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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O dízimo da irmã Mariazinha



Ainda que autorizado, vou omitir o nome verdadeiro.

Irmã Mariazinha vive neste planeta terra há 77 anos. Ela é aquela "pessoinha" que a gente tem vontade de levar para casa e adotar como mãe ou avó, sempre apresenta um sorriso nos lábios, aliás não entendo crente que não sorri.

Seu esposo, residente no andar de cima,  por muitos anos foi regente do coral da Igreja Assembléia de Deus em Vila Brasilândia, e terminou seus dias comigo em Vila Lucrécia.

No Dia dos Pais de 2010, após um culto maravilhoso, em que nossas crianças e adolescentes falaram coisas lindíssimas acerca de seus pais, algumas pessoas voltaram à igreja nervosos e chorando. Perguntei o que tinha acontecido e fui informado que um individuo, bêbado, ao manobrar o carro atingiu nossa irmã Mariazinha, quase partindo sua perna. Fui até o local do acidente e fiquei ao seu lado até que o resgate chegasse para conduzi-la ao hospital. Após cinco dias internada no Hospital do Servidor Público do Estado, ser operada, e de lá sair com aquela gaiola tracionadora na perna atingida, sua nora a convidou para que ficasse em sua casa enquanto se recuperava.

Então, fui levar a Ceia do Senhor para tão amável figura. Após servir-lhe o pão e o suco da uva, ela me disse: "Pastor, domingo minha filha foi à igreja?" Disse-lhe: "Sim e com a sua neta." Ela emendou: "Minha filha foi levar o meu dízimo de agosto e setembro." Eu agradeci e louvei a Deus por causa da fidelidade dela ao Senhor.

Voltando para casa, o meu coração e mente ficaram para trás, absorvendo aquelas palavras: "foi levar o meu dízimo". Minha mente reuniu as milhares de irmãs Mariazinhas, mulheres viúvas, dependentes de paupérrima pensão do INSS, ou de magra aposentadoria, que numa hora como essa deviam usar o seu dinheiro do benefício para uma melhor alimentação. Não. A lealdade da irmã Mariazinha sempre diz para ela: "Antes de tudo, o dízimo do Senhor".

Aos descrentes eu garanto; nada lhes falta.

PAUSA PARA MEDITAÇÃO.

Aos pastores, aos Bispos, aos Apóstolos de hoje. Vocês têm coragem de usar o dízimo da irmã Mariazinha para comprar um carro que parece um avião, roupas das melhores grifes, mansões na outra América - até mesmo um avião de verdade, cujo valor da manutenção daria para ganhar centenas de almas, se fosse aproveitado para evangelismos e missões transculturais. E quando são interpelados, respondem: Os servos de Deus precisam viver como príncipes, temos que mostrar que somos filhos do Rei. E o que o Rei deve estar dizendo numa hora dessas?

Quando passam pela rua com aquela máquina possante, cruzam com milhares de Mariazinhas, sem notá-las, não as enxergam, não as cumprimentam porque estão apressados para chegar na casa do amigo Doutor, o único membro da igreja que conhecem, para quem telefonam ao primeiro espirro que ele dá. O  que será que o Rei está pensando?

E na hora de construir aquele suntuoso templo, desejam que seja o maior, o mais belo, todos precisam ver como o ministério de vocês é fantástico, como se a enorme dimensão do prédio reproduzisse o tamanho da fé de vocês. O que será que o Rei está dizendo?

Saibam que cada tijolo representa uma lágrima da irmã Mariazinha.

Brevemente, em São Paulo teremos a réplica do templo de Salomão, construído com os dízimos das Mariazinhas. Uma fortuna!

Confesso que deixei a casa da irmã Mariazinha altamente comovido. Comoção motivada pela mesma razão que me fez ter todo cuidado para não mexer naquilo que não me pertence, que é da obra, que custaram as lágrimas e os sacrifícios das Mariazinhas. Pensem neste zelo.

Lembram de Meca?  O muçulmano precisa visitar Meca pelo menos uma vez na vida. Constrói-se Meca no norte,  no Sul e onde mais for possível (não se discute aqui espaço e conforto necessários).

E para finalizar, quero lembrá-los que o Rei está voltando. Sinceramente, espero que ele esteja concordando com tudo isto que está acontecendo no mundo evangélico brasileiro, porque se não estiver, o coro vai comer feio.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

I - COSTUMES E DOUTRINAS - PLANEJAMENTO FAMILIAR

Certamente terei que abordar este importante assunto, em etapas, para não cansar o leitor.

