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sexta-feira, 21 de abril de 2017

ISAQUE, UM CARÁTER PACÍFICO, EBD Lç 4 23/04/2017

EBD LÇ. 4 23/04/2017 “ISAQUE, UM CARÁTER PACÍFICO”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical, lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

PONTOS:
I – ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA.
II – UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS.
III – LIÇÕES DO CARÁTER DE ISAQUE.

                           A obediência sempre resulta em bênçãos. 


  
I – ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA.

1.1 Promessa de Deus a Abraão.

A história de Isaque é uma sequência da história e vida de Abraão, ligados pela promessa feita ao pai, ainda antes de habitar em Harã, Atos 7:2.

Quanto ao seu caráter, sempre esbarramos na ideia de que valores não vem descritos no DNA; algo da alma, algo dos pais e principalmente, algo de Deus em nossas vidas ao longo do desenvolvimento moral e intelectual quando damos lugar a Ele.


1.2 Seu nascimento, um verdadeiro milagre.

O primeiro grande milagre registrado no Antigo Testamento, para um casal que não era,  jovens esperançosos de serem pais. Deus havia prometido fazer de Abraão uma grande nação. Abraão sempre foi um homem cheio de fé em Deus, mas a promessa de serem pais, ela aos 90 e ele com 100 anos de idade parecia ser algo que se cumpriria em outras vidas e não na deles.

Deus não deixa sua Palavra cair por terra. Ele vela para cumpri-la.
Je, 1:12.


II – UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS.

2.1 A prosperidade espiritual.

Antes de ler o texto e ainda no tópico “a prosperidade espiritual” já viajei em meus pensamentos e o texto fala do pior momento da vida de Isaque, quando por circunstâncias, desce a Gerar (terra dos filisteus) por causa da fome e atendendo a voz do Senhor para que não descesse ao Egito.

Enquanto o nosso ser físico ou moral caminha de acordo com as circunstâncias da vida, o ser espiritual faz caminho oposto para construir experiências diante dos sofrimentos.

Sofre mais quem não aprende nas crises.


2.2 A bênção divina é passada de pai para filho.

 A hereditariedade no tocante as coisas espirituais ligadas a esta vida tem sido questionada em nossos dias, principalmente se filho de pastor pode assumir ministério após o afastamento do pai, seja por idade ou por falecimento.

Lembremo-nos que Isaque era praticamente filho único no sentido da herança, considerando que Ismael já não vivia com a família. Hoje, pelo nosso Código Civil Ismael teria tanto direito quanto o irmão, menos em relação as bênçãos espirituais  já que estas, eram dadas pelo Senhor e assim, Isaque era herdeiro legítimo da promessa feita a Abraão.

Mais importante em saber o que sou é o que Deus acha de mim e também, a Igreja do Senhor. A igreja é a melhor aferidora dos valores humanos, pois muitos conseguem mascarar sua vida.

2.3 A prosperidade material.

Este tópico que trata da prosperidade de Isaque, após a semeadura do seu campo, certamente é a parte mais interessante por ligar o milagre das bênçãos prometidas e cumpridas em parte com a nossa vida e o Evangelho.

Na parte final do texto, o autor cita Ml.3:10 falando das promessas contidas no texto relacionando-a com a vida cristã evangélica.

É o ponto que mais combatem nas redes sociais. Considerar que o dízimo proporcione bênçãos de forma vinculada.

Não duvido das promessas de bênçãos do Senhor, seria negar tudo o que ele fez por mim e minha família, todavia não consigo relacionar as promessas vetero-testamentárias com as promessas dadas pelo Evangelho.

A) Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos abençoou com TODAS as bênçãos... Ef. 1:3.

B) Para mim, todas as experiências vetero-testamentárias mostram a grandeza de Deus e que ele não se ausentou do planeta terra, apenas afastou-se para que o plano em Cristo tenha cumprimento até o final.
  

III – LIÇÕES DO CARÁTER DE ISAQUE.

3.1 Um homem esforçado e trabalhador.

O autor fala sobre a inveja de muitos quando alguém prospera e cita a atenção dos filisteus para os campos de isaque.

Finaliza lembrando a tentativa de Balaque amaldiçor o povo de Deus através do velho profeta Balaão que concluiu não haver maldição sobre quem Deus abençoa.  Nm.23.

Fiquemos com essa palavra.

3.2 O caráter pacífico de Isaque.

O caráter pacífico de Isaque é visto pela sua atitude de mudar de região indo para próximo de Gerar e reabrindo os poços que haviam sido tampados pelos filisteus.

Mudar não é o problema, o problema é quando fugimos das situações adversas.

3.3 Um caráter resiliente.

Resiliente é manter o controle e a naturalidade diante de situações adversas reiniciando se for o caso, o que não havia terminado no mesmo ou em outro lugar.

Interessante que o Evangelho nos proporciona essa capacidade.

Novamente repito quanto ao cuidado de não fugirmos de problemas, achando que isso seja resiliência.


3.4 Obediência e submissão.

Neste último tópico o autor relata os diversos momentos vividos por Isaque, lembra sua obediência ao pai diante do sacrifício em Moriá e essa condição de filho obediente o marca como um homem abençoado por Deus.


Ser abençoado por Deus substitui qualquer intenção de promover a prosperidade.

sábado, 15 de abril de 2017

MELQUISEDEQUE, O REI DE JUSTIÇA, EBD Lç. 3 16/04/2017.

EBD LÇ. 01 16/04/2017 “MELQUISEDEQUE, O REI DE JUSTIÇA”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical, lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

PONTOS:
I – QUEM ERA MELQUISEDEQUE.
II – LIÇÕES DO CARÁTER DE MELQUISEDEQUE.
III – SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE.


