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sábado, 26 de agosto de 2017

A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA, EBD LÇ. 09 27/08/2017

EBD LÇ. 09  27/08/2017 “A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que neutraliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – DEFININDO OS TERMOS.
II – A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA.
III –  A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA.

A leitura de livros faz dos homens grandes conhecedores da vida e das profissões, mas a frequente leitura da Bíblia faz os homens se parecerem com Deus; quando lida e obedecida!



I – DEFININDO OS TERMOS.

1.1 A santidade de Deus.

O texto do autor neste tópico é pleno.

É muito difícil achar palavras que definam Deus com ponto de referência para nós.

a) Por que Deus é de natureza santa e assim nos criou originalmente.

b) Seria muita fraqueza humana apontar Deus como referência para nossa vida. Ele é antes de tudo e amando-o naturalmente mantemos nossa vida santa, porquanto ele é santo.

Na antiga aliança, a ordem para Israel é que fossem santos:
(Lv. 20:7) “Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.”.

Na nova aliança:

(IPd. 1:16) “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.”.

1.2 Significado.

Por partes:

O autor traz importantes definições quanto ao significado de ser “santo”:

Quando aplicado à religião de  Israel, tem a ideia de “separar para Deus, retirar do uso comum”.

No caso de Israel, por motivos que sabemos pela Palavra de Deus e considerando ainda o valor moral e espiritual de Israel,  o conceito de santidade abrangia os homens, as coisas (objetos) e principalmente tudo o mais que fosse objeto de culto, usados na tenda da congregação e depois no templo.

Outra definição do autor não menos interessante é que santidade, ligava a tudo o que fosse retirado do uso comum para Deus.

Esses conceitos ultrapassaram a barreira do tempo entre o antigo e novo, exceto quanto a objetos, alcançando apenas as nossas vidas.

No que tange a objetos de culto nos nossos dias, tratamos com igual valor moral por óbvias razões e dou como exemplo:

Não se pode compreender que um músico use seu instrumento para louvar a Deus e faça uso do mesmo em shows mundanos.

(Sl.137:3,4,) “Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?”.

1.3 Exclusividade.

No Antigo Testamento e lógico, entre o povo de Israel, tudo o que era consagrado, era exclusivo para uso “santo” e o exemplo mais forte disso estava na proibição de usar o incenso santo fora do seu lugar e das suas medidas.
(Ex. 30:37) “Porém o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo será para o Senhor.”.

E como fica isso no Novo Testamento. O autor cita dois textos; vejamos:

Cl. 2:16 e 17 – Não devemos ser julgados por nada que pareça de valor sagrado que eram sombras dos bens futuros, é o que diz o texto.

Há exclusividade em objetos e prédios dedicados ao culto praticado pelas igrejas?

É comum irmãos comprarem instrumentos, por exemplo, e pedir para que o pastor ore para consagra-los. Sempre achei isto, muito complicado por que não consigo dissociar o instrumento do seu dono, então prefiro orar pelo dono e agradecer a Deus pela aquisição.

Quanto ao lugar de culto, seja templo, salão ou sala de uma casa, podemos orar por dedicação e como um lugar dedicado a culto, deve ser alvo de cuidados por todos os membros.



II – A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA.


2.1 Israel.

O texto neste tópico é simples e muito claro, mostrando o autor que Israel como nação fora escolhida por Deus para viver uma vida separada das nações que já ocupavam Canaã, mergulhados na idolatria e nas práticas rejeitadas pelo Senhor a exemplo de Sodoma e Gomorra.


Israel que era um “estado teocrático” devia obedecer as leis emanadas do Sinai. Não era a faculdade de agir, mas submeter-se a vontade de Deus pela ordenança.

Podemos afirmar que havia dois grupos de israelitas? Sim! Os que se santificavam pelo amor a Jeová e os que obedeciam por força da lei.


2.2 A igreja.

Se as leis ditadas no Sinai não dizem respeito a igreja, qual então a relação consensual entre Israel e a igreja ou entre o Antigo e o Novo Testamento?

Há questões que passaram por sobre a mudança da situação dispensacional entre a Lei e a Graça.

O dever de ser santo não se restringiu a vida de Israel, alcança a igreja, alcança nossas vidas.

(Hb.12:14)  “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”.

2.3 Uma exigência natural.

Para não dizer que a igreja não tem normas a seguir, queremos mencionar a decisão da assembleia ocorrida em Jerusalém e que decisão tomaram:

(Atos 15:28-29) “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:  Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.”.

