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sábado, 17 de dezembro de 2016

“A IDIOSSINCRASIA(*) DE QUEM QUER TRIBUTAR IGREJA”.


PALAVRA DE CONTADOR.


Igreja é um ótimo “empreendimento” para quem quer lavar dinheiro.

Tenho que ser duro e não há outro jeito. Nunca ouvi expressão mais estúpida que essa quando dita de forma discriminatória e difamatória, generalizada. Para atingir todas de forma preconceituosa.

Já abri algumas igrejas e tenho algumas sob meus cuidados administrativos, além de viver igreja por quase 60 anos, sei muito bem o que digo.

A Constituição Federal do nosso país  garante aos templos religiosos ou simplesmente igrejas em que se inclui o conceito geral de religião, total “imunidade” tanto do ponto de vista tributário como da inviolabilidade somente gozadas pelas representações diplomáticas.

Deixo de citar os artigos do instrumento basilar por ser apenas uma reflexão, sem pretensão a uma análise jurídica, pois não sou jurista e meus conhecimentos se fundamentam pelo gosto à leitura.

Todos nós conhecemos a história das religiões ou igrejas em nosso país que para cá migraram; Igreja Católica, Presbiterianas, Batistas e outras foram surgindo com o passar do tempo.

A Igreja Católica firmou-se  em nosso solo de maneira soberana pela forte expressão de influência junto as autoridades governamentais de todas as instâncias, dando-lhes o privilégio de se instalarem nos melhores lugares, de acumular riquezas e propriedades, acredito que nada mensurável ou pelo menos, publicável. Suas riquezas são depositadas aos pés do Vaticano.

As demais foram modestamente conquistando espaço sob perseguição empreendida pelo catolicismo exacerbado, com requintes de violência em alguns cantos do nosso grande território.

Os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em nossas terras, em Belém do Pará e após serem expulsos da igreja Batista que frequentavam e moravam, por conta da orientação pentecostal, fundaram a igreja Missão de Fé Apostólica em 1911, tornando-se o maior movimento pentecostal da América Latina e assim, conquistaram o Brasil sem a doutrina da prosperidade e outras enganações.

Com o surgimento dos movimentos chamados neopentecostais, algumas pessoas desprovidas de sentimentos, de temor a Deus e pior ainda, de caráter, acharam nesse veio, uma grande chance de “ganhar dinheiro sem fazer força” e tudo por conta da insatisfação de muitos que diante da severidade doutrinária, procuravam algo que pudesse conciliar a fé e a vida social sem muito exercício de dedicação doutrinária.

Com essa singela expressão dos fatos, vimos surgir “igrejas” como  IURD, Mundial e outras que pelo fácil enriquecimento dos seus líderes, lançaram uma fumaça suja poluindo as igrejas tradicionais e algumas delas, usando o próprio nome de Assembleia de Deus, por ser uma marca de domínio público.

Neste vasto território, há centenas de igrejas evangélicas, cujos pastores se desdobram pela sobrevivência, muitos trabalham em ofício material para sustentar suas famílias, conheço muitas nessas condições e outras que sequer podem pagar honorários à contador para mantê-las bem organizadas sob a exigência das leis. A uma delas, dispensei qualquer cobrança.

Vamos aos fatos que tratam de lavagem de dinheiro e outros crimes.
Não se pode penalizar a maioria por conta da minoria de homens corruptos que a Bíblia os chama de “cães”, obreiros fraudulentos e outros adjetivos publicáveis.

Muitas reclamações  lidas nas redes sociais procedem por conta de ministérios que enriquecem seus “presidentes” e principalmente quando servem de cabide para a vida fácil com funções administrativas ocupadas por filhos e parentes diversos e até mesmo com o nome de missionários que vão para países desenvolvidos muito mais com o objetivo de enriquecer o currículo e idiomas que qualquer outra coisa.

Não são todos os pastores que trocam de carro todo ano e que moram em coberturas.

Com a explosão do crime de corrupção, possivelmente alguns tenham tirado proveito da situação e outros até, quem sabe, abriram “igrejas” como forma de lavar o dinheiro desviado dos cofres públicos e quem sabe até de outras fontes criminosas.

No momento em que escrevo isto, estou no meu escritório trabalhando e na porta, o meu Clio2000, pois nunca usei de meios sórdidos para enriquecer. Minha esposa e filhos podem se orgulhar do pai que têm.

O Brasil possui um ministério público capaz, uma rede de inteligência policial muito competente, assim bastaria investigar  os sintomas de enriquecimento rápido e certamente ilícito e tratar com esses criminosos travestidos de pastores, mesmo que o dinheiro saísse em forma de remuneração lícita, chamada de “prebenda” pastoral.

Finalizando esta breve reflexão sobre o assunto, quero dizer que a nossa Pátria deve e muito as igrejas evangélicas, pois nas cadeias, só tem “ex crentes” que foram desobedientes a Palavra de Deus,  recusaram o amor da verdade e resolveram entrar na vida de bandido.

 Milhares de famílias têm sido abençoadas com os bons ensinos, casamentos regenerados, milhares de jovens que não ficam pelas ruas praticando vandalismo e destruindo vidas.

Se todos obedecessem ao evangelho de Cristo, com certeza a população carcerária não seria tão expressiva e onerosa aos cofres públicos como de fato é.

Assim peço a Deus que milhares de igrejas não sejam prejudicadas por conta da vilania instaurada nos meios evangélicos. Fora, com os exploradores da fé.

(*) Idiossincrasia = Gr.idiosugkrasía; Daqueles que acham que igreja é tudo igual; são todos roubadores e merecem castigos.


2 comentários:

  1. Caro pastor Genivaldo,

    Infelizmente existe uma acusação sem precedentes no meio evangélico. Este causado pela indiciplina de muitos que são conceituados por evangélicos por carregarem em suas mãos uma Bíblia.

    Precisamos urgente de uma LAVA JATO entre as lideranças de nossos dias, seguindo o exemplo dos políticos à nossa volta.

    Falta-nos líderes envolvidos com o Evangelho com Simplicidade para que haja uma entrada nos trilhos da recuperação da credibilidade de um povo sedento da verdade.

    Importante que o despertar seja movido pela total responsabilidade diante de Deus e a certeza que não podemos parar diante deles nestes últimos dias do Final dos Tempos.

    O Senhor seja contigo nobre pastor e amigo,

    O menor

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  2. Artigo coerente bem redigido. O assunto? Urgente!! Sou filho de pastor e tenho em minha família muitos pastores, com os quais, gozei de um relacionamento aberto, porém, com o respeito que sempre dispensei. Aprendi com meu pai a ser "patrão" do dinheiro, porque o mesmo não aceita desaforos e com meu genitor, aprendi que devemos respeito a Deus muito mais que aos homens e aos bens que podemos auferir com o dinheiro. Em minha singela biblioteca tenho livros que tratam da contabilidade e legislação para igrejas e sei que existem muitos homens sérios, ao contrário dos que se deixam seduzir pelo modo de vida nababesco em nossos arraiais...falo nosso, porque sei de salários e bonificações pastorais que extrapolam o bom senso a muito tempo. Quem está desejando o episcopado, já vai na "onda" de também fazer do ministério o seu trampolim para o sucesso e isso implica em ignorar tudo que seja moral ou ético. Um abraço e parabéns meu pastor.

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