 O sacerdócio de Cristo aponta direto para o homem e não para os elementos.



I – QUEM ERA MELQUISEDEQUE.

1.1 Um personagem misterioso.

Melquisedeque é um personagem misterioso, todavia não incompreensível. Aquele que tomou das mãos de Abraão dízimo quando este voltava da peleja levada a efeito para libertar Ló e recuperar as riquezas tomadas dos reis de Sodoma e Gomorra.

Não sabemos como foi a reação de Abraão neste encontro, mas o Patriarca sabia quem era, de quem se tratava e que não repartiu com ele os despojos, apenas deu o dízimo de tudo. Não era um rei apegado a riquezas.

Na introdução, o autor o chama de “verdadeiro adorador”. Essa expressão tomou sentido diferente como sendo aquele que no culto derrama sua alma, todavia o verdadeiro adorador é aquele que em sua vida e relacionamentos, glorifica a Cristo.

1.2 Onde ele aparece na Bíblia.

O autor cita o texto de Gn. 14:1-13 que descreve esse encontro misterioso; um encontro rápido, sucinto e realmente, sem muitas conversas. Melquisedeque era um sacerdote e com certeza vivia das contribuições para manter o sacerdócio, apesar de a Bíblia declarar que ele era mais que um sacerdote. Era rei de paz e de justiça que nos remete ao filho de Deus antes de assumir a identidade humana.

O autor lembra a primeira guerra registrada na Bíblia, esta em que Abraão se envolve com apenas 318  criados e ficamos a imaginar, com que armas e venceu. Deus era com Abraão

1.3 Características de Melquisedeque.

O presente de Melquisedeque a Abraão (pão e vinho)  deve tê-lo saciado após a peleja. A Bíblia não registra a quantidade, mas deve ter sido suficiente para todos. Sacerdote sensato não fica passivo diante das necessidades alheias. Sabe repartir e isto é uma grande lição para nós neste último tempo.

Neste ponto o autor considera que Melquisedeque conhecia a Deus pela tradição oral pós diluviana ou por revelação. Aí está um personagem que ficamos tão quietos a respeito dele, todavia sabemos que ele era muito mais do que se possa imaginar.

Nas sequências da lição, maiores revelações.

Ele abençoou Abraão e em contra partida, recebeu das mãos de Abraão o dízimo como forma de gratidão e nos dando uma preciosa lição que sem lei, o dízimo era uma contribuição de amor e fidelidade à obra do Senhor.

Para mim, dízimo é uma referência numérica percentual (10% ou décima parte) nada tendo com a salvação, exceto se alguém negar  por avareza.

Não gasto o meu precioso tempo com quem combate contra o dízimo por puro ideologismo, considerando que o dízimo não é da lei. A lei tão somente normatizou para o povo judeu como uma obrigação considerando que Israel foi um estado teocrático que mesmo se tornando regencial, a lei de Deus foi o seu regulamento.


II – LIÇÕES DO CARÁTER DE MELQUISEDEQUE.

2.1 Um caráter justo.

Não é tarefa fácil descrever alguém quando não se em informações precisas, todavia o reconhecimento  dele nas páginas sagradas, dispensa comentários para defini-lo.

Texto que o consagra:  Hb. 7:4 “Considerai,  pois quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos”.

2.2 Um caráter pacífico.

Percebam que as definições sobre o caráter de Melquisedeque cresce a medida que analisamos aspectos da sua vida.

Rei de Salém que era também “Rei de paz” pelo que indicava o lugar da sua habitação e reinado.  

O autor sugere que nós, os cristãos, temos o dever de promovermos a paz.

Lembrei-me rapidamente do Salmo 120:7 “Pacifico sou, mas quando eu falo, eles já procuram em guerra”. Aí fica complicado.


Tem gente que não sabe viver em paz.


III – SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE.

3.1 Um novo sacerdócio.

Muito rico o comentário do autor neste ponto e é até bom que seja lido em classe, mas vou apenas codificar a ordem dos pensamentos do autor:

A – Um sacerdócio sem a lei ou antes da lei. Melquisedeque.

B – Um sacerdócio sob a lei segundo a ordem de Arão.

C – Um sacerdócio, sem a lei, perfeito, segundo a ordem de Melquisedeque e acima de tudo, eterno. Cristo.


Este último sacerdócio fechou tudo sob a expiação do calvário e infelizmente tem muita gente querendo reviver dentro das igrejas, o sacerdócio levítico com seus levitas.


3.2 Jesus Cristo, o sacerdócio perfeito.

Outro ponto que merece a atenção dos professores e alunos sobre o sacerdócio de Cristo.

Jesus cuidou de glorificar a Deus, o Pai em toda sua trajetória consolidando essa glorificação, com a sua morte na cruz para ser enfim, glorificado.

Se assim é e assim a Bíblia sustenta, qual a razão de muitos cristãos terem nos homens, o seu ídolo de preferência seja na área do louvor ou da pregação?  

3.3 A ordem de Melquisedeque.

O autor faz uma abordagem interessante e curiosa para os pouco atentos a detalhes escriturísticos:

A) Jesus é considerado Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão.

B) Nele tudo foi aperfeiçoado inclusive e principalmente, o sacerdote sob a bandeira da tribo de Levi.

C) Jesus não podia ser do ponto de vista legal, um sucessor de Arão por não pertencer a tribo de Levi.

D) Deus que já tinha o testemunho firme e forte de Melquisedeque, fez do seu filho um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque levando ainda em conta que o fato de ter sido gerado por obra e graça do Espírito Santo, não tinha genealogia e não tinha princípio de dias, pois em sua deidade, ele era antes e será eternamente.

O Verbo que estava com Deus e o Verbo era Deus.  Jo.1:1.