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sábado, 31 de maio de 2014

EBD LC.9 O MINISTÉRIO DE PASTOR

EBD para o dia 01 de junho de 2014.
PONTOS A ESTUDAR:
I – JESUS O SUMO PASTOR.
II – AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PASTOR.
III – O MINISTÉRIO PASTORAL.



 Em tempo: Não posso dizer que não sei explicar por que esta lição é apaixonante. Em 46 anos de Assembleia de Deus, não me lembro de outra lição com esta abordagem. Dividir 46 anos por trimestres; vejam quantas lições fizeram parte do nosso aprendizado, todavia, posso estar esquecido. Damos graças a Deus por esta riquíssima lição em tempos de crise moral.

O Texto Áureo, começa com a declaração do Senhor: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. Está fácil identificar pastores que dão suas vidas pelas ovelhas?


I – JESUS O SUMO PASTOR.

1.1 Jesus é o pastor supremo.

Se assim o reconhecemos, ser pastor dentro do nosso contexto, significa que somos coadjuvantes e não podemos sequer pensar, que somos mais importantes que o ator principal e querer brilhar mais do que ele.
“É necessário que ele cresça e que eu diminua”. Jo.3:30.
Tenhamos cuidado para que a vaidade não esteja ofuscando Jesus aos olhos daqueles que nos ouvem.

1.2 O pastor conhece as suas ovelhas.

Precisa conhecer de verdade, precisa conhecer suas casas e necessidades ou se a igreja for muito grande, dividir essa tarefa e cobrar o “feedback”. As coisas não podem cair no esquecimento. Considerem Mt. 25:35.

Fazia 15 dias que a irmã Eva estava hospitalizada na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e eu trabalhava em uma empresa com muitas ocupações. Nesse dia, o Espírito de Deus, sacudiu-me e atendi sua voz; programei-me e por volta das 13 horas saí para visita-la, já não aguentava mais essa impossibilidade. Quando me aproximei do leito, ela com um largo sorriso recebeu-me e disse: “Há pouco, um pastor passou por aqui e perguntou-me se queria oração e eu respondi que não, porque o meu pastor estava vindo...”

...Se você não vai visitar suas ovelhas, outros irão...

1.3 O pastor dá a vida pelas ovelhas.

Se não for assim, esqueça essa ideia de querer ser pastor.


II – AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PASTOR.

2.1 As características do verdadeiro pastor.

Excelente o comentário do autor nesse tópico.
Há uma grande questão. Se o pastor for um homem problemático, e infelizmente há muitos por aí, ele achará que tudo o que faz, está correto, mesmo quando muitos dizem com palavras ou no próprio silêncio que algo não vai bem.

A integridade moral do pastor é fundamental para um bom ministério, mas, há outras questões de igual importância para se considerar.

2.2 Exemplo para os fiéis e os infiéis.

Moderação é a palavra de ordem e nesse quesito, o pastor não pode falhar. Vale lembrar o cuidado com o que se ensina, sabendo que na igreja há os que acham que pode comer de tudo e os mais fracos.
Não basta ser moderado para sua igreja, moderado nas relações sociais completam o caráter e a personalidade de um pastor responsável.

2.3 Exemplo para a família.

A família do pastor é um capítulo a parte em qualquer discussão.

Exigir dos filhos que sejam tão brilhantes quanto é exigir demais, todavia, guardadas as devidas proporções, algo que não se pode admitir é uma família de pastor, dentro da igreja, debochando de tudo. Se o pastor é um homem de respeito e dá exemplo disso, sua família com certeza o acompanhará.
A presença do pastor na educação dos filhos, complementada com o trabalho de uma mãe responsável, que responde pela maior parte desse enredo, trará ótimos resultados e alívio à alma.

Nada pior para a família do pastor que sentir-se fiscalizada pela igreja.

Algo que nunca abri mão no meu ministério foi mostrar para a igreja que minha família é constituída de pessoas com iguais sentimentos, merece e precisa ser respeitada.

