar uma postura porquanto, qualquer instituição, tem sua regra de sobrevivência e um código de condutas. Todos os que se propõe a seguir determinada igreja, a rigor, deve buscar conhecer suas regras e observa-las, não posso entrar na Congregação Cristã, por exemplo, e querer adequar o seu código de conduta aos meus padrões e entendimentos.  Ocorre que hoje, temos em nossas igrejas, uma geração de crentes, que na infância experimentaram todos os tipos de proibição; o velho jargão, não pode! Não pode! De vez em quando, ouço os lamentos, mesmo em minha família, que na infância, sofreram constrangimentos por frequentar escolas com orientações diversas, diferentes dos padrões bíblicos.
O Brasil, país de dimensão continental, de forte influência europeia de um lado – sem esquecer a influência americana das últimas décadas - e africana de outro, tem na sua cultura, hábitos incorporados que foram trazidos pelos imigrantes, pelo catolicismo e outros de origem indígena, nossos filhos pátrios, além da chamada  cultura regional.
A maioria das festas regionais incorporadas a nossa cultura, tiveram origem no catolicismo, estão sempre, na maioria, ligadas a algum santo do catolicismo a exemplo da festa de Cosme e Damião que estende crenças a religiões espiritualistas e que nós evangélicos, repudiamos por considerar de cunho idolátrico, quando examinadas pelo texto sagrado, a Bíblia. Aí temos: A Pascoa, que considero uma impropriedade por ser uma festa exclusivamente judaica e não ter continuidade nos evangelhos e na doutrina dos apóstolos.
DIRETO AO PONTO – A igreja cresceu e no início, certamente não tínhamos em nossas fileiras, educadores que pudessem sustentar núcleos de ensino, para receber nossos  filhos, visando  proporcionar uma educação secular e ao mesmo tempo cristã; Cristã, não no sentido de proselitismo, mas, no sentido de preservação dos seus valores. Daí, os “bullyings” ou deboches sobre crianças evangélicas que se recusavam a participar de todas as comemorações propostas pelas instituições de ensino e as mães de hoje, vítimas de ontem, são as que mais protegem os filhos e contribuem ferozmente, para que eles não sejam alvos de críticas e participem assim, de todas as festas que as escolas protagonizem.
O PERIGO – Halloween, carnaval, Cosme e Damião entre outras, são levadas ao pátio escolar, com aura de inofensivas festas. Mudanças e adequações levam a pensar que não faz qualquer mal, não tem importância ou sob o argumento que não irão atrapalhar a vida cristã de quem quer que seja e aos poucos, o satanismo vai dando forma ao que pretende.
 NÃO BASTA DIZER QUE É PECADO – Muitos pastores, não estão preparados nem procuram se preparar em aprofundar seus conhecimentos sobre matérias de interesse das famílias cristãs. Cercam-nos com  a pobre argumentação de que é pecado, Deus não aceita e etc. Hoje, o povo quer e precisa de boas explicações.
A IDENTIDADE – As crianças muçulmanas, nascem, crescem, são educadas dentro da sua cultura e tentem ir até lá para dizer-lhes que o que fazem, em tese, não é correto. Isto vale para algumas igrejas que preservam valores seculares e não mudam com o tempo. Desenvolver palestras para as crianças é fundamental e hoje, temos gente muitíssimo competente em nossas fileiras, capazes de promover entendimento e permitir que nossas crianças, saiam do armário, no bom sentido, e assumam, já de pequenos, personalidade e identidade próprias, que aprendam a não se sentirem marginalizadas, que elas mesmas, se encarreguem de pedir a exclusão dos seus nomes quando a proposta envolver algo que não apreciamos. Se a Igreja não desenvolver esse ideal de vida, fica difícil aos pais, exigirem algo que eles mesmos ignoram. Sempre que esses assuntos são tratados em sites evangélicos ou revistas especializadas, com rara exceção, vem carregado de paixão e achismos, provocando apenas irritação de quem lê.

2 comentários:

  1. Pr. Genivaldo.

    No ano passado, tive a chance de acompanhar um debate sobre o Halloween entre pessoas não cristãs. Uma delas era radicalmente contra. Sua argumentação se baseava na defesa das culturas genuinamente brasileiras. Ela dizia que deveríamos trocar as bruxas importadas pela Cuca e Saci-Pererê, personagens popularizados por Monteiro Lobato em seus livros e pela televisão Rede Globo. Isso é trocar meia-dúzia por seis.

    Sobre o ministério pastoral e o ensino, penso que é importante priorizar a distribuição do conhecimento. Ensinar não é proibir. A sentença “não faça isso, é pecado” nada mais é que uma proibição. E fazer isso vai contra o mandamento do Senhor em Mateus 28.19.

    Todo “não” e todo “sim” deveria ser acompanhado da explicação. A criança não deve saber apenas que não deve brincar com fogo, precisa entender que o fogo queima e mata! O discípulo precisa entender que brincar com o pecado leva-o a morte.
    Para os discípulos de Jesus Cristo, possuir o discernimento sobre aquilo que é certo e errado é uma condição importantíssima. Recebendo aprendizado bíblico sobre temas referente à cosmovisão cristã o crente tem chance de crescer, de passar de crente neófito para maduro na fé.

    Cordialmente,

    Eliseu Antonio Gomes.

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  2. Caro amigo Eliseu. Grato por sua participação. Toda instituição que cresce de forma abrupta, o empirismo é a principal marca e consequência desse crescimento, pois não se prepara obreiros com uma varinha mágica. No tocante os costumes, muitos criticam as AD por desconhecerem essa faceta do seu crescimento, principalmente, a geração que tomou muita "bifa" por jogar bola e as meninas por brincar com bonecas, rs... Forte abraço.
    O anônimo sou eu, Genivaldo.

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