Percebam que até nessas regras básicas os apóstolos recomendaram: “... das quais coisas BEM FAZEIS se vos guardardes...”.

A igreja tem o dever de acompanhar as mudanças sociais para alertar os fieis contra tudo o que fere  principio da “santidade”.

III – A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA.

3.1 A santificação posicional.

Pode-se também considerar a “santificação posicional” como mudança de “status”, porém, a que acontece no interior, abrindo espaço para a vida de comunhão com Deus.

Uma pergunta recorrente é a de quem quer saber se a santificação ocorre no exato momento da decisão pela fé em Cristo?!

Prefiro sempre dizer que a santificação posicional ocorre no exato momento do parto; do novo nascimento.  O que confunde é que muitos crentes (uns mais outros menos) demoram a eliminar todos os vícios do passado, notadamente os vícios da fala, do cigarro e outros, da bebida.

 

3.2 A santificação real.
                                                                                             
É a condição de “santificação” que caminha na medida do conhecimento de Cristo.

É possível compreender que muitos crentes persistam em erros por não compreender Cristo na sua plenitude de graça.

Alguns aspectos da vida cristã,  parecem caminhar juntos com a santificação como; o amor ao próximo e a causa.

Assim podemos afirmar que santificação é um processo; processo que nunca tem fim. Santificado hoje, amanhã e sempre.


3.3 A santificação futura.

A rigor não haveria razão para se falar em santificação futura após o arrebatamento e o autor usa “glorificação” o que está correto, citando Fl. 3:11.

“Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.”.

3.4 É possível ser santo?

Alguns misturam padrões morais com santidade. Se padrão moral fosse santidade; há muita gente ainda não crente que tem um padrão de vida moral “invejável”.

Há muitas minúcias que passa imperceptível arranhando a “santidade” e muitos não percebem essas subtilezas e algumas,  nem tanta subtileza assim.

Prejudicar o semelhante para tirar vantagens, comprar produtos pirateados, comprar e não pagar, pedir empréstimos e além de não pagar, ainda ficar mal com quem emprestou, fazer gato de luz, água e internet e  não tratar com urbanidade os membros da igreja ou até mesmo o pastor.


O QUE NÃO É SANTIDADE.

Recusar uma vida social com pessoas não crentes por achar que isto irá prejudicar sua vida cristã.

Recusar convite para participar de festa de aniversário de familiares ou amigos por não serem crentes.

A maior estupidez que ouvi nessa área foi de um colega de trabalho que disse recusar refrigerantes e encerar a própria casa, o que não entendi.

Recusar o pão da padaria para o seviço da ceia do Senhor, por que mãos ímpias o fizeram.


A relação é grande!

domingo, 13 de agosto de 2017

A IGREJA DE CRISTO - EBD LÇ. 08 20/08/2017.

EBD LÇ. 08  20/08/2017 “A  IGREJA DE CRISTO”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que neutraliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – A COMUNIDADE DOS FIEIS.
II – ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA.
III –  O CORPO DE CRISTO.


 A igreja proporciona a todos sem distinção, o verdadeiro exercício da diaconia.



I – A COMUNIDADE DOS FIEIS.

1.1 Etimologia.

Em todos os cantos onde se procura definir igreja, a raiz grega é citada; “Ekklesia” com o significado de “chamado para fora”. Particularmente e por conta da complexidade da língua grega, que não domino, e a tradução, prefiro ficar com “ajuntamento”. Certamente se os apóstolos estivessem escrevendo hoje e conhecendo o nosso vernáculo, dariam esta última definição:

Igreja ou Ekklesia é o “ajuntamento” de pessoas em torno do nome de Jesus,  portanto  o que se reúne fora do nome de Jesus, não é igreja.

O autor informa que o nome “ekklesia” ocorre 115 vezes no Novo Testamento em apenas 5 não é traduzido como igreja e em outras 2 ocorrências refere-se a congregação de Israel.

1.2 A assembleia dos cidadãos.

A *Septuaginta emprega o mesmo termo ekklesia (grego) para traduzir do hebraico a palavra “gahal” que significa assembleia ou multidão humana reunida,  diz o autor.

Além dos sentidos acima aplicados ainda segundo o autor, o termo verte para definir o que é “família de Deus” e cita Ef. 2:19

“Assim que já não sois estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus”.