  
III – O MINISTÉRIO PASTORAL.

3.1 A missão do pastor.

A principal missão do pastor é cuidar do rebanho confiado por Deus.

Quando um jovem me procura para pedir aconselhamento sobre o seu interesse em servir no ministério, logo deixo claro, a importância do estudo e do estabelecimento de uma boa base econômica, social e familiar.

A principal razão disso é que a maioria dos pastores, não trabalha tempo integral na igreja e com certeza, o empenho pastoral vai tomar grande parte do seu tempo e preocupações. Não havendo cuidados nesta parte, a possibilidade de reclamar no futuro será muito grande.

3.2 Uma missão polivalente.

Leia e considere o tamanho do envolvimento pastoral em diversas áreas na vida da igreja, que faz o papel de paizão, avô, ensinador, conciliador, supridor e ainda precisa prestar contas a sua liderança, das finanças, da administração eclesiástica, dos candidatos ao batismo e ainda, atender os pedidos da sua sede.

3.3 O cuidado contra os falsos pastores.

Nessa questão, o pastor precisa ter pulso, pois, de vez em quando, um cooperador querendo fazer um bom trabalho nas festividades da igreja e impressionado com muitos “falastrões” que existem por aí, gostam de convida-los para participar e há pastores que nessa hora, para não desagradar, aceita que venham. O resultado nunca é positivo. Todo cuidado é pouco nessa área e isso vale também para muitos cantores.


Percebo que muitos desejam o ministério por acharem um vislumbre, ser pastor, ter assistência em torno dele. Não é o caminho justificável para uma tarefa árdua que depois de tudo, terá que apresentar os resultados do seu trabalho ao Sumo Pastor, podendo até ser por ele, reprovado.




quinta-feira, 22 de maio de 2014

EBD Lição 8 - O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA

EBD para o dia 25 de maio de 2014.
PONTOS A ESTUDAR:
I – JESUS ENVIA OS SETENTA.
II – A GRANDE COMISSÃO.
III – O DOM MINISTERIAL DE EVANGELISTA.

Em tempo: Não é possível declarar-se um grande evangelista quando a riqueza pessoal cresce na proporção exata e direta do seu ministério. 


Honra devida ao maior evangelista do nosso tempo.
Homem que não trocou a graça por moedas de prata. Billy Graham.
I – JESUS ENVIA OS SETENTA.

1.1 São Poucos os que anunciam.

Penso que esta expressão usada pelo Senhor tem um peso muito maior no nosso tempo. Se usarmos como referencial o aumento demográfico, notamos que a igreja caminha lentamente. A questão é a pura falta de motivação.

Quando falo em motivação, não me refiro à motivação do céu; quem sabe o valor da vida eterna com Deus e a morte expiatória de Cristo não precisa de qualquer motivação ou estímulo. Faz acontecer.

Levando em conta que a igreja exerce o papel de agente da evangelização e precisa de força humana para essa empreitada, não é ser agressivo, se digo que há pastores e por conta das suas muitas ocupações e em alguns casos pura falta de visão, não estimula a igreja a exercitar o valioso trabalho de evangelização.

As igrejas neopentecostais, são um caso a parte nesta questão.

1.2 Enviados para o meio de lobos.

A perseguição já começa quando aceitamos a Cristo e recrudesce quando atacamos o mal.

Quais perigos enfrentamos? Principalmente onde reina o fundamentalismo religioso associado ao fanatismo; é uma combinação explosiva e ameaçadora.

1.3 Os sinais e as maravilhas confirmam a Palavra.

Não há quem pregue a Palavra e não desfrute das bênçãos da ação do Espírito de Deus através de sinais e prodígios. Deus encoraja e acompanha os seus.

Não penso que haja trabalho mais glorioso que o do evangelista ou da evangelização. O púlpito da igreja tirou-me grande parte dessa alegria, pois, a minha vida sempre foi na rua evangelizando; o pastorado atraiu a minha atenção para os problemas internos da igreja. Manter os crentes a salvo tem um grande valor, mas, não tem a mesma alegria que ganhar almas.

