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sexta-feira, 21 de julho de 2017

O SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO, EBD 23/07/17 Lç.4

EBD LÇ. 04  23/07/2017 “O SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que neutraliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – O FILHO UNIGÊNITO DO REI.
II – A DEIDADE DO FILHO DE DEUS.
III –  A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS.


 Muitos homens desonrados, usam o cravo e a cruz para enriquecer. Ele usou para nos salvar.


I – O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS.

1.1 O filho de Deus.

Bom saber que os evangelhos não trouxeram ao conhecimento público “tudo” o que o Senhor fez, dando a perceber que a vida do Senhor foi muito mais intensa do que se pode imaginar, aliás, uma das razões pelas quais o Senhor não teve “tempo” para casamentos como “muitos” querem fazer supor, levando-se em conta que isto não fazia parte dos planos.

a)      O que foi escrito, João considerou  suficiente para que creiamos  que Jesus é o Cristo, o “Filho de Deus”. (Jo. 20:31).

b)      O “único”  elo de ligação entre Deus e os homens, com poder para salvar, curar e batizar com o Espírito Santo.

O autor cita Isaias 9:6 “Um menino nos nasceu e um filho se nos deu...
Apontando para a identidade humana do nascituro “nos nasceu”  e o verbo “dar” que aponta para a eternidade passada do Messias já no plano da redenção. Ele assim foi gerado.

O apóstolo Paulo declara que ele é antes de todas as coisas. (Cl.1:17).


1.2 Significado.

(Jo.14:8-9) “Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”.

A declaração do Senhor à Filipe, é ampla e profunda. Jesus deixa transparecer a sua divindade 100% Deus sem usurpação.

Diante de Felipe, um homem com aparência frágil; Jesus, 100% homem.
  
1.3 Significado de unigênito.

Etimologia é a parte da gramática que estuda as palavras quanto a sua história e origem. O autor traz o termo original, como certamente está escrito na versão grega: “Monogenês”  que confere com o nosso “uni-gene”.

Filho único gerado e no caso de Jesus, que trata de “filho de Deus” o termo o qualifica muito bem e louvo a Deus por não haver na tradução que uso, desvio de sentido das palavras.

Ideia de consubstancialidade em relação a Jesus; Ele e o Pai  formam um; mesma natureza. Unigênito filho de Deus.

II – A DEIDADE DOS FILHOS DE DEUS.


2.1 O verbo de Deus.

(Jo.1:1) “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”.

O verbo (logos, gr) diz respeito a Jesus como a “expressão verbal” de Deus sendo a sua própria Palavra.

Interessante lembrar que em relação a Moises, disse o Senhor que ele seria “como” Deus para falar a Faraó. (Ex.4:16).

Em relação a Jesus, ele estava “com” Deus, ele era Deus.
“com” é um termo importante que revela segundo o autor, uma indicação da Trindade e muitos passam por cima desse texto para tentar desqualificar importante doutrina.

O verbo era Deus. Uno e indivisível, portanto, um só Deus.


2.2 Reações à divindade de Jesus.

As reações à divindade de Jesus é uma referência ao comportamento dos judeus diante das declarações de Jesus sempre quando revelava sua deidade.

(Jo.5:18) “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus..

(Jo.8:58) “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.”.

Isso os incomodava como incomoda a muitos em nossos dias.

2.3 O relacionamento entre o Pai e o filho.

É possível que em muitos cantos, alguns alunos tenham dificuldade de entender alguns termos usados pelo autor e então vamos à eles:

CONSTRUÇÕES TRIPARTIDAS –  (partidas de três). Textos que revelam envolvendo a figura do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

RELACIONAMENTO INTRATRINITARIANO – (Intra = 3 e Trinitariano, relativo à Trindade), refere-se à textos que indicam a presença ou existência da Trindade a exemplo de (Jo.14:17 + 14:23).

Referência ao Espírito Santo (17) “ (...) mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.”.

(23) “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.”.

HISTÓRICO-SALVÍVICO – Textos que apontam Jesus como promessa de salvação da humanidade, já visto no passado, mesmo antes da fundação do mundo.

CONSTRUÇÕES BIPARTIDAS (Bi = 2,  partida de dois. Evidência da soma da divindade de Cristo e Deus em expressões reveladas pelo próprio Senhor a exemplo de  (Jo.10:30) “Eu e o Pai somos um”.


III – A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS.

3.1 E o verbo se fez carne.

Acredito que esta lição reforça a anterior que trata da “Doutrina da Trintade”.

O “Verbo” que estava com Deus, se fez carne, tornando-se 100% homem; inquestionável e nessa condição, assumiu a natureza humana, terrena e animal,  menos a diabólica e nem precisaria dizer isto, porém há quem queira nivelar Jesus, ao homem pecador, com desejos inclusive nas questões da sexualidade.