Desta forma, temos mais uma definição para “igreja” que é “família de Deus”.


*Septuaginta é o nome da versão da Bíblia hebraica traduzida em etapas para o grego koiné, entre o século III a.C. e o século I a.C., em Alexandria. Dentre outras tantas, é a mais antiga tradução da bíblia hebraica para o grego. Fonte: Wikipédia.


1.3 O significado da expressão “Santa Igreja Católica’.

O autor dispõe a origem do nome acima mostrando a composição literal formada de duas palavras gregas “katá + holos = Katholikós” entre os vários significados temos “universal, geral”.

Algumas notas sobre esse título:

1 – Por ter sido empregado por Inácio, bispo de Antioquia (70-110) percebe-se que não foi criação da ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana).

2 – “Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana” é o nome da Igreja de Roma como a conhecemos até os nossos dias, surgida no decurso do IV Século, mas que na verdade arroga para si, autoridade dos dias apostólicos.

3 – O maior desvio  herege do cristianismo se deu com a liberdade de culto aos cristãos sob o domínio do Império Romano no ano 313 pelas ordens do Imperador Constantino que anexou o cristianismo ao Estado e reinou absoluta até a reforma religiosa empregada por Lutero seguido dos demais reformadores.

II – ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA.

2.1 Afinal, o que é a igreja?

É importante considerar a definição dada pelo autor e com certeza, aproveitaremos para escrever uma linha de pensamento sobre o que não é igreja, mas que chamamos igreja sem ferir os ensinos bíblicos.

Para o autor: “Igreja é toda congregação ou assembleia que se reúne em torno de Jesus Cristo como Senhor e Salvador...”.

2.1.A – Discussão semântica em torno da palavra “igreja”.

Com certeza toda vez que a Bíblia cita: “A igreja que está em sua casa ou em uma cidade...” incluindo-se aí; as igrejas da Ásia cuja palavra “igreja” é sempre seguida do nome da cidade, refere-se, não ao lugar de culto, mas ao grupo.

Não sei precisar, a partir de quando, resolveram chamar o prédio onde se realiza culto, de “igreja”.

Igreja - Dicionário Online de Português

www.dicio.com.br/igrejaEm cache
Significado de Igreja no Dicionário Online de Português. O que é igreja: s.f. “O templo que acolhe os cristãos; local ou edifício onde os cristãos se reúnem ...”.

Não vejo e nunca vi que tal consideração ferisse qualquer princípio doutrinário. Entendo sim, que o problema ou a bronca vista com frequência nas redes sociais, se dá por outras razões que não convém discutir no momento nem deixo isso como sugestão para discussão em classe.

Não compartilho com quem busca de maneira tresloucada desqualificar o local de culto a que chamamos de igreja.

Com relação as placas; sempre foram bem vindas, pois se com elas, está difícil achar um bom local de culto, imaginem, “sem”.


2.2  As ordenanças.

Lendo o texto do autor, parece não  ter espaço para qualquer outra ordenança além do batismo e da ceia do Senhor?  De fato, não há! O que vem depois está intrinsecamente ligado a administração eclesiástica e a disponibilidade das bênçãos decorrentes do próprio Evangelho para nossas vidas. Nada mais nos falta!

2.2.A – Discussão semântica sobre a “Ceia do Senhor”.

Há muita questão nas redes sociais com relação ao uso do nome: “Santa Ceia”. De fato há! Pura questão conceitual! Sendo oportuno ensinar que aprendam sempre a chamar de “Ceia do Senhor”; memorial!

Irmão! Hoje tem “Santa Ceia”. Tem sim!  Ninguém saiu ferido nem houve qualquer declaração herética em torno do nome e muito menos, idolatria aos elementos da ceia.

Salvo melhor juízo  nos quadros pintados, que retratam o momento íntimo entre Jesus e os discípulos, seus autores deram o nome de “Santa Ceia”.

A “Ceia” se reveste sim de algo, “santo”, “separado para o serviço cristão” considerando ainda que não é uma “festa ágape”, daí as recomendações de Paulo na carta aos Coríntios (11:23 e sgts): “O que come e bebe indignamente...”.

2.3 A adoração.

Recomendo a leitura do texto da lição e faço algumas considerações por aqueles que não acompanham a lição nas Escolas Bíblicas Dominicais.