Considero-me feliz por ter tido a honra de ter ouvido centenas de pastores da nossa Assembléia de Deus ao longo dos anos e neste momento, presto homenagens, aos que ainda vivem e aos que descansam das suas obras. Pensei em citar alguns nomes porém, cometeria uma enorme injustiça pois a Assembléia de Deus sempre foi celeiro de grandes ensinadores. Ao ouvir tantas críticas aos nossos pais na fé por conta da maneira um tanto dura como conduziram a igreja, principalmente no tocante aos costumes envolvendo roupas, cabelos, uso de  televisão,  bicicleta, rádios entre outras.

Abro discussão para perguntar,  porque tudo isto aconteceu? E quais eram as bases bíblicas para esses procedimentos?. Sei de casos de pastores que carregaram profundos sentimentos de culpa e outros vivos ainda se ressentem desse passado. Não posso dizer que fui criado no evangelho por ter vivido uma parte da minha vida fora da igreja e somente aos 18 anos, ter sido chamado por Cristo porém, um tio não crente, havia dito em nossa casa, na época, com 14 anos que eu seria o único pastor da família como fora o meu avô. Para que vocês possam compreender, quando a televisão começou a alavancar  as vendas no comércio eu adquiri a minha primeira e logicamente por conta disso, fiquei uns oito meses encostado sem poder fazer uma oração porém, nunca me aborreci com meu sogro, meu pastor na época.

Quando a igreja condenava veementemente o planejamento familiar, eu ainda um jovem cooperador, aconselhava alguns casais a que tivessem cuidados. Não podia olhar para uma irmã, ainda nova, com aparência velha,  mal cuidada, carregando os filhos enquanto o marido, esticado no paletó e gravata andava na frente papeando com amigos;  também levava em conta que se um pastor não tinha disposição  suficiente para visitar uma família e ajudá-los a educar e alimentar seus filhos, também não tinham o direito de dizer-lhes que quem ousasse planejar a família,  estariam pecando contra Deus. Felizmente nunca me lembro que tenham associado o planejamento familiar com a possibilidade de salvação, apenas diziam que era pecado e quando um casal me abordava sobre se era ou não pecado, para não frustrá-los eu dizia que sim porém um pecado não contra Deus mas contra eles mesmos. Não ter filhos, correriam o risco de sentir falta destes na velhice. Lembrando o que diz os salmos 127 e 128 e as palavras de Paulo em I Tim 2:15 "Salvar-se-á todavia dando luz a filhos, se permanecer com modéstia na fé, na caridade e na santificação". Podíamos dizer que o planejamento familiar era um mal necessário, lembrando,  que vivemos numa sociedade capitalista, capitalismo selvagem.

Todos sabemos do impacto da revolução industrial na segunda metade do século 18, iniciado na Inglaterra e o drama das famílias que deixaram o campo para viver empilhados na metrópole. Hoje, paramos para ouvir educadores, terapeutas familiares e um cem número de pastores que bem, e outros mal, preparados, incursionam pelo labirinto da educação sexual e familiar, tirando proveito ($$$$) dessa área altamente rentável. Pelo menos os nossos pastores no passado, tudo faziam por amor e não pensem que eram tão ignorantes como querem parecer que tenham sido. Ocorre que a realidade era outra, o mundo passou por uma rápida transformação,  os problemas se avolumaram e os nossos pais andavam a pé, não conseguiram alcançar as mudanças.

Lembro-me que ainda jovem obreiro, fui visitar uma família que morava embaixo de uma escada, com trapos servindo de cama e 4 filhos. Ao redor, inúmeros outros, vivendo em casa de um quarto com uma boa prole e eu muitas vezes pensava comigo: a mulher não pode sequer dar um gemido, quantas panelas vazias na hora do almoço.

Hoje muitos pastores (Is. 34:2-4) que vivem com seus belos ternos, sapatos de cromo, nem sabem mais onde ficam as Lojas Garbo (talvez nem exista mais).  Não quero dizer com isto que um pastor deva se vestir mal. Sois inteligentes. Muitos desconhecem a realidade do nosso povo, da nossa gente. Pelo menos, os nossos pastores, pais na fé,  não tiravam a pele, a lã, o leite e as unhas das ovelhas como muitos fazem descaradamente na televisão e fora dela. 

A pouco tempo em um programa transmitido pela televisão,  aos sábados,  ouvi um pastor americano dizer que tinha se tornado o maior empreendedor imobiliário,  fiquei tão impressionado com a maneira de pedir recursos que disse comigo mesmo: Tenho que ir ao culto deste senhor com uma boa roupa de baixo, porque as calças se vão.

