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domingo, 23 de janeiro de 2011

III DA BURCA AO FIO DENTAL - final

III - DA BURCA AO FIO DENTAL.

Há muitos anos, a serviço, fui ao consulado paquistanês. enquanto aguardava o vice-cônsul, resolvi puxar conversa com a recepcionista e perguntei: Vocês tem alguma dificuldade para vestir-se de modo tão sóbrio? ela me respondeu quase que didaticamente e concluiu com a seguinte afirmação:  "As mulheres ocidentais se vestem como prostitutas".

Não me aborreci com a resposta nem procurei justificar coisa alguma. Como andava a noite pela cidade, minha faculdade ficava no largo de São Bento e para retornar para casa, o meu caminho era sempre pontuado pelas meretrizes, via a forma como se vestiam para conquistar os que estivessem a fim de qualquer programa.

Naqueles anos, a rebeldia começava a dominar a juventude, alguns chamam esse início de "anos rebeldes", a calça comprida, a mini e a micro-saia, já despontavam nas ruas, era para aquele tempo, muito escandaloso e a população brasileira era conservadora na sua maioria.

Não era comum ou normal, ver uma mulher fumando ou  tomando cafezinho em beira de balcão.

Os grandes shoppings e a belíssimas cafeterias passaram a representar uma  passarela de modas.

O maior inimigo da mulher eram os cães farejadores, homens espiritualmente doentes, que poderiam atacar a qualquer momento e em qualquer lugar, não importava de quem era filha ou esposa.

A igreja levantava enormes barreiras para que a vaidade não tomasse conta do recinto. As igrejas tradicionais, não se perturbavam com o fato de uma mulher frequentar o culto de calças compridas ou  blusas decotadas,  porém, conhecia alguns irmãos membros dessas igrejas que ficavam indignados e tinham na postura vaidosa de algumas  mulheres cristãs,  um sinal dos tempos (Isaias 4:1), reclamavam e diziam não entender como o pastor permitia que irmãs entrassem na igreja com roupas apertadíssimas, provocantes e por vezes até a esposa do pastor era citada sem qualquer eufemismo.

Já ouvi muitas pessoas condenarem a Bíblia Sagrada dizendo ser um livro machista, apóstolos machistas e todo tipo de crítica tal e qual fazem hoje os gays para dizer que a Bíblia estimula a homofobia.

Não existe no mundo, qualquer outro livro que ensina que as mulheres devam ser submissas aos seus maridos e no mesmo instante exorta os homens a ama-las como aos seus próprios corpos, Ef.5:28.

Lembramos a devoção de Elcana por sua mulher Ana, de Abraão por Sara, de Isaque por Rebeca e tantos outros personagens, passando pela mulher virtuosa descrita em Pv.31.

Chegamos a um período em que a sociedade se orgulha de ter chegado ao mais alto nível do conhecimento, todavia, o que vemos é o embrutecimento do homem e tudo por quê? Porque a mulher lutou pela igualdade de direitos, alcançou posições invejáveis nas empresas e até nas forças armadas; em algumas  igrejas, já são reconhecidas como pastoras.

O mundo se tornou para elas, um campo de batalha para conquistas econômicas,  amorosas e pela liberdade. 

Para algumas mulheres, os fins justificam os meios sendo esta a razão por que muitas não tem constrangimento de mostrar em programas de auditório, o  modelo de fio dental que usa.

Temos dois polos perturbadores; de uma lado a BURCA, como uma forma de escravizar as mulheres, empacota-las, subjuga-las, dizer-lhes que não tem direito a uma vida normal como verdadeiro contraste entre a civilização e a estupidez;  na outra ponta, o fio dental que entrou por onde não devia.

Muitas mulheres perderam o total sentido do recato.


Você conhece o texto chiclete da Bíblia? IPd. 3:3. Cada pastor, estica e puxa para adequá-lo e tentar justificar o seu modo de ver a vaidade na igreja A bem da verdade, muito depende do tamanho do dízimo e de qual família pertença.

Já vi todo tipo de explicação para esse texto, porém, ele é singelo em si mesmo, não exige muito exercício de inteligência para compreende-lo e o que Deus quer da sua igreja no meio de uma geração corrompida e perversa quando devemos resplandecer como astros no mundo, Fl 2:15. Ser o sal da terra  Mt.5:13 Lc.14:34-35 e a luz do mundo.

A coisa mais normal na rua, é ver a cor e tamanho da calcinha;  já não assusta, ver aquilo que a mulher escondia e hoje é produzida em cores, tamanhos e modelitos ao gosto de cada uma. Deixou de ser um acessório de proteção da intimidade para desfilar na televisão como puro instrumento de sedução e agora, sem causar o menor rubor na face.

O que a Bíblia quer e os pastores devem ensinar, sem extremismos é que a mulher cristã ponha de lado a ostentação, vista-se bem, porém, com modéstia, como quem pretende agradar a Deus e não aos homens ou mostrar poder para outras mulheres.

As filhas de Deus, devem se vestir de maneira recatada, para não provocar a libido de homens doentes que certamente as esperarão nas esquinas escuras para consumar o seu mau intento.

Da mesma forma as crianças. Há mães que vestem as crianças, que parecem  adultas, tornando-as alvos da pedofilia, dos abusadores e estupradores.

A burca nos repugna porém, o outro extremo deveria ser melhor avaliado por quem ensina a palavra de Deus,  pelos pais e educadores.

O que de fato acontece é que ninguém quer "ofender" por ensinar verdades bíblicas e verdades morais. A filha entrou para Universidade, trabalha, tem sua independência econômica e não pode ser contrariada então, para o bem da nação, concordamos com tudo, achamos tudo politicamente correto, mas no final haverá pranto e ranger de dentes, sem exageros.

Claro que todas aquelas crianças, criadas em igrejas conservadoras, e tradicionais, cresceram  foram parar nos braços das igrejas neo-pentecostais que salvo honrosas exceções, não estão preocupados com que roupa a mulher vai ao culto ou anda nas ruas, o importante é estar se sentindo bem.

Se perguntarem para mim qual o traje ideal para a mulher cristã eu diria que é aquele que não está marcado pela sensualidade; é discreto, sóbrio, porém proporcional a idade de quem usa; adolescente, jovem ou senhora. De quem tem compromisso com Deus. 

O traje não responde pela salvação, a salvação é respondida por um coração temente a Deus, piedoso, cheio de amor e além de tudo, que exercita o serviço cristão na sua essência como ensinado nos evangelhos, pela fé no nome de Jesus.

Temos em nossas igrejas mulheres que mesmo o pastor sendo liberal, elas assumiram um compromisso com Deus muito semelhante ao propósito dos Recabitas, que merecem o nosso respeito. São para elas que as vaidosas correm pedindo oração quando atormentadas por alguma situação adversa.

Não useis da liberdade para dar ocasião a carne é o que Paulo ensina às igrejas de Cristo e aos candidatos ao céu.

1 - Desprezar os excessos é pura questão de inteligência e demonstração de amor a Cristo.

2 - Sempre que alguém me pergunta se algo é pecado, eu peço para trocar a pergunta por: Se devo ou não. No  primeiro caso  eu  só tenho duas respostas que nem sempre agradam; sim ou não. No segundo caso, eu peço  a  pessoa  para  refletir  se  algo  desejado  lhe traz edificação, se melhora sua vida com Deus.

3 - Muitos  definem  excesso  como  pecado  e  quando  alguém pede para provar na Bíblia, a situação se  complica pois  a  Palavra de  Deus  não  é um livro atualizável desses que a cada período o autor  acrescenta novas idéias.

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