II – A GRANDE COMISSÃO.

2.1 O alcance da grande comissão.

Quando se trata dos interesses do Reino, o Senhor não pede, por favor, ele ordena: “Ide...”.

A grande comissão ou a ordem contraria muitos pensamentos que buscam fundamentar a indolência com as seguintes frases: “Vou orar e pedir a direção de Deus...” ou “Ninguém me comissionou...”.

As nossas desculpas para não evangelizar não se sustentam diante do Senhor, por mais que pareçam justas.

Lc. 19:13 – “...Negociai até que eu venha...”.

2.2 O mundo está dividido em dois grupos.

Os que creem e os que não creem. O grupo dos creem não deve descansar na auto confiança pois a cobrança é maior.

Deus exige dos que creem:

a) Fidelidade.
b) Serviço.
c) Permanência.

2.3 A grande comissão hoje.

A informação do autor preocupa quando diz que apenas 33% da população mundial é composta de cristãos e que há perdas, na Europa. A Europa não surpreende com o afastamento do mundo cristão, por dois importantes fatores:

a) O leste europeu seguiu a linha comunista ou marxista onde não há lugar para Deus. b) A Europa ocidental com uma dialética materialista não tem tempo para Deus. As nações islâmicas, um caso à parte e que caso.

III – O DOM MINISTERIAL DE EVANGELISTA.

3.1 O conceito de evangelista.

Expressões como estas, definem o que é o ministério, tanto pelo dom quanto pela paixão:

John Knox – Dá-me a Escócia ou eu morro.
Whitefield - Se não queres dar-me almas, retira a minha.
Matheus Henry – Sinto o maior gozo em ganhar uma alma para Cristo do que ganhar montanhas de ouro e prata para mim mesmo. (desculpem! Lembrei-me dos pregadores da televisão e a visível ânsia de ganhar essas montanhas).

Evangelista não se define com palavras, mas, com sentimentos.

Muitos não sabem o que significa entrar em uma casa cheia de contendas, totalmente esfacelada, encher os corações de Cristo e sair deixando tudo em pé, na mais perfeita harmonia. Isto não tem preço.

3.2 O papel do evangelista.

Quer matar um evangelista? Tente planta-lo como pastor permanente em uma igreja.

Você deve estar se perguntando por que algumas igrejas têm tantos evangelistas em seus púlpitos? Pura questão semântica. O título não faz de uma pessoa um evangelista, nem pela natureza nem pelo dom.

3.3 A finalidade do ministério do evangelista.

Toda igreja precisa de um pastor, mas, precisa ter um evangelista que possa atuar no corpo desta, procurando empurrar a igreja para fora, pois, a maior missão da igreja não está na sua orquestra, no coral, na organização, tudo isto tem o seu valor na realização dos cultos, mas, a igreja não foi chamada para viver de cultos em cultos sob o pretexto de estar adorando a Deus.

Uma questão de fundamental importância e complexa é achar que o pastor precisa viver exclusivamente da igreja e o evangelista, não.

Penso que o excesso de poder e centralização tem sido uma das causas do grande prejuízo para o crescimento das igrejas, todavia, não é um assunto que se permita abrir discussão em EBD pelo fato de encontrarem-se pessoas insatisfeitas e exaltadas.
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REVISÃO 22/05/2014 10H08

sábado, 17 de maio de 2014

A BÍBLIA E OS COMENTÁRIOS DE RODAPÉ.

Por:  Genivaldo Tavares de Melo
SP2014maio.



Quantas Bíblias têm hoje no mercado literário? Confesso que nunca me preocupei em conta-las, mas, penso que um significativo número capaz de atender a todos os gostos e isto pela força da propaganda ou Merchandising elaborados  para atrair os olhares e atiçar as vontades.  Bíblia Pentecostal de Estudos, Bíblia da Mulher, Bíblia Sagrada Pobreza e Justiça, Bíblia Sagrada com devocionais, Bíblia do Obreiro e tantas outras, inclusive aquelas versões que trazem o nome do seu  tradutor ou adaptador.

-Todas as Bíblias são iguais?

Em princípio sim, deveriam ser todas iguais,  lamentavelmente não são pelas razões a seguir:

Temos a mais antiga adulteração da Palavra de Deus, nas versões católicas, produzidas com a intenção de mostrar ao fiel que a Bíblia dos crentes não era verdadeira, portanto, não deveria ser lida.  Não é o propósito deste breve estudo, analisar todos os aspectos dessa adulteração.

Bíblia produzida pela Sociedade Torre de Vigia das Testemunhas de Jeová, quando algumas vírgulas mudam totalmente o sentido do texto.

-O texto traduzido e a linguagem materna.

Os cursos de Hebraico e Grego têm crescido muito para dar aos estudantes o sabor dos textos na linguagem de origem.

Considero tão perigoso quanto às adulterações de textos, são as notas de rodapé.

É uma forte tendência não buscarem a interpretação ou sentido exato do texto sagrado que resguardam mistérios não totalmente misteriosos, mas, que para entendê-los é preciso conhecer a Palavra de Deus de forma panorâmica, como se vê uma cidade a partir da janela do avião na hora do pouso.

Não ficar circulando no emaranhado das ruas e praças no sentido do estudo e análise, mas, extrair do aprendizado, o plano de Deus que passa pelo Antigo Testamento para estabilizar-se no Novo Testamento, pelo cumprimento das profecias e o alcance da plenitude dos tempos.

Além das notas de rodapé, temos ainda uma vasta literatura que conduzem o leitor pelo caminho de um entendimento bíblico que pode estar eivado de erros de interpretação.

Muitos fundamentam os seus conhecimentos com base no entendimento e divulgação feita por escritores, muitos dos quais, sem boa recomendação e perigosamente, estabelecem regras no exercício pastoral, ensinando à igreja à que serve, doutrinas comprometidas com abusos de interpretação de textos, forçando o entendimento de questões bíblicas de suma importância.

Não posso deixar de citar também o quase eterno conflito entre os seguidores de Armínio e Calvino que citam os textos dos reformadores como se fossem a última palavra e a Bíblia só pudesse ser entendida a partir dos seus postulados.

Para não deixar uma pergunta sem resposta que talvez seja feita após a leitura deste enfoque, é se devemos excluir  da vida, as notas de rodapé, a vasta literatura e tratados diversos, qual seria a maneira mais recomendável ou eficaz de se compreender a Palavra de Deus?

Primeiro não é preciso excluir nada que diga respeito à Palavra de Deus. Na segunda carta escrita a Timóteo e já sentindo o fim da carreira, Paulo pede ao jovem discípulo ou ministro que lhe leve os livros e principalmente os pergaminhos (IITm.4:13).

Principalmente os pergaminhos, sabemos o que significa e mais ainda, o Apóstolo deixou transparecer o seguinte pensamento que não seria forçar interpretação se parafrasearmos  com a seguinte oração:   Não podendo trazer os livros, traze principalmente os pergaminhos.  

O fato de ter ao alcance tanta literatura, não significa que devemos sair por aí, comprando tudo de todos.

-Para que uso as notas de rodapé e outros comentários?

Gosto de avaliar e julgar os meus conhecimentos e se alguma coisa não bate, vou buscar outras informações e volto à Palavra de Deus, para avaliar com a própria Bíblia o que realmente significa.

-Ter um pastor que ama a Palavra de Deus é de muita valia.

Lembremo-nos que nem todos tem habilidade em ensinar a Palavra de Deus; conhecem o assunto, mas, sentem dificuldade em comunica-la, sendo humildes, apelarão para a graça concedida a um auxiliar que funcionará como porta voz, na esperança que esse auxiliar não se ensoberbeça e crie problemas para o seu pastor, pois, o dom de Deus é variado e dado a cada um para o que for útil à igreja. (ITm 5:17).

-O que não é bom.

Quando o pastor, sentindo-se inseguro, contrata pregadores de todos os quadrantes da nação e em grande parte, pessoas totalmente sem compromissos com a verdade e ainda, levando o dinheiro da igreja.

-Alguns Passos:

Nunca despreze os ensinamentos do seu pastor; muitos não frequentam os chamados cultos de ensino e aplaudem estranhos até mesmo diante de uma grande heresia.

Considero a leitura bíblica de Gênesis a Apocalipse, como muitos o fazem, uma leitura devocional. Quem quer aprender e conhecer a Palavra do Senhor estuda-a de forma investigativa e não despreza bons livros para confrontar os seus conhecimentos.

-Quem pode nos ajudar no entendimento da Bíblia?

O Espírito de Deus ou Espírito de Cristo ou ainda o Espírito Santo, o Consolador que nos guia em toda verdade. Percebo que lendo qualquer texto e em qualquer versão, não será um ente gramatical mau empregado que nos desviará do verdadeiro sentido textual.  Jo.15:26 e Jo.14:26.

Finalmente, devo dizer que não abro mão da versão de Almeida, Revista e Corrigida, mas, como dizem; cada qual, cada qual. Particularmente, gostaria que toda igreja acompanhasse as leituras, sempre nessa versão.  Gosto do vernáculo dessa tradução.



segunda-feira, 12 de maio de 2014

EBD LÇ.7 - O MINISTÉRIO DE PROFETA

EBD para o dia 18 de maio de 2014.
PONTOS A ESTUDAR:
I – O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO.
II – O PROFETA NO NOVO TESTAMENTO.
III – DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO.


Homens que tinham marcas de profeta e apóstolo: David Wilkerson (esq.) e Eurico Bergstén,
 nossos contemporâneos.
Em tempo: Penso que o dom mais difícil de ser comentado é o de profecia e o ministério de profeta; por qualquer caminho tomado encontraremos os contraditórios, porém, convém ficar na Palavra e com a Palavra e aí, vale a máxima: “Doa a quem doer...”

I – O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO.

1.1 Conceito. O autor descreve bem acerca da figura do profeta no Antigo Testamento e podemos dizer que lá, temos o começo de tudo, desses mensageiros corajosos que enfrentaram adversidades com a vida mais comprometida no período regencial, por razões fundadas na corrupção, velho e conhecido problema.

1.2 O ofício.

Não seria exagero se disséssemos que o profeta era o aviso do juízo de Deus sobre toda impiedade, porém, como descreve o autor, emitia conselhos e advertências. O profeta Jeremias descreve a atuação do verdadeiro profeta diante da resistência de Ananias, um falso profeta que o enfrentara, Jr 28:5-9.

Na condição de conselheiro e profeta das advertências, temos a figura impoluta de Natã, que acompanhou o reinado de Davi e Gade que ofereceu sentença diante do censo levantado por Davi II Sm. 24:11-14.

1.3 O profetismo.

Conhecemos a decadência de Israel, já reclamada por Isaias no capítulo primeiro e após o retorno do cativeiro, as coisas foram se complicando e entra em cena os chamados profetas menores, com um ministério de pouca expressão se comparados a Isaías, Jeremias ou Daniel, porém, contundentes nas mensagens.

II – O PROFETA NO NOVO TESTAMENTO.

2.1 A importância do termo “profeta” no Novo Testamento.

É importante observar com muito critério que o autor não está tratando do dom de profecia daí, referir-se ao papel fundamental deles na liderança da igreja que nos habituamos a chamar de igreja primitiva.

2.2 O ofício do profeta neo-testamentário.

Algumas citações de profetas no Novo Testamento fazem referência aos pilares do Evangelho, que tem base na palavra dos profetas do Antigo Testamento e a figura do profeta no Novo, é uma figura polêmica pelas razões que descrevo:

A) Em plena dispensação da graça, levanta-se Ágabo (Atos 11:28) e prediz grande fome, mas, essa figura de profeta cessou, pois, as maiores profecias e fechadas, estão nas páginas sagradas com relação a todos os acontecimentos que definirão o final dos tempos, as guerras, as fomes as doenças e etc. Isto não significa que Deus não possa usar alguém para prevenir de algum acidente.

B) Atos 11:27 declara que desceram de Jerusalém para Antioquia, alguns profetas e entre eles, Ágabo que prediz a prisão de Paulo, Aos 21:10-11.

O profeta de Efésios. 4;11 ainda subsiste na igreja pela graça do Senhor, porém, não anda por aí pregando a “autoridade apostólica e profética”.

2.3 O objetivo do dom ministerial de profeta.

Como disse na lição anterior, volto a repetir; a igreja não ordena ninguém para o exercício do ministério de profeta.

O ministério de profeta reveste o servo de Deus para pregar com autoridade profética, revelando segredos do coração, admoestando ou consolando com autoridade sentida pela igreja. O servo de Deus que sente essa autoridade, não se jacta pelo reconhecimento das palavras pregadas com autoridade; essa é a diferença entre o que de fato é e o que dizem ser.

III – DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO.

3.1 Simplicidade x arrogância.

Lembro-me de um pastor que arrogantemente falou aos ministros presentes na reunião, uma palavra de censura colocando-se como exemplo; depois disso, a queda foi fragorosa.

A arrogância ou a simplicidade são percebidas pelo tom de voz; pode-se perceber também quando alguém se sentido importante, trata seus pares com desprezo.

A arrogância tem sido a marca de muitos pregadores.

3.2 Pelos frutos os conhecereis.

Conhece-se o homem não pelo que ele diz ser e sim, pelo seu viver. Os frutos revelam a qualidade do produto. A Palavra de Deus nos dá elementos para avaliar os que dizem ser alguma coisa e isto não é pecado. Apocalipse 2:2.

3.3 Ainda sobre o falso profeta.

Não se deve aplaudi-lo pela eloquência que sempre possuem de sobra. O homem esperto e eloquente faz muito estrago e é preciso identifica-lo e afasta-lo por ser um perigo real para a igreja do Senhor.

Infelizmente, muitos “falsos profetas” são contratados para pregar em nossas igrejas e aplaudidos; sendo esta a razão do aparecimento cada vez maior dos que falam “em nome do Senhor” e que enriquecem a custa da simplicidade do povo de Deus.

É inegável que há homens direitos que vivem do expediente de pregar em igrejas, que precisam ser ajudados; o que não pode é se usam esse expediente para fugir do labor diário.

Números 11:29 “E disse-lhes Moisés: Queria que todo o povo de Deus fosse profeta...”.

sábado, 10 de maio de 2014

EBD LC 6 O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO

EBD para o dia 11 de maio de 2014.
PONTOS A ESTUDAR:
I – O COLÉGIO APOSTÓLICO.
II – O APÓSTOLO PAULO.
III – APOSTOLICIDADE ATUAL.


Em tempo: Sei que quando este comentário cair no domínio público, a lição desse domingo já terá sido ministrada. Peço desculpas, estou convalescendo de uma cirurgia, mas, não quis deixar passar em branco.


I – O COLÉGIO APOSTÓLICO.

1.1 O termo “apóstolo”.

Buscam-se explicações para o sentido do termo apóstolo e penso que a Bíblia explica o suficiente pelo motivo percebido no texto sagrado. Chamados  por JESUS para acompanha-lo e servi-lo fazendo da vida deles uma escola de preparação de ministros como nunca houve em todo o tempo.

1.2 O colégio apostólico.

Colégio apostólico é um termo usado para descrever o grupo dos doze que formaram a base ministerial para dar continuidade à obra do Evangelho. Jesus sabia e tinha dito sobre o curto tempo que passaria com eles.

1.3 A singularidade dos doze.

A singularidade está basicamente na forma e por quem foram chamados; o tempo da chamada e a oportunidade de terem estado com o Senhor. O fato de terem andado com Cristo pode ensejar a declaração ou reconhecimento de que não haja mais apóstolos em nossos dias. Certamente, com o mesmo perfil, não há, todavia, é um dos cinco dons ministeriais e é preciso compreendê-lo.

II – O APÓSTOLO PAULO.

2.1 Saulo e sua conversão.

O colégio apostólico é marcado por dois fatos interessantes:

A)   No capítulo primeiro de Atos versos 15-26 tivemos uma substituição no colegiado; com a morte de Judas, escolheram Matias de quem, pouco ou nada se sabe. Algum mérito de vida ele tinha para ser alvo da escolha que nada tinha de política.
  
B) A entrada de Paulo, que contra a natureza  é enxertado no colegiado. O apóstolo dos gentios altera a estrutura do colégio, pois, são treze, não obstante, o número doze manter uma estreita relação com os doze patriarcas de Israel. Paulo exerceu muita influência na vida dos doze apóstolos.
  
2.2 Um homem preparado para servir.

Não há qualquer dúvida que Paulo deixou o legado que os futuros seguidores do Evangelho precisariam para servir o Senhor. Tudo que surgiu posteriormente e isso incluem os reformadores e seus ensinamentos, são apenas interpretações e reflexos daquilo que o Apóstolo dos gentios deixou escritos.

2.3 “O menor dos apóstolos”.

Dispensa comentários. Hoje todos querem ser, os maiores.


III – APOSTOLICIDADE ATUAL.

Quero resumir a parte final em único comentário para dizer que há sim, apóstolos na atualidade, porém, a igreja não reconhece ministerialmente os apóstolos, os profetas e os doutores que são reconhecidos pelas ações de cada um.

A) Por que a igreja reconheceria fisicamente alguém como profeta, para profetizar exatamente o que? Já temos tantos profetas e tantas profetadas.

B) Por que a igreja reconheceria fisicamente alguém como apóstolo se a base tinha sido montada pelo próprio Senhor Jesus, para substituir qual dos doze? Já temos tantos querendo ser apóstolos e não são.

C) Por que a igreja reconheceria fisicamente alguém como doutor, quando vaidosamente muitos querem ser “doutor”, não entendendo sequer o que dizem.

Temos sim, homens de Deus que pela singularidade do trabalho despretensioso, tanto pela vocação quanto pelo estilo de ministério, a semelhança com os que de fato, foram apóstolos do Senhor. O dom ministerial descrito em Efésios 4:11, garante isto sem conceder o status. Se não for para o aperfeiçoamento dos santos, esses dons perdem o seu valor na vida de muitos.

sábado, 3 de maio de 2014

EBD Lç.5 DONS DE ELOCUÇÃO.

EBD para o dia 04 de maio de 2014.
PONTOS A ESTUDAR:
I – O DOM DE PROFECIA.
II – VARIEDADE DE LÍNGUAS.
III – INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS.



Em tempo:  ICo. 12:7 “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil”. Se todos entendessem o significado de útil no texto, a nossa comunhão seria enriquecida no limite.


I – O DOM DE PROFECIA.

1.1 O que é dom de profecia?

Já ouvi todo tipo de absurdo pelo mau uso desse dom; de casamento a descasamento, de busca do reino dourado a sepulturas fechadas.
Normalmente, quem faz mal uso dos dons, sempre pede que nada se conta ao pastor e aí, sempre ensinei que quando o tal “vaso” diz para não contar ao pastor, toda suspeita sobre essas verdades proféticas.

O autor descreveu bem; a finalidade da profecia é para consolar, edificar e exortar e também não precisa usar os famosos jargões: “Assim diz o Senhor” e “Meu servo, eis que te digo...”

1.2 A relevância do dom de profecia.

Quando se fala sobre as possíveis origens das profecias ou suas falas, repetidas pelo autor e que reproduzo como sendo: Deus, o homem e o Diabo, muitas pessoas torcem o nariz, mas, não tem jeito, pois isto é uma grande e bíblica verdade, portanto, cabe a igreja, ser bem ensinada e fazer valer esse ensino para não comer gato por lebre.

Quero lembrar que muitos confundem revelações gerais com profecias e sendo uma ou outra, não precisam ser pronunciadas naquele momento, às vezes, interrompendo a mensagem no culto, achando que a profecia é superior a Palavra.

Enfim, não dá com pouco espaço e tempo de aula, dizer tudo sobre profecias.

O professor precisa sustentar o comando da aula, porque, nessas questões, todo mundo quer contar suas experiências.

Sendo um dos mais relevantes dons por comunicar de forma clara, a vontade de Deus sobre certas situações, todos os dons tem igual importância quando bem usados e compreendidos.


1.3 Propósitos da profecia.

O que não é o propósito das profecias? Guiar a igreja nas suas decisões ou a vida pessoal; substituir os ensinamentos bíblicos, pois estes tem origem em Deus pelo seu Espírito e não podem sofrer por ordem de prioridades nem são suplantados pelas profecias.

Um dos principais propósitos da profecia, ordenar as coisas e situações que estejam prejudicando a caminhada da igreja.

Tem ocorrido também, de pessoas não cristãs estarem visitando a igreja e serem alcançadas pela palavra profética.


II – VARIEDADE DE LÍNGUAS.

2.1 O que é o dom de variedades de línguas.

O dom que envolve a igreja com diversas falas, podendo ser idioma pátrio de alguma nação ou povo ou mesmo que alguém fale uma diversidade delas, todavia, lembrando sempre que em cultos públicos, faz-se necessário a interpretação ou que seja levado em conta a recomendação do Apóstolo Paulo: “Fale consigo mesmo e com Deus”. ICo 14:28.

É bom lembrar que Paulo usa repetidas vezes, orarei e cantarei com o espírito, mas, também com entendimento.

Não se pode achar que o Espírito de Deus controla o corpo e a mente como acontece no espiritismo.

Muitos brincam por conta dos chamados “retetés” existente por aí e muitas vezes produto de uma alma dominada puramente pela emoção. Tive a felicidade de falar alguns tipos de línguas e de ouvir também interpretações, transformando-as em profecias para a igreja.

Nunca use em seus comentários, principalmente nas redes sociais, escritos debochados em relação as coisas vistas nas igrejas. Faça sempre um comentário sério e sólido.

2.2 Qual é a finalidade do dom de variedades de línguas.
Alimentar a alma em primeiro plano e em segundo plano, a igreja. Quando se está em reunião de oração, nada melhor que ver e ouvir um irmão do seu lado, chorando e falando em línguas, sem estardalhaços.

2.3 Atualidade do dom.

Os dons são para os nossos dias. A questão é que a atual conjuntura, de um lado, o excessivo conforto do crente com a obtenção de melhor renda o leva para outras prioridades e de outro lado, o mau uso dos dons.

Qualquer que seja a realidade, não importa, o Espírito de Deus ainda está conosco e opera tudo em todos.

A palavra chave é: CRER.


III – INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS.

3.1 Definição do dom.

Evitar a confusão no culto. Confusão não pela ordem ditada; pela Palavra de Deus, mas, quando as coisas ficam apenas na área do domínio humano sem o uso da razão.

3.2 Há diferença entre o dom de interpretação e o de profecia?

Por que, o Espírito de Deus distribuiu à igreja esses dois dons? Não bastaria o de profetizar?

Primeiro: Não nos esqueçamos de que somos o barro e o Senhor, o oleiro, portanto, nunca perguntamos para ele o porquê.

Segundo: A soma dos dons foi dada à igreja para que ela saiba que está sendo guiada pelo próprio Deus.

A única diferença entre os dons de profecia e interpretação está na ordem de produção. Como cada um é produzido, mas, a finalidade é a mesma.

Quem já participou de culto onde há línguas e interpretação, sabe a beleza espiritual que isto representa.