Mais uma coisinha: A internet deixou a televisão para trás anos luz, e como dá vontade de repetir o que nossos pais fizeram com relação a televisão. A internet suga para o seu interior, homens, mulheres e crianças; tem sido uma bênção como ferramenta de trabalho e pesquisa mas, uma maldição quando do outro lado, a criança, o jovem e até pessoas mais calibradas, são induzidas a prática de imoralidades,  pedofilia e crimes diversos.

Quanto a planejamento familiar,  os casais optam para ter no máximo dois filhos e não ouço qualquer pregador denunciando isto como pecado. Deus nos deu espírito de amor e compaixão, o nosso povo precisa ser amado para que aprendam a amar.

Quero finalizar esta primeira parte dizendo que pessoas desonestas sempre existiram em todo tempo, mas não era regra geral, havia mais comedimento.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

IGREJAS EVANGÉLICAS E A POLÍTICA

Gostaria de definir com um curto texto, se for possível, como vejo nossas igrejas diante do mundo político. Para mim, há dois tipos de política definidas e praticadas no mundo:
1) Política é a arte ou ciência de governar (Michaelis). Nesse sentido a política é pura, isenta de manobras radicais para perpetuação do poder, é a técnica que permite controlar o sistema que envolve coisas e pessoas.
2) Política é a arte de manipular para defender os interesses pessoais a qualquer custo, para quem tem fome de poder, glória humana ou simplesmente vantagem pecuniária, no popular, pé de meia.
Ruim é quando as duas se misturam.
Somos políticos em tudo em cuidar da nossa casa e dos nossos negócios, até para ser síndico de prédio, precisa ser político e para ser pastor, em dados momentos, precisamos ser políticos. O que não pode e não devemos praticar são as manobras sujas para perpetuar o poder nem para entrar nele ou ainda desprezar o bem comum.
Israel foi um estado teocrático até o dia em que cansou e disse: "Queremos um rei". ISm 8ss. O Senhor disse a Samuel: Eles não rejeitaram a ti mas a mim. Diga-lhes quanto custa um rei. De nada adiantou porque queriam mesmo um rei e tiveram muitos. Deus que só tinha preocupação com o sacerdote e com o profeta, passou também a se preocupar com o rei, uns bons outros maus. Quando lemos a estória de Acabe e a propriedade de Nabote (IRs 21)  próxima ao muro do palácio tiramos grandes ensinamentos. Acabe, casado com Jezabel conta com a astucia e maldade da mulher para por as mãos na propriedade de Nabote. Isso mostra o lado podre da política, o jogo do poder, praticado em paises socialistas, comunistas, democratas, parece que ninguém escapa porque o mal está dentro do homem.
No tocante a isso tudo, a igreja como instituição deve se manter alheia, Jesus não a criou para se emporcalhar nessa confusa onda de jogo bruto, salve-se quem puder. Bom seria não receber ninguém, mas eles vem a nós porque sabem o que somos e representamos e o fato de os recebermos, não significa apoio, todos sabemos disso, recebemos qualquer autoridade por educação. O que também a igreja não pode fazer é alienar os seus com a idéia de pecado, quando somos seres sociais e temos responsabilidades pelos destinos do nosso país, todavia, nunca ocupamos o púlpito para ensinar a arte da política e sim a arte de viver com dignidade,  respeito e obediência a Deus (nesse sentido, contribuimos muito para que a nação desfrute de paz) pois como cidadãos dos céus, temos compromissos com Deus e como desta terra, temos compromissos com os homens. Podemos dizer que o mundo está polarizado. De um lado, os que querem mudar aquilo que Deus criou, o que é desde o principio, a verdade moral ensinada pela bíblia sagrada, se pudessem, incinerariam todas as bíblias do mundo, somente assim quem sabe, poderiam considerar-se verdadeiros. Abaixo todas as instituições,  principalmente o casamento e a família. Nesse sentido, fazem apologia de idéias destituidas do amor de Deus, transformando  a verdade em mentira. Vejam só; alguns programas de televisão com suas novelas e pretextos culturais, querem fazer valer a idéia da reencarnação, vidas passadas, regressão e muito mais, que a relação hetero-sexual já é coisa do passado e no entanto, quando nos calamos, essas são as únicas verdades existentes e as próximas gerações  receberão tudo isto como normal. Querem amordaçar a igreja e execrar a Bíblia Sagrada, único livro, palavra de Deus, que pode dizer quem vai experimentar o céu e quem não vai. Jesus deixou muito claro os seus ensinamentos e a sentença não dormita.
Para fechar. Dá para perceber que não há muito por fazer quando o povo quer um governante que lhes prometa o paraiso. Temos grande poder de decisão pelo voto, o que falta é a construção de uma consciência politizada, responsável. Contribuir  para construção dessa consciência é contribuir para uma pátria livre e forte.  Escolham o presidente mas, tenham cuidado na escolha dos que vão legislar em Brasilia, deputados e senadores, há os que querem transformar o Brasil num matadouro pelo aborto ou institucionalizar a imoralidade. Os pastores precisam além de orar, orientar os membros, sem contudo mergulhar na política partidária, não podemos nos esquecer que mesmo em nosso meio, hoje, pela quantidade, temos todo tipo de ovelhas, alguns há, que são inimigos da cruz de Cristo Fl.3:18. Seja lá como for, o povo de Deus está dormindo em berço esplêndido e precisa de umas sacudidas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