Davi declarou que foi (fomos) concebidos em pecado. Jesus foi a única exceção entre todos os homens.  (Salmos 51:5). Ele foi gerado por obra e graça do Espírito Santo. (Mt.1:20)


3.2 Características humanas.
                                                                                             
Jesus sentiu tudo o que qualquer ser humano sente.

O autor cita vários textos para este assunto e não preciso cita-los aqui, mais uma vez, porém quero considerar alguns pontos sobre o assunto:
Se eu analisasse Jesus como normalmente analisamos uma Deus e sim como um galileu.

Era muito amoroso com crianças.
Era leitor do livro sagrado da Lei.
Não suportava injustiças.
Tinha fome.
Podia ser tentado como podia ceder, caso não amasse o Pai e a sua palavra.
Sofreu diante da presença iminente da morte.
Dava “banho” de humildade.

Pode-se acrescentar muito mais, exceto a conversa de sexo e casamento, que alguns “teólogos” adoram inventar.

Três anos de atividades intensas, não lhe davam tempo para pensar em constituir família. Ele sabia a razão da sua presença na terra.


3.3 Necessidade da encarnação do Verbo.

Pena que nem todos os que me acompanham no blogger, possuem a lição e assim, não posso deixar de fazer considerações mesmo diante de um texto que dispensa comentários.

O Verbo se fez carne e habitou entre nós.
Diz a bíblia que em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hb.4:15).

Ele não evitou a vida pecaminosa por ser Deus e pensar como Deus,
Do ponto de vista humano, ele era como qualquer um de nós, mas sua vida de comunhão e obediência ao pai, fê-lo dotado de toda plenitude do Espírito Santo e da Divindade.


(Jo. 3:34) “Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida..

(Cl. 2:9) “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade...”.

Boa aula a todos.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

A SANTÍSSIMA TRINDADE: UM SÓ DEUS EM TRÊS PESSOAS, EBD 16/7

EBD LÇ. 03  16/07/2017 “A SANTÍSSIMA TRINDADE: UM SÓ DEUS EM TRÊS PESSOAS”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

PONTOS:
I – CONSTRUÇÕES BÍBLICAS TRINITÁRIAS.
II – O DEUS TRINO E UNO.
III –  AS CRENÇAS INADEQUADAS.
IV – RESPOSTA AS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE.

  


Essa doutrina desperta uma disputa de conhecimentos cada um a sua maneira, todavia as revelações da Bíblia permanecem nela e para conhece-la é preciso oração, humildade e fé. Achou-a? Não se ensoberbeça em detrimento de outros, pois o fim é Cristo.

I – CONSTRUÇÕES BÍBLICAS E TRINITÁRIAS.

1.1 A unidade da Trindade

Se lendo o texto sugerido pelo autor em  ICo.12:4-6 que vamos desdobrar para maior clareza, realmente não daria para pensar que Paulo estivesse falando da estrutura trinitária como também não daria para andar em sentido contrário, caso alguém usasse o texto para debater o assunto.

VEJAMOS:
a)     V.4 -  “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”.
Qualquer que seja o dom; é o mesmo Espírito que opera.

b)    V.5 – “Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo”.
Qualquer que seja o ministério (temos 5 em Ef.4:11), foi o Senhor quem os deu.

c)     V.6 – “Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera...”.
Ao ler o texto sugerido, sou levado a pensar que Paulo está neles reconhecendo a figura do Pai,  do filho, (o Senhor) e do Espírito Santo,  de forma independente, mas que sustenta a doutrina.

E esses três são um.”.  (IJo. 5:7).
  
1.2 A bênção apostólica.

A bênção apostólica não era praticada em quase todas as Assembleias de Deus e todos sobreviviam. Atualmente, se o ministro circunstancialmente esquecê-la, alguém imediatamente o lembrará.

Antes que o ministério a que sempre servi, orientasse sobre o assunto, sempre despedi a igreja com a bênção conhecida: “Que o Senhor Jesus abençoe a todos e tenham uma semana abençoada” e todos respondiam amém!

Há quem defenda que basta ser no nome de Jesus por conta da autoridade concedida pelo Senhor. Não faz qualquer sentido bíblico.

Podemos afirmar que a “bênção apostólica” reforça doutrinariamente a “Santissima Trindade”? Quando proferimos a bênção apostólica, apenas confirmamos nossas convicções de fé no empenho da divindade na vida da igreja: O amor de Deus nosso Pai; a graça do Senhor Jesus e as consolações do Espírito Santo.

Aprendi a dispensar tudo o que se apresenta em puro caráter religioso.

1.3 O Deus trino e uno revelado.

O texto da lição  no pensamento do autor é muito rico ao que tange mostrar a presença de Deus na sua multiforme graça, revelada na pessoa do seu filho Jesus e do Espírito Santo. Isto é muito evidente na Bíblia mostrando a inegável força e graça da trindade manifesta aos homens.

(Efésios 4:4-6).
“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”.

Não compreendo como muitos negam essa maravilhosa revelação.

II – O DEUS TRINO E UNO.


2.1 Uma questão crucial.

Clareza meridiana é o mesmo que dizer, clareza total sobre a divindade do filho. 

