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sábado, 29 de julho de 2017

A IDENTIDADE DO ESPIRITO SANTO, EBD Lç.5 30/07/14

EBD LÇ. 05  30/07/2017 “A IDENTIDADE DO ESPIRITO SANTO.

O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que neutraliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – O ESPÍRITO SANTO.
II – A DIVINDADE DO ESPIRITO SANTO À LUZ DA BÍBLIA.
III –  OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE.



A pomba é a única imagem corpórea  e tangível que "representa" o Espírito Santo


I – O ESPÍRITO SANTO.

1.1 A revelação divina.

O autor declara que; “a revelação divina foi progressiva como disse um dos pais da igreja.”.

Para quem foi essa revelação progressiva?
É preciso compreender como isto aconteceu à luz de (Atos 2:1-7) o cumprimento da profecia do profeta Joel  (Jl.2:28-30).

As informações do próprio Senhor Jesus indicavam a vinda do Consolador para dar mais conhecimento do plano divino bem  como a manifestação de suas virtudes conforme (Atos 1:4-5).

Considerando a situação da igreja a partir dos séculos que se seguiram ao período apostólico, compreendemos as afirmações dos tais “pais da igreja”.
   

1.2 O esquecimento.

A primeira parte do comentário neste tópico dispensa maiores esclarecimentos, pois o autor declara a presença do Espírito Santo do primeiro ao último livro da Bíblia.

Na segunda parte, o autor reconhece que houve necessidade de formulações teológicas exigidas pela nova realidade “cultural” em que a igreja vivia e pelas demais civilizações em que o evangelho havia penetrado.

O drama é que há muitas formulações e muitas tem causado profunda preocupação, pois saímos da Bíblia para estudar as ideias e aqui, acontece o perigo da má interpretação ou seja,  muitos têm deixado a Bíblia para seguir ideias humanas fora dela.


1.3 O Espírito Santo e os primeiros cristãos.

Como passar as informações deste tópico para os seus alunos? Vamos por partes:

Quando o autor reconhece que os cristãos da era apostólica sabiam mais do que os patriarcas (literatura patrística) dos séculos II e III deixa claro que os primeiros guardavam o que viveram e ouviram diretamente da fonte.

Aprecio muito o pensamento dos reformadores, mas não os considero como minha fonte de conhecimento bíblico e sim, como texto de avaliação e sem negar a possibilidade de corrigir um pensamento. O diapasão é a bíblia.

  
II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
  
2.1 A divindade declarada.

A Bíblia diz que Deus é Espírito conforme João 4:24.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”; dito pelo Senhor à mulher samaritana.

Em parte alguma a Bíblia registra a presença de um segundo Espírito ou diríamos, segunda divindade?

Perceba-se que na antiga aliança a atuação era mais direta como no caso de Sansão em diversas ocasiões. (Juízes 14 e sgts.).

Jz. 6:34 “Então o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele.”. 

(2Cr.15:1) “Então veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Odede.”.

Não chega a ser um desdobramento de Deus já que Deus é Espírito, mas a multiforme graça de Deus operando entre os homens e entre nós, como o consolador. Como consolador, ele é a terceira pessoa da Trindade operando.

2.2 A divindade revelada.

“O relacionamento do Espírito Santo com o Pai e com o Filho revela a sua divindade e a sua consubstancialidade com Eles” diz o autor.

Todos os textos citados neste tópico apontam para a singularidade dessa revelação o que não torna Deus, divisível, mas harmoniosamente completo operando entre nós.

Para que se diga que alguém mantém um relacionamento com outro, um deles precisa estar subordinado ou alinhado em poder.

A consubstancialidade do Espírito de Deus com o filho (verbo que se fez carne) é perfeita, pois em relação a isto a bíblia declara o seguinte:

Jo.3:34 “ ... pois não lhe dá Deus, o Espírito por medida...”. e

(Cl.2:9) Referindo-se a Cristo, “... Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”.

