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segunda-feira, 4 de julho de 2011

CRISE CONJUGAL E SUAS CAUSAS.

Grande e esmagadora maioria, atribui a questão da falta de criatividade na relação sexual entre os casais, o elemento causal, responsável pelas separações e busca de aventuras fora do casamento. Quero neste pensamento, falar algo a respeito. A minha base de experiência é, além do meu casamento, 42 anos,  eventualmente, as minhas conversas com casais de todas as idades; um valioso campo de pesquisas. Bem!  se um psicoterapeuta pergunta a uma senhora se a sua vida íntima vai bem, essa senhora responderá a todas as perguntas sem qualquer hesitação todavia, se um pastor faz a mesma pergunta,  correrá o risco de ser mal interpretado, isto exige muita cautela por parte do pastor.  Durante tantos anos de ministério, tratei de problemas de casais e nesse momento, entendo que o pastor deve ser um homem atualizado, para poder avaliar as diversas situações que possam envolver os casais  pois, algumas questões precisam ser analisadas a luz da bíblia sim, porém muitas outras, tem fulcro nos conflitos sociais modernos e não é bom ignorar.
Ao longo desses anos, pude compreender duas coisas importantes; a primeira delas é que o maior problema está na perda do amor maior, o sentimento que é essência de Deus e deve ser dos seus filhos e o segundo,  está na pressão social, de fora para dentro, baseada na falta de recursos, na dificuldade da criação dos filhos, na educação, na saúde e outros fatores que acabam explodindo na cama.
Para a primeira questão, quero lembrar que antes da relação marido e mulher, existe uma relação que tem importância bem definida na Bíblia Sagrada.
Quando João, o apóstolo do amor, trata dessa questão ele informa que todo aquele que aborrece o seu irmão, é homicida  e não tem permanecente nele a vida eterna;  tanto esposas quanto maridos são, antes de tudo, irmãos pela graça do evangelho.
Atribuir e esquentar a relação sexual com as propostas da maioria dos sexualistas ou sexólogos é muito temeroso. Se essa questão fosse a mais importante, casais que praticam todo tipo de sexo, não se cansariam e nem precisariam apelar para "troca de casais", uma solução encontrada por muitos e condenada pela palavra de Deus, tratada na Bíblia, como prostituição.
Sou plenamente favorável   que os pastores intervenham, se convidados, ou em momentos próprios,  pois o cristão, é um ser emocional como todos e naturalmente, com honrosas excessões, tem os seus conflitos, por conta da imagem libertina e consumista que a sociedade com o apoio da mídia impõe.
Ainda no tocante a questão da sexualidade e dos "terapeutas" de plantão, tem muita gente ganhando dinheiro e muito dinheiro em cima das nossas igrejas, com parolagens, por conta de pastores que transferem para eles, os cuidados da educação e formação espiritual dos crentes, principalmente, no terreno da vida conjugal. Falta de confiança em Deus? Prefiro não emitir julgamentos a respeito. Não ignoro que hajam crentes levianos que levam para casa filmes pornôs, com vistas a esquentar a relação mesmo sabendo que a grande maioria das mulheres, não curtem essas sessões privativas, pois muitos engenhosos maridos querem fazer a mesma coisa, vistas nesses filmes. A melhor maneira de esquentar a relação conjugal é observar os ensinamentos da palavra de Deus; considerar cautelosamente as influências da sociedade, buscar o diálogo na medida da necessidade e pedir a Deus que conceda graça para amar o cônjuge qualquer que seja a realidade do momento. Quero lembrar que o mundo não tem 200 anos, nem a civilização. Quem ama, ama.
O apóstolo Paulo deixa um legado na carta aos Coríntios: A caridade é sofredora; é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência,  não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal,  não folga com a injustiça, mas folga com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Quero lembrar a proteção de Deus aos casais; Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Deus não deixou que os inimigos pusessem as mãos em suas mulheres e foi pelo menos no caso de Isaque, o seu carinho com Rebeca que mostrou o compromisso de ambos.
Confiemos mais em Deus.


Textos citados:
IJo 2:3 e sgts. O amor fraternal, a separação do mundo.
Gn 20:3-6  Abraão em Gerar.
Gn 26:6-10 A vez de Isaque, principalmente o verso 8.
ICo 13 A suprema excelência da caridade.

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