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domingo, 24 de outubro de 2010

ENQUANTO ISSO, VAMOS A SALA DA TEOLOGIA.

Não sou gramático e até gostaria de ter-me dedicado a esta área do saber. Por exemplo; a semântica é a ferramenta gramatical que nos leva a conhecer as palavras quanto o significado e a sua evolução no tempo e espaço. Há três maneiras de estudarmos uma palavra e seu sentido;  isoladamente,  dentro de um período no texto ou como ela dá vida a uma frase. Na Grécia antiga, o areópago era o lugar de verberar frases, discutir idéias e era  um grande momento, quando alguém emperdigado  resolvia assumir uma postura e discutir o anacronismo dialético da época. Paulo assim o fez e com muita graça, para mostrar-lhes que estavam equivocados quanto a existência de um Deus desconhecido no meio dos deuses venerados por eles. Hoje, nossos púlpitos substituem os areópagos. Os Demétrios de hoje, são pessoas simples que após um momento de oração e leitura da Bíblia, se empenham em mostrar a grandeza da bondade e do amor de Deus para com nossas almas, empenham-se em falar do amor de Jesus.  Isto pode ser através de uma pregação  ou de uma poesia que quando agregados os valores musicais, são transformados em hinos de adoração a Deus. Bem! aqui começa minha discussão. É sempre comum ouvirmos críticas a estilos, hinos e pregações por conta do "mau"  uso de uma palavra ou frase. Há pessoas que se escandalizam com tudo, vêem erro em tudo, consideram quase tudo uma eresia, no culto, parece mais uma banca de julgadores que adoradores. Concordo que nem todos os nossos pregadores, estão gramaticalmente afinados e por vezes, alguma coisa soa mal, arranha nossos ouvidos; nada porém que permita uma novação doutrinária e que se exija um reparo ou uma reunião emergencial do Conselho de Doutrina da Convenção Geral. Vou dar apenas um exemplo:
Certa feita um pastor, por quem sempre tive muito apreço me disse que se alguém pregasse em sua igreja e pronunciasse da seguinte forma: "O ESPÍRITO SANTO DE DEUS" ,  podia parar,  pois dai pra frente não mais seria ouvido. Questões semelhantes ouço e por vezes não entendo, porque gastamos tanta munição quando temos tantos desafios a enfrentar. Desvios de doutrina ou eresia não se faz com uma palavra ou uma uma frase,  mas,  com um conjunto de palavras, que formam uma idéia ou afirmação  concebida fora da madre, a Bíblia. Por vezes surra-se alguém, expondo-o publicamente por alguma falha ou mal entendimento de uma ou outra palavra. Amo Teologia, estimulo os meus irmãos em Cristo, que façam Teologia e quando não podem pagar, por vezes, assumo o compromisso de ajuda-los. A Teologia tem feito muito bem as nossas igrejas mas, por vezes gera discussões loucas e infindáveis que não conduzem a qualquer plano seguro. O conhecimento sem o revestimento da graça de Cristo, cria debatedores mas com a sua graça, cria bons ensinadores que por sua vez formarão ministros do evangelho de  Jesus Cristo para conduzir a igreja que ele Jesus comprou com o seu próprio sangue. Facilitemos o caminho do ministério. Roguemos ao Senhor da seara que mande trabalhadores, ceifeiros da última hora.  Por outro lado, é recomendável aos candidatos ao ministério ou pregadores, que evitem os chamados vicios de linguagem, chavões que causam enjôo, imitações baratas de pregadores viajantes do espaço. É recomendável dar uma lida nos livros do Pastor Ciro Sanches Zibordi, tem boas recomendações para estas questões. No cuidado, a leveza dos nossos cultos.

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