2.3 Obras divinas.

Todos os atos divinos, da obra da criação ao batismo com o Espírito Santo, são creditados a ação de Deus pelo seu Espírito.

As últimas obras do Espirito de Deus na terra, será a transformação do nosso corpo para o arrebatamento e a ressurreição dos mortos nos dois momentos; momento do arrebatamento quanto a ressurreição de todos os seres humanos.

Aqui reside algo muito sério e nos remete ao Salmo 51:11 quando Davi pede em seu cântico: “Não retires de mim o teu Espírito Santo...”. e


(Ef. 4:30) “ ... E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.”.


III – OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE

3.1 Alguns atributos incomunicáveis.

É indiscutível que os atributos de Deus sejam os mesmos atributos do Espírito Santo como bem descreve o autor:

(Rm. 15:19) Onipotente
(Sl.139:7-10) Onipresente.
(ICo.2:10-11) Onisciente.


3.2 Alguns atributos comunicáveis.
                                                                                             
Creio que os atributos são ditos comunicáveis, no tocante a alcançar os que experimentam o novo nascimento e assim:

Deus é Santo e nele somos santificados.
Deus é bom e enche os nossos corações de bondade.
O Espírito é a verdade e nos torna verdadeiros quando nos firmamos nele.

Os textos bíblicos podem ser tomados no tópico, citação do autor


3.3 O Espírito Santo e a Trindade.

É muito difícil elaborar um texto em comentário de outro sem que em algum momento não transpareça alguma divergência e qualquer perceptível divergência não deve ser considerada como tentativa de desqualificar o autor da lição, servo de Deus respeitado no Brasil.
Como ensinaria meus alunos, diante da classe.

Frases do autor:
“O Espírito Santo é objeto da nossa fé...”.
“...mas também objeto da nossa oração e adoração”.
“Há uma absoluta igualdade dentro da Trindade”.
“O Espírito Santo representa os interesses do Pai e do Filho na vida da igreja”.

Por tudo que já dissemos em relação ao Espírito Santo (Consolador) e Deus querendo esclarecer que Deus não é apenas Espírito como reconhecido pelo Senhor em João 4:24, mas Deus é um ser verdadeiro e criador de todas as coisas.

“Façamos o homem  à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.

Tudo isto para dizer que muitos têm incorrido em erro como:
Dar bom dia ao Espírito Santo quando o seu trabalho é glorificar o nome de Jesus:
(Jo.16:14) “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.. 

Orar diretamente ao Espírito Santo quando Jesus ensinou:
“E tudo quanto pedirdes em meu nome...” (Jo.14:13.”.

Deus é o centro de tudo. Jesus é o enviado de Deus sendo 100% Deus.
O Espírito é quem nos ajuda na fraqueza para que saibamos como convém pedir. (Rm 8:26).

É preciso levar os crentes ao amadurecimento pelo ensino da palavra de Deus. 

IV – PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO.

4.1 As faculdades da personalidade.

O Espírito Santo possui faculdades e por esta razão cremos que fomos assim também criados.

Intelecto, emoção e vontade.

4.2 Reações do Espírito Santo.

Pontos de descrição do autor:

“Ele reage diante de alguns fatos...” cita Ananias e Safira e a revelação de Pedro em Atos (10:19-21) Pedro obedeeu ao Espírito Santo e

“Somos batizados em nome do Espírito Santo” e cita Mt 28:19 onde se lê: “...batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Chamamos a atenção que não dá para batizar em nome de qualquer das personalidades trinitárias.

Dirão alguns: “Mas Pedro batizou em nome de Jesus...” Atos 19:5 entenda-se que Pedro batizava por ordem e autoridade de Jesus; Mateus 28:19 é uma ordenança do Senhor.


Caro professor:

Não podemos ignorar a complexidade do assunto, todavia mantenha o controle da classe, pois se soltar as rédeas, todos quererão emitir parecer e poderão dominar a aula.

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