Alguns dizem (desprezando o local de culto coletivo)  que podemos ser crentes em casa e aí, adorar a Deus. Concordo plenamente, devemos ser crentes em casa, no trabalho e na faculdade e fica a minha pergunta: Por que não ser crente na igreja?

Quando Jesus estabeleceu a sua igreja como lugar comum de culto, (ficai em Jerusalém...) foi com propósitos sublimes e insubstituíveis:

1 – Adoração coletiva – festa ágape espiritual.
2 – Dar e receber amor, carinho, afeto e o mais importante, “serviço cristão”; lavar os pés uns dos outros, no sentido amar e suportar.
3 – Os que têm necessidades,  procuram a igreja e não nas casas.
4 – Algo que considero muito importante é o teste, se amamos de verdade, o preto, o pobre, o sem pátria e se somos pacientes uns com os outros para cumprir a lei de Cristo.
5 – Sem esgotar a relação, “levar as cargas uns dos outros”.  (Gl. 1:2); isto não acontece, se o crente fica confinado dentro de casa.
2.4 A família de Deus.

Esse tópico é muito interessante e recomendo sua leitura em classe até pela riqueza de citações de textos.

O autor está certo quando ensina que não se pode confundir igreja com “templo”.

Sempre que damos informação: “vou á igreja...” não estamos pensando no prédio, mas no grupo que ali se congrega.

Falando em família de Deus é oportuno lembrar que muitos pessoas “se machucam” literalmente nas relações de convivência com igrejas por esperar e exigir demais, esquecendo-se que ali dentro ou no meio , existem pessoas e nem todas são conveniente capazes de corresponder a uma boa relação de amizade e irmandade bíblica.

Vivo igreja há mais de 50 anos e sei bem o que significa, mas amo cada vez que me reúno com os irmãos. Eles são minha família, família de Deus.


III – O CORPO DE CRISTO.

3.1 O corpo e seus membros.

O autor mostra que o conceito de “unidade do corpo” é maior e nada tem a ver com a “diversidade do corpo” o que certamente aponta para os valores individuais.

A unidade é mostrada na Bíblia como sendo a construção a partir da inseparável cabeça que é “Cristo” não chamemos de “o cabeça” e sim, “a cabeça”.

Vale dizer que nesse sentido, a Bíblia não trata a igreja como “ekklesia”  e aqui também reside a sabedoria para entender que nem todos os que se abrigam dentro de um templo, fazem parte do corpo que é Cristo que é Santo.



3.2 A morada de Deus.
                                                                                             
Na antiga aliança, o tabernáculo e posteriormente, o templo representavam o lugar da habitação de Deus entre os homens.

No Novo testamento e pela constituição, a igreja, corpo espiritual representa o lugar da habitação de Deus no conjunto e os crentes em particular, ligados ao corpo, considerados; “templos do Espírito Santo”.

(ICo. 3:16,17) “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?
Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.”.


Fora de Cristo, não há corpo nem igreja nem morada de Deus.


3.3 Os membros do corpo.

Neste sentido, pode-se falar sobre a diversidade do corpo onde entra; as habilidades de cada um, os dons espirituais e até os dons ministeriais pela utilidade de cada um junto a comunidade ou “ekklesia”.

Logo na entrada do tópico, o autor fala sobre  a questão de ser “por um só Espírito ou “por um mesmo Espírito”?!

O que sempre achei importante desde a minha juventude na igreja e crescendo em conhecimento bíblico foi que o Espírito do Senhor sempre põe em nosso coração, o que for considerado dentro do mais absoluto sentido racional, mesmo diante de tantas traduções bíblicas.

 (ICo.12:13) “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito..

Em um Espírito – Nele.
Por um só Espirito – Por ele.

Assim ficamos com ele, nele e por ele que opera em nós o querer e o efetuar.  (Fl.2:13).


Outro ponto importante. O  autor mostra o entendimento com o qual todos concordamos que esse “batismo” não se refere ao do dia de pentecostes que proporciona os dons aos crentes e sim, a inserção no corpo de que Cristo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO - EBD LÇ. 07 13/08/2017

EBD LÇ. 07  13/08/2017 “A  NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO”.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que neutraliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO.
II – O NOVO NASCIMENTO
III –  UMA NECESSIDADE.


O novo nascimento não é um "instituto eclesiástico" e se dá a conhecer pela mudança efetiva de rumo e comportamento humano no plano da salvação. 

I – UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO.