IGREJAS EVANGELICAS E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Gn 13:8 E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.
Há cerca de 30 anos atrás ou um pouco mais, causou-me admiração quando tomei conhecimento que assuntos internos das igrejas evangélicas (suecas??? não me lembro.) eram levados a público pela imprensa.  Hoje  acontece o mesmo em nosso país. Comunicadores evangélicos notadamente assembleianos, não fazem qualquer esforço para esconder o que não gostam ou não concordam de outros ministérios e até acabam influenciando muitos crentes para que tenham as mesmas atitudes. Nos sábados pela manhã, aproveito o momento do café, para ouvir alguns programas, sou assembleiano, mas admiro um programa da igreja Presbiteriana levado ao ar nos sábados, como se aplicam na pregação da palavra de Deus; depois vem outros, onde vez ou outra, ouço algumas alfinetadas,  como o Pastor que fez referência a mudança da cor do cabelo da comunicadora do programa da CGADB (achei ridículo e nem peço desculpas) outro elogiou São Paulo (cidade), fez mênção do grande ministério do Belenzinho, falou do nome do antigo pastor que já dorme no Senhor, (há uns 30 anos?) rodou, rodou e sequer mencionou o nome do atual pastor. Penso que como eu, centenas de crentes que assistiram a esse programa, devem ter perguntado, porquê??? quando estamos exatamente na comemoração dos 100 anos da Assembléia de Deus no Brasil?.
Quero chamar a atenção desses ilustres irmãos que Jesus vem breve e tudo vai ficar aqui. Além do mais,  não devem se esquecer que enquanto alguns aplaudem, considerando-os heróis,  outros ficam escandalizados e se retiram do nosso meio ou se afastam definitivamente e quem vai pagar a conta depois?.
Os desafios que enfrentamos hoje, exige  união de forças, claro está que não temos que balançar a cabeça concordemente para tudo que ouvimos todavia, não acho bom gastar munição com quem aspira o mesmo céu. Abrão foi extremamente prudente  pois os inimigos ao percebe-los divididos, brigando,  teriam caido em cima deles.
Outra coisa chata é quando nossa inteligência é subestimada, a Assembléia de Deus no Brasil, conquistou palácios mas, se manteve firme nas comunidades pobres. Lembro-me de ter visto na televisão uma dessas guerras nos morros cariocas. La vai um pastor subindo o morro com sua Bíblia, pra onde? um salãozinho com uma placa na frente "Assembléia de Deus". Somos um povo forte, somos inteligentes, temos discernimento dados por Cristo (IJo 2:20 Vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo).
Desejo aos pastores de todos os quadrantes deste imenso Brasil,  paz em Cristo. Juntemos nossas forças e façamos um trabalho social conjunto em favor do nosso sofrido povo, oferecendo-lhes não apenas o pão do céu, e o que falar das viuvas e órfãos? mostremos para o mundo que temos amor de verdade e que estamos sempre engajados em luta por causas nobres nesse terreno sim, temos que lutar.  Hb. 12:14 Segui a paz com todos e a santificação sem a qual, ninguém verá a Deus.
gtm

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Caiu? Levante! Esse video é de calar a alma.


É impressionante como a vida tira de uma pessoa toda possibilidade de competir no mesmo tamanho mas, ao invés de vê-lo chorar, falar contra Deus e contra todos, dá um banho de auto-estima, coragem, fé e grande disposição para vencer os obstáculos.

Lembrei-me de Jó, capítulo 27 e verso 3: "Enquanto em mim houver alento e o sopro de Deus no meu nariz, não falarão os meus lábios iniquidade nem a minha língua pronunciará engano."

É bom lembrar que ricos ou pobres, bonitos ou feios, fracos ou fortes, com brevidade deixaremos este mundo vil; e pela conservação da justiça e amor a Deus, pelo reconhecimento do Seu poder e da sua palavra, pela vida, paixão e morte do seu filho Jesus Cristo, ressuscitaremos perfeitos para toda eternidade e nem nos lembraremos que este mundo foi um dia o berço das nossas aflições.

Deus abençoe todos vocês!