(João 1:1)  declara: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e  o Verbo era Deus”.

(Cl.2:9) “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”.

Com relação ao Espírito Santo, terceira pessoa:

(ICo 3:16) “O Espírito de Deus habita em vós”

E quanto ao filho, basta dizer que todo o Novo Testamento o tem como fundamento.

Seu nome é sobe todos.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE ESSE TÓPICO.

Monoteísmo ratificado pelo próprio Senhor Jesus?

(Mc.12:29) “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”

Jesus não teria quebrado esse “monoteísmo” quando disse que a todos atrairia a si?  (Jo.12:32).

Ele disse: “Eu e o Pai somos um” e isso não foi usurpação. (Fl.2:6).



2.2 A trindade.

O autor toma vários textos para mostrar que a Trindade existia antes que alguma mente brilhante resolvesse chamar essa divina relação de Trindade.

Cita como texto mais contundente:

(Mt. 28:19) “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo ...”..

Fomos sepultados com ele no batismo e pelo batismo para ressurgir como novas  criaturas, pelo novo nascimento, claro!

(Dt. 17:6) “Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá.”. 


III – AS CRENÇAS INADEQUADAS.

3.1 Os monarquianistas dinâmicos.

A parte mais difícil e cansativa nas discussões teológicas residem exatamente nesse pessoal que fez história e escola com seus  escritos;  muitos, altamente contraditórios.

Monarquianistas que vem de monarquia ligando essa forma de governo político e uno,  com a forma monoteísta de governo divino.

A doutrina da Trindade também não pressupõe uma forma de governo divino politeísta.

Voltamos a afirmar o que disse o Senhor: “Eu e o Pai somos um”.  (Jo.10:30).


3.2 Os monarquianistas modalistas.
                                                                                             
Fico imaginando a “carinha” dos milhares de irmãos em nossas escolas dominicais, se o professor empolar a voz e fazer a leitura do texto abaixo:

No cristianismo, sabelianismo (também conhecido como modalismo, patripassianismo, unicismo, monarquianismo modalista ou monarquianismo modal) é a crença unicista de que Deus se manifestou em carne (João 1:1; João 1:18) e não três pessoas distintas.
O termo sabelianismo deriva de Sabélio, um padre e teólogo do século III d.C. e defensor da tese. Ele foi um discípulo de Noeto, motivo pelo qual os seguidores desta crença são chamados nas fontes patrísticas de noecianos. Já Tertuliano batizou-a de patripassianismo. ((FONTE: WIKIPEDIA).

O autor explica no texto da lição que se trata de uma forma de ver Deus em momentos e realidades diferentes, sendo apenas uma pessoa.
Se acreditarmos nesse pensamento, temos que negar o nascimento de Cristo com todas as afirmações bíblicas de que o filho é igual ao Pai.

E aqui também reside o meu pensamento que a Doutrina da Trindade é inegável tanto no presente bíblico, no nosso presente e no porvir.

(Jo.17:5) “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”.

3.3 O arianismo.

O que se lê neste tópico da lição, fortalece a ideia que nas Assembleias de Deus, os professores, tanto das escolas dominicais, quanto as de teologia, precisam de alguma forma, serem avaliados ou sabatinados, considerando que pontos doutrinários abraçados por nossa igreja desde o princípio e mantidos, estejam hoje sofrendo algumas sutis declarações contrárias ao que chamamos de “sã doutrina”;  bíblica e apostólica.

O arianismo está aí explicado pelo autor como sendo a doutrina de Ário que ensinava que Jesus não era da mesma substância do Pai, era criatura, criado do nada. Uma classe divina de natureza inferior.

“Uma classe divina de natureza inferior”.

Tão inferior (rsss) que os homens não suportavam a sua fala revelando a natureza divina e eterna.


(Jo. 18:5-6) Quando foram prender Jesus no horto: “(...) A quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava com eles.
Quando, pois, lhes disse: Sou eu, recuaram, e caíram por terra.”.


IV – RESPOSTA AS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE.

Com relação a este ponto “IV” composto de três tópicos, 4.1 Esclarecimento, 4.2 A definição de Tertuliano e 4.3 Formulação definitiva da Trindade, quero resumir:

O reconhecimento da doutrina da Trindade, não nasceu no Concilio de Niceia levando-se em conta a escola de Tertuliano que já havia formulado essa doutrina.

No caso acima, fica descaracterizado o que muitos, com o objetivo de atacar esse ensinamento, dizem que é domínio da Igreja Católica.

Com relação ao nome dado “Santíssima Trindade”  particularmente não soa bem (para mim) por carregar uma pesada dose de sentimento religioso e a Trindade é a doutrina que reconhece as três pessoas divinas.

Nada é mais santíssimo que o próprio Deus.
  

Significado de Santíssimo no Dicionário Online de Português. O que é santíssimo: adj. Excessivamente santo. Forma de tratamento concedida ao papa: Santíssimo ...