1.1 Quem era Nicodemos.

O autor descreve Nicodemos, o significado do seu nome e o que representava político religiosamente, assim, ele era da seita dos fariseus.
sendo fariseu, porém diferente. Havia nele, algo de justo e queria descobrir o que faltava.

Os dois textos a seguir, define a personalidade e o grau de justiça desse homem e nos dá uma rica lição: Não se deve julgar este ou aquele por conta da sua religião ou ideologia. O tal  pode ser mais uma vítima do sistema.

(Jo.7:50,51) “Nicodemos, que era um deles (o que de noite fora ter com Jesus), disse-lhes:  Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?”.

(Jo.19:39) E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés.

1.2 Os fariseus.

O professor não precisa fazer um tratado da vida dos fariseus. As informações bíblicas nos mostra que tínhamos aí, uma religião misturada com política que nunca deu certo,  portanto uma gente gananciosa, infiel e tudo o mais que deles disse o Senhor em (Mt.23) “... fariseus hipócritas...”.


1.3 Os sinais efetuados por Jesus.

 (Jo.2:23)  “... e, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome.”.

Façamos ideia do que isto representava naqueles dias e logo após as incessantes pregações de João Batista no deserto: “É chegado a vós o Reino dos Céus...”. (Mt.4:17).

Esse movimento atraiu Nicodemos.

II – O NOVO NASCIMENTO.
Pode ser exagero considerar que a doutrina que trata do “Novo Nascimento” seja a maior e a mais desprezada doutrina por significativo número de  igrejas tradicionais  e totalmente pelas igrejas neopentecostais?  Considero esta doutrina como a porta de entrada do Reino de Deus.

Não foi sem razão que  o próprio Senhor disse: “Aquele que não nascer de novo não pode ver e não pode entrar no Reino de Deus” (Jo.3:3 e 3:5).

2.1 É necessário nascer de novo

No tocante a investida de Nicodemos, pode ser dada qualquer interpretação  sobre o que ele esperava do Senhor e nos remete a ida do general Naamã à casa do profeta Eliseu;  sobre o que ele esperava do profeta. (2Rs.5:19)

Nicodemos só queria conhecer o Senhor e ouvir algo dele. Deve ter abraçado a causa, pelas ações posteriores.

2.2  Regeneração.

Confesso não apreciar muito a palavra “regeneração” quando se trata da doutrina do “novo nascimento”,  e não penso que os textos sagrados no tocante a este tão importante assunto, saia prejudicado por conta do nosso vernáculo. Regenerar dá ideia de recuperação, reconstituição ou renovação moral e é assim que lemos nos dicionários.

Se posso tentar explicar aos alunos algo consistente a respeito, até posso associar com a “geração” de Cristo: “Por obra e graça do Espírito Santo...”. (Mt. 1:20).

Vamos à Pedro: (IPd. 1:23) “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre..

“Semente incorruptível, pela palavra de Deus...” Isto explica como muitas pessoas ao receberem Cristo em seus corações pela pregação da palavra da fé viram totalmente as costas para o mundo que não significa sair dele, mas dos seus desenfreamentos e da linguagem espúria.

O subsídio bibliológico na página 51 também dá essa ideia.

2.3 A perplexidade de Nicodemos.

Vamos isolar alguns pontos importantes desse tópico:

1 – Muita gente pensa que Deus está preocupado com religião.
2 – “Mas essas pessoas estão enganadas, pois a vontade de Deus é a comunhão com as suas “criaturas inteligentes”...”.
3 – “Não significa seguir um conjunto de regras religiosas ou éticas.

É preciso tomar cuidado para não fazer má aplicação das palavras do autor:

- Claro que Deus não está preocupado com religião, pois caso contrário não teria enviado seu filho ao mundo, pois religião é coisa que não falta. As coisas estão sendo banalizadas de tal forma que as pessoas estão valorizando mais a “placa” do que o conteúdo.

- “Criaturas inteligentes” é o que nos separa dentro do reino animal. Não vale pensar que Deus tem predileção pelo “QI”  humano.


III – UMA NECESSIDADE.

3.1 O Estado humano.

O estado humano é mostrado na Bíblia, de muitas formas. A primeira é com relação ao pecado dito “original” quando e por ele, todos pecaram. A segunda  é mostrada  pela crescente violência  nos primeiros anos de vida da criação (Gn.4:23 e Gn.6:5) piorando neste final de tempo e com certeza pela aproximação das pessoas e  rapidez de informações promovidas pela Internet ou “rede mundial de comunicação”.

Penso que o pecado sob as mais variadas formas, cresceu em práticas vergonhosas e em violência urbana.


3.2 Saulo de Tarso.

Temos aqui neste tópico um texto rico do autor e causa de muitas discussões e dúvidas principalmente em lares cristãos, cujos filhos ficam à perguntar: “Preciso nascer de novo ou a herança do exemplo deixado pelos pais me construiu?
                                                                                             
O autor usa a figura e vida de Saulo para mostrar que religião e vida religiosa não diplomam ninguém para o céu nem promove o Novo Nascimento que é o tema abordado.

Vamos falar dos nossos filhos.

Os filhos são santificados pelos pais, se permanecerem na obediência e em crescente amor a Cristo a exemplo de Timóteo.

(2Tm. 1:5)  Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.”.

“Estou certo que habita em ti.”.

O momento em que acontece o novo nascimento em nossos filhos é muito impreciso e nada tem a ver com o “levantar de mãos” naquele culto aquecido pela mobilização do povo sob o comando do pregador, salvo quando  a mensagem for inteiramente bíblica ou ‘cristocêntrica”  e sem emocionalismos. O gesto de ir à frente pode revelar que houve sim, o despertar pelo novo nascimento.

Considero que a ideia de que o filho de crente não é crente e que precisa aceitar Jesus é uma ideia muito subjetiva; costume nosso. Filho de crente é crente sim e quanto ao novo nascimento é algo pessoal que não cabe à terceiros, inferir-se na questão que é de ordem pessoal e íntima entre cada um e Deus.


3.3 O centurião Cornélio.

Eba! Que texto rico oferecido pelo autor.

Vale a pena fazer leitura dele em classe.

O que não vale? Institucionalizar a doutrina da eleição pelo pensamento de Calvino que Cornélio era um eleito e que Deus apenas cumpriu seu propósito de busca-lo.

“Porque tudo o que dantes foi escrito, para o nosso ensino foi escrito”  (Rm.15:4).

Os emblemáticos casos como o de Cornélio e Saulo foram trazidos ao nosso conhecimento para mostrar que Deus está atento a cada passo do homem, tanto o bom quanto o ruim em termos de comportamento e que ama os que amam a justiça, exceto Saulo que se mostrou um abortivo tanto para a salvação como para o apostolado.

Deus promove meios para abençoar o homem e alcança-lo.

Sempre digo que as exceções de Deus não podem ser transformadas em regras por nós.

Ninguém pode ficar de fora do novo nascimento e querer considerar-se salvo. O novo nascimento é mostrado na vida das pessoas quando elas corajosamente rompem com a forma de viver segundo o mundo.

sábado, 5 de agosto de 2017

A PECAMINOSIDADE HUMANA E A SUA RESTAURAÇÃO A DEUS - EBD LÇ. 06 06/08/2017.

EBD LÇ. 06  06/08/2017 “A PECAMINOSIDADE HUMANA E A SUA RESTAURAÇÃO A DEUS .

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que neutraliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – DEFININDO OS TERMOS.
II – ORIGEM DO PECADO.
III –  A SOLUÇÃO PARA O PECADO.

 Homenageando o saudoso pastor David Wilkerson, pelo que fez ao longo da sua vida pastoral em Nova York.


 A cruz é a solução para os problemas da humanidade, sem necessidade de carrega-la, pois Cristo a carregou pelos nossos pecados.



I – DEFININDO OS TERMOS.

1.1 Pecado.

Atribuímos toda ação contrária à santidade de Deus a “pecado”. Pecado é a flagrante desobediência aos ensinos, santidade e vontade de Deus.

Não seria o pecado, a raiz e os nomes que damos como; adultério, orgulho, perversão de toda ordem e etc.  os frutos ou consequências?

Equivale dizer que uma pessoa pode não fazer, mas permitir-se controlar pela natureza humana e carnal. “O mal está sempre diante de mim...”.

Sabendo que o pecado original, nos matou (separação); a lei nos deu conhecimento disso e Cristo nos remiu com a sua morte na cruz.

 1.2 Os termos hebraicos awon e peshá.

Para facilitar este tópico, vamos analisar primeiro os verbos hebraicos, apontados pelo autor:
AVON – Iniquidade, perversão que vem de uma raiz que significa; entortar, torcer dando ideia de perverter a Lei de Deus.

PESHÁ – Transgressão, delito.

Veja que somando os dois verbos, temos uma resposta firme e  absoluta para “pecado”:

Errar o alvo por agir fora da orientação de Deus e contra os princípios da sua santidade.


1.3 O que é pecado?

Este tópico contém uma interrogação onde o autor pergunta  “o que é pecado”. Os pontos 1.1 e 1.2 apresentam a resposta.

O pecado é sempre punível o que vale dizer que o Senhor não tem por inocente, os que pecam, todavia usa de misericórdia com os que confessam e deixam.

(Ez. 18:4) “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.”.

(Gl. 6:7). “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”.


II – ORIGEM DO PECADO.

 2.1 O pecado no céu.

Pensar em tudo o que aconteceu no céu, antes das mudanças no globo terrestre; transformação e criação considerando que a terra já existia, sem forma e vazia, não deixa de ser algo impressionante e ai temos a rebelião nos céus pela presunção de um querubim ungido, achar que podia ser maior que Deus, o seu criador.  

Tudo parece um pesadelo, confuso ou utopia(?), porém real como está na Bíblia.

O autor cita os textos de (Ez.28:12-15 e Jo.8:44) e outros que devem ser considerados neste ensino, mesmo sabendo do curto tempo.

2.2 O pecado no Éden.

A sequência dos fatos registrados nos capítulos 2 e 3 mostram que do céu à terra, Deus sempre entregou à sua criação, a liberdade de escolha ou o que chamamos de “livre arbítrio”.  Caso contrário, Deus teria fechado acesso à árvore da ciência do bem e do mal.

Ainda hoje vivemos sob o “livre árbitrio”.

(Jo.10:9) “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens..

“Entrara e sairá” mostra a liberdade dos filhos de Deus.

(Gl. 5:13) “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.”.

2.3 A universalidade do pecado.

Como o pecado chegou a todos nós?



O tentador estava à espreita e sempre seduziu o homem para o caminho do mal, da violência e da perversão, porém não encontraria abrigo se Deus ainda tivesse ligar no coração de todos os homens.

(Gn.6:5) “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente..

Palavra chave do texto acima e da situação: “(...)  a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.

(Rm.5:12) Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”.


Na consciência, a liberdade e na liberdade, as péssimas escolhas.


III – A SOLUÇÃO PARA O PECADO.

3.1 Nem tudo está perdido.

Recomendo a leitura do tópico da lição em classe onde o autor aborda a possibilidade do homem interior reviver, considerando que estava morto em ofensa e pecado, resgatando a verdadeira vida e comunhão com Deus.

 A carta de Paulo aos Romanos que poderíamos também chamar de “a carta de Paulo aos gentios”, declara de maneira sublime como pela graça o homem pode resgatar sua comunhão com Deus e mantê-la sempre acesa pela fidelidade a Deus.

Há quem diga que uma vez salvo, salvo para sempre e esta versão, não conta com apoio bíblico.


(ICo.10:12) “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.”.


(Lc. 21:34) “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.”.

(Hb.3:15) “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação.”.

É preciso a todo custo conservar uo que temos recebido.

3.2 A provisão de Deus.
                                                                                             
Teria sido mais fácil para Deus impedir que o al entrasse no coração do homem enquanto vivendo no jardim?
Aqui vai o meu pensamento a respeito sem forçar interpretação ou torcer a Bíblia, sendo lógico que é o meu pensamento a respeito:

Deus criou o homem deixando-o de certa forma livre para escolher entre o bem e o mal; sabendo Deus o que haveria de acontecer, já preparou a provisão mesmo antes dos acontecimentos. Ele, Deus, não precisaria provar nada para Lúcifer, mas como o texto de (Jó 1:6)  mostra que Satanás tem um relativo acesso a Deus e quis duvidar da fidelidade do homem, Deus permitiu que tudo acontecesse para mostrar ao Diabo que a fidelidade pode ser mantida e com os fieis, Deus preencheria o lugar deixado por milhares de anjos desobedientes.

Jesus o nosso remidor. Ele morreu em nosso lugar, para nos resgatar da lei do pecado e da morte.

Com relação a morte, a primeira morte aconteceu no Éden com a separação. A morte física revela apenas a mudança de estágio sendo a segunda morte, o dano maior, pois esta, decidirá para qual eternidade o homem será enviado por ter recusado o amor da Verdade para se salvar.


(Ap. 20:6) “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos..