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segunda-feira, 31 de março de 2014

EBD: LIÇÃO 1 - 2º TRIMESTRE DE 2014 - E DEU DONS AOS HOMENS

EBD para o dia 6 de abril de 2014.
PONTOS A ESTUDAR:
I – OS DONS NA BÍBLIA.
II – OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS.
III – CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS.


Em tempo: Vários fatores têm levado ao esfriamento e certamente, ao longo do trimestre serão abordados, todavia, retornar ao princípio é como desejar uma nova reforma. Lutero encarou o clero romano, hoje a nossa luta seria dentro de casa, principalmente contra abusos cometidos por igrejas ditas neo-pentecostais.

I – OS DONS NA BÍBLIA.

 1.1 No Antigo Testamento.

 A questão vernácula que aplica o termo como “dádiva” nesta dispensação, se e quando usadas na antiga aliança, é próprio, pois, toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, vem de Deus; Tg.1:17.

As manifestações ocorridas na vida, principalmente dos profetas, como Moisés, Elias e Eliseu, diferenciam-se de nós quanto à forma e autoridade.

 Para os profetas, o poder descia direto do trono de Deus para suas vidas com objetivo de mudar o rumo da história nos seus momentos. Para nós, o agente é o Espírito Santo que atua pela igreja para quem, o mesmo Espírito ditou regras que precisam ser obedecidas.

1.2 No Novo Testamento.

Os dons espirituais não estão circunspectos ao ministério e sim, disponibilizados a todos os crentes. Essa verdade nos leva a pensar que quanto a ação, que não pode fugir a regra da igreja bíblica, somos com os pastores, alinhados na busca dos povos; não há maior ou menor.

 Os pastores ou ministros, além de receberem os dons espirituais pelo batismo com o Espírito Santo, foram ainda agraciados com os dons ministeriais com as virtudes recorrentes ao labor pastoral.

 1.3 Uma dádiva para a igreja.

Ao dividir o assunto em três categorias, o autor não se restringe aos dons espirituais de ICo 12, pois, quando se fala em dons, a relação é ainda mais extensa, daí, feita essa divisão com base em: Rm 12:6-8 Profecia, ministério, ensino, exortação, o dom de repartir, presidir e o exercício da misericórdia. ICo 12: sobre a diversidade de dons. Ef. 4:9-12 que trata dos dons ministeriais.

Penso que essa relação não está exaurida. Reproduzir o esquema em “orientação pedagógica” página 4, vai enriquecer e facilitar a compreensão da matéria proposta.

II – OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS.

2.1 Dons relacionados ao serviço cristão.

Considere com os alunos o que o autor propõe em conhecimento neste tópico, pois, há uma grande falta em nosso meio e a causa disso é grave, pois, sem o exercício do serviço cristão listados no texto de Romanos 12, dificulta não somente a nossa relação com Deus, mas, a obtenção e uso perfeito dos demais dons.

Muitos púlpitos dão pouca importância ao serviço cristão. Se o ministro tem os membros demasiadamente curtos (braços e pernas) para dar e para evangelizar, a tendência será ter atrás de si, um povo sem qualquer estímulo nessa direção. Não nos esqueçamos de Isaias 1:17.

2.2 Conhecendo os dons espirituais.

O texto é longo, mas, vale a pena considera-lo com os seus alunos.

Desse ponto, chama minha atenção para: “...a vida pregressa dos membros envolvidos com idolatria. Muitas manifestações espirituais lembravam a experiência mística das religiões de mistérios.”.

Nos dias atuais, pessoas advindas de religiões que cultivam manifestações espiritualistas, quando não nascidas de novo, acabam misturando as verdadeiras manifestações bíblicas sobre os dons com experiências passadas.  É decorrente da facilidade com que muitas pessoas se tornam membros da igreja.

2.3 Acerca dos dons ministeriais.

Considere com seus alunos este tópico e faça-os refletirem sobre o final quando o autor afirma que: “O exercício ministerial está ligado a concepção evangélica de serviço, jamais à perspectiva centralizadora e sacerdotal do Antigo Testamento”.

Consideremos isto, levando em conta que muitos estão usando figuras, símbolos e títulos que eram exclusivos dos sacerdotes e levitas, daí considerarmos imprópria a designação de Levita para cantores ou qualquer outro servidor da igreja.

III – CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINITSRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS.

3.1 Os dons são importantes.

Sempre foi percebido que certa soberba nos envolveu, fazendo-nos sentir mais completos que os crentes tradicionais cessacionistas. O maior problema está no mau uso do dons, praticados por pessoas que não se dobram ante a Palavra de Deus. Há o aspecto negativo de pessoas que dizem ser batizadas com o Espírito Santo sem contudo, produzir frutos que autentique essa divina graça.

3.2 Diversidade dos dons. Sem dúvida, dos dons, os nove são os que causam maior preocupação quanto ao uso e aplicação.
a - São manifestações espirituais.
b - Há governo para uso dos dons, pelo qual, não se pode alegar que o uso desordenado esteja na liberdade que o Espírito nos concede.
c - Assim como Paulo ensinou a igreja de Corintos, dizendo-lhes que não queria que fossem ignorantes quanto a este assunto, nós temos o dever de ensinar os crentes atuais, mesmo diante de muita rebeldia.

3.3 Autossuficiência e humildade.

Leia para os seus alunos, com calma, este tópico e mostre-lhes o perigo da soberba, da exaltação que tem sido comum em muitos lugares, quando pessoas se acham acima de tudo, de todos e até do ministério por entender ser portador da excelência dos dons.

 A GLÓRIA É SEMPRE DE DEUS.

terça-feira, 25 de março de 2014

EBD O LEGADO DE MOISÉS.


EBD para dia 30 de março de 2014
PONTOS A ESTUDAR:
I – OS ÚLTIMOS DIAS DE MOISÉS.
II – MOISÉS, PASTOR DE ISRAEL.
III – APRENDENDO COM MOISÉS.

Em tempo: Moisés nos deixou exemplo de verdadeiro líder e um dos momentos marcantes em sua vida, foi sua fidelidade na construção do tabernáculo, como administrou os recursos entregues pelo povo.
  

I – OS ÚLTIMOS DIAS DE MOISÉS.

1.1  As palavras de despedida.

O cuidado de Moisés em levar o povo a refletir nos erros do passado e na importância de obedecer a Deus passando a mesma cultura para as gerações posteriores mostram o papel de um verdadeiro líder.

Um verdadeiro líder deve preparar o seu sucessor e confiar-lhe a responsabilidade na condução do povo, enquanto tem algum vigor e pode acompanhar a sucessão. Josué aprendeu bem com Moisés.


1.2  Moisés incentiva o povo a meditar na Palavra.

Estimular o povo a meditar na palavra não é o mesmo que fazer maratona de leitura bíblica como alguns orgulhosamente ostentam e cantam em “prosa” nos púlpitos: “Já li a Bíblia 20 vezes...”.

Ler a Bíblia 20 vezes não é o mesmo que meditar na Palavra do Senhor e se esforçar para praticar os seus ensinamentos. Contudo, não desprezo os que se aplicam aos programas de leitura da bíblia.


1.3  Moisés vê a terra prometida e morre.                  

Era Moisés da idade de 120 anos quando morreu e Deus ocultou o corpo de Moisés, com certeza, para que não aplicasse nele,  a técnica do Egito de embalsamamento e o venerassem  até o dia de hoje. Por muito menos adoraram a serpente ardente que Moisés levantou no deserto. Nm 21:9 e IIRs 18:4.



1.4 Moisés nomeia seu sucessor.

Consideremos o comentário do autor com relação a sucessão. Muitos não o fazem e quando morre, a igreja fica cercada de lobos dispostos a tudo incluindo violência física para assumir o pastorado. É preciso saber a hora de parar.



II – MOISÉS, PASTOR DE ISRAEL.

2.1 Homem de Deus.    

Homem de Deus não é aquele que construiu o maior templo do ministério e sim, aquele que soube conduzir o povo em torno de Jesus; que cumpriu bem e biblicamente a carreira proposta, preparando o povo para todo embate.


2.2 Homem de oração.                            

Moisés buscava na oração, conhecer os caminhos do Senhor para melhor conduzir o povo e; “mostra-me a tua glória”.

Os crentes precisam correr atrás desses dois objetivos?
O caminho e a glória estão reveladas no novo testamento de maneira evidente para que ninguém tropece na vida cristã.

A oração deve buscar conforto para a alma, adoração e intercessão.


2.3 Homem de fé.                              

Lembrar que os milagres realizados por Moisés tinha como importância, convencer Faraó para deixar o povo de Israel sair.

Os milagres não devem fazer com que o homem cresça e Jesus diminua.

Os milagres são ferramentas poderosas de convencimento na pregação do evangelho.

     

III – APRENDENDO COM MOISÉS.


3.1 A cultivar comunhão com Deus.

Quando se fala em cultivar comunhão com Deus nestes dias, logo vem a mente os devotados que oram nos montes, encontram nomenclaturas para dar título novo a uma matéria antiga como; “crentes reformados”, “varões de fogo” e tantos outros, deixando de lado o que é verdadeiramente essencial.

É difícil compreender como se pode aplicar tanto esforço para conhecer Deus pela teologia ou por jejuns e consagrações prolongadas com profundas abstinências sem se preocupar em agir de forma coerente, como Jesus ensinou sobre os verdadeiros adoradores que se completa com o chamado para socorrer os aflitos, aquecer os desprotegidos, aplacar a fome de quem precisa, nem mesmo com os domésticos da fé.

Só mesmo repetindo a leitura de Isaias 1:17.

3.2 A ter comunhão com outros crentes.

Ter comunhão com outros crentes é amar, seja de qual igreja for, afinal de contas, que culpa tem os discípulos de terem maus líderes? Ressalvo apenas os humildes que certamente procuraram apoio espiritual em alguma igreja tradicional e não encontraram.

Cobramos justiça e não praticamos a verdadeira justiça.

Quando Jesus formou a sua igreja e soprou sobre ela dando-lhe vida (Jo.20:22), não a instituiu para o fim que tem sido dado; que esqueçam da palavra do Senhor: “Misericórdia quero e não sacrifício” Mt.9:13 e 12:7.

Não se despreza por conta de conhecer a Palavra de Deus, a dedicação ao jejum e a oração de forma conveniente e despretensiosa.

 Atos 2:26-47 – Perseveravam unânimes no templo e comiam juntos com singeleza de coração.


3.3 Aceitar o ministério de líderes piedosos.

Considerem a importância das palavras do autor quando diz: “Os líderes são instrumentos de Deus para alimentar e nutrir seu povo...”.

Muitos ignoram isto:
Os departamentos que existem nas igrejas, fazem dos crentes alvos de convite para lidera-los, pastores de grupos menores com a mesma obrigação ou dever que tem o pastor com o grupo maior, com a igreja. Se cumprirem bem o papel, os resultados serão ótimos, para todo o conjunto.

Fica mais fácil, o professor da EBD, a dirigente do círculo de oração, o maestro do coro da igreja, do conjunto de jovens,  a jovem monitora das crianças entre outros, acompanhar as vidas, pautar as necessidades de cada uma, daquilo que muitas vezes escapa aos olhos do pastor da igreja por tantos outros compromissos.

3.4 A ter cuidado com os inimigos.

Os inimigos estão por toda parte com aparência de piedade 2Tm 3:5.

É preciso ter muita cautela, pois, pessoas nada convertidas que foram agregadas a igreja fazendo-a inchar em número, carregam no coração os vícios do mundo, principalmente com relação a costumes imorais, como as relações físicas homossexuais; isso está tentando minar a igreja, infelizmente começando por muitos púlpitos corrompidos.

sábado, 22 de março de 2014

EBD LC.12 A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES.

LIÇÃO 12 A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES.
EBD para dia 16 de março de 2014 PONTOS A ESTUDAR:
I – A CONSAGRAÇÃO DE ARÃO E SEUS FILHOS.
II – O SACRIFÍCIO DA POSSE.
III – CRISTO, PERPÉTUO SUMO SACERDOTE.



Em tempo: Na plenitude dos tempos, o Messias, Jesus fez a obra completa, não obstante, muitos acharem que precisam de um outro mediador demonstrando a falta de confiança nas Escrituras.

I – A CONSAGRAÇÃO DE ARÃO E SEUS FILHOS.

1.1 A lavagem com água.
O texto de Êxodo 12 mostra-nos o quanto era cheio de detalhes o ato de consagração do sacerdote e tanto Arão quanto a sua posteridade deveriam seguir à risca essas recomendações.

Assim, aprendemos que os cultos da nova aliança têm suas regras bíblicas, não como mandamento, mas, como instrução onde não cabe fazer o que se faz nos dias de hoje:

a) Cada um dá o clima e a cor que entende para atrair público.
b) Quanto mais espiritualizado for, maior a frequência dos admiradores.
c) Perceba-se também que na dedicação não cabiam os arranjos de última hora como muitos fazem hoje, seja para cantar ou pregar.

No Salmo 119.9, há resposta de como devemos purificar o nosso caminho e doutrinariamente temos dois elementos no Novo Testamento: Água e sangue.

a) ficamos limpos com a lavagem da água pela palavra (Jo. 15:3).
b) Fomos purificados dos pecados pelo sangue (IJo 1:7).
c)  Não confundir a ação do sangue na purificação dos pecados com o mesmo elemento na ceia do Senhor que é um memorial e como tal, não purifica o pecado dos participantes.

1.2 A unção com azeite.
Usado na consagração dos sacerdotes, hoje é usado sobre enfermos. A separação de ministros são chamadas e ordenanças bíblicas que dispensam o uso do azeite: “Disse o Espírito do Senhor: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”.

Atos 13:2. A unção é um ato privativo do ministro ou presbítero, não é ato de domínio público e a oração da fé, salvará o doente Tg. 5:14-15. Já orei por muitos sem unção com resultados positivos, isto não significa desvalorizar a unção, mas, apenas mostrar o quanto podemos fazer, estando na direção de Deus.

1.3 Animais são imolados como sacrifício.
A sociedade moderna que se debate em defesa dos animais e os que se declaram inimigos dos abates, tem transformado essa questão em questão quase religiosa. Os tais deveriam dizer aos leões das savanas africanas que não fizessem o mesmo com os gnus, de forma tão dilaceradora de fazer pena e os homens não deveriam matar baratas e outros insetos que pertencem ao reino animal.

Ao criar o mundo, Deus entregou o controle das coisas físicas ao homem e os animais para os alimentarem. Concordo apenas em que, a morte de qualquer animal deve ser a menos dolorosa possível por pura questão de humanidade (nossa).

Na cadeia alimentar, os animais nos servem de alimento, porém, n’uma floresta, um vacilo e o papel se inverte. Os sacrifícios no altar eram necessários e todos estes, foram substituídos por único e perfeito sacrifício.

II – O SACRIFÍCIO DA POSSE.

2.1 O segundo carneiro da consagração.
Muitos podem perguntar a razão de tanto e rigoroso detalhe nos sacrifícios. Tudo tinha que ser seguido pelos sacerdotes e sua posteridade; era o preço que pagavam para resgatar o direito de perdão pelas faltas cometidas.

Hoje não precisamos de qualquer sacrifício, exceto, o aperfeiçoamento da fé pelas obras, tão importantes em nossas vidas como foram os sacrifícios nas vidas deles.

Em nossas igrejas, tem crentes tão preguiçosos que se pudessem, faziam ensaios dos coros e das orquestras, junto com os cultos noturnos e de preferência, somente nos domingos à noite.

Poucos querem pagar o preço para fazer o melhor para Deus. Já tive o desprazer de ver pessoas ensaiando o seu “hino para louvar a Deus” nos fundos da igreja, pouco antes de começar o culto.

2.2 Sacrifícios diários.
Assim como o fogo devia arder continuamente no altar, devem ser as nossas vidas.

O professor deve chamar a atenção dos alunos para o relaxamento do culto citando Isaías 1:11-17 dando ênfase ao verso 17 que é a causa do que acontece no verso 18; “Vinde então e argui-me, diz o Senhor...”.

III – CRISTO, PERPÉTUO SUMO SACERDOTE.

 3.1 O sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
Melquisedeque era real a quem Abrão tendo encontrado, deu o dízimo das suas conquistas. Era um tipo de Cristo e talvez, muito mais. Era o rei de Salém. Salém, antigo nome da cidade de Jerusalém ou cidade de paz.

3.2 O sacrifício perfeito de Cristo.
O perfeito sacrifício de Cristo substitui qualquer outro. Há crentes que confundem dedicação ou consagração como queiram chamar, com sacrifícios acima das forças humanas fazendo o corpo adoecer como o que ocorre com jejuns prolongados e formas assemelhadas.

O que precisamos hoje é ter uma vida ativa e em obediência a Palavra do Senhor, novamente cito Isaías 1:17-18.

3.3 O sacrifício eterno de Cristo.
O sacrifício de Cristo para remir a criatura dos seus pecados com vistas a apresentá-los a Deus, não exige a ingerência de Maria no “rogai por nós...” nem de qualquer outro apóstolo.

 Jesus deixou livre a entrada para permitir que o homem peça diretamente a Deus e seja ouvido.

sábado, 15 de março de 2014

O DESERTO DE CADA UM.


Genivaldo Tavares de Melo

Todos os grandes homens de Deus, cuja história e atuação conhecemos pela leitura da Bíblia Sagrada, não começaram suas vidas nas escolas palacianas, e sim nos desertos. O deserto ensina e molda, o palácio dá conhecimento e sufoca.

A vida do patriarca Abraão foi marcada por vicissitudes, encarando inimigos, buscando alinhar os planetas com o seu sobrinho Ló, mantendo compreensível relação com sua mulher Sara, que queria filhos e não os tinha, salvando-se pela promessa cumprida de Deus, mas, além e acima de tudo, Abraão preservou a fé e foi chamado de amigo de Deus. Seja assim com todos nós.

Moisés. Se não tivesse caráter, jogaria o jogo da política palaciana para preservar-se no poder; manteria ocultas suas origens com negação do seu povo. O deserto deu-lhe a oportunidade de rever os valores aprendidos no Egito; se já era humano, diferente da casta dos faraós, tornou-se ainda mais humano convivendo sob as tendas de Jetro, mais tarde, seu sogro. Não podemos nos esquecer que a providência divina deu-lhe uma ama que não por acaso, era sua própria mãe Joquebede (Êx.6.20) que com certeza não poupou esforços para que ele preservasse a lembrança de quem era.

Moisés no deserto. Foram 40 anos de idas e vindas sob o sol ou sob o frio da madrugada, momentos que desenvolveram nele a dureza do ferro, uma austeridade não conseguida na vida palaciana. Familiarizou-se com a região por onde mais tarde conduziria o povo de DEUS.

Moisés e o encontro com Deus (Êx. 3). Que Deus está em toda parte, disso não temos dúvida quando por Isaias disse: ”O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés” (Is.66:1), portanto, Deus é comumente encontrado onde o desejam.

O deserto faz de nós, homens e mulheres, capazes de enfrentar as agruras da vida sem se dobrar sob o choro do sentimento de impotência.

Elias o tisbita. Quem foi profeta como ele? Claro que nos assuntos bíblicos não se pode dar nota aos atos de cada um para compará-los, visto que todos foram usados por Deus dentro de um contexto histórico. Por exemplo: Quem não gosta do Micaias, filho de Inlá, e da sua postura como homem de Deus diante do rei Acabe, contrapondo-se aos seus propósitos, quando quase 400 profetas falavam com a mesma voz, a favor do rei e da sua intenção? Micaías era outro que não dormia no palácio (1 Rs 22.1-28)..

O deserto foi a forja de Elias. No deserto não havia guloseimas para comer, João Batista que dissesse algo a respeito, todavia, o sustento de Deus era garantido como ele garante o nosso. Os corvos tiveram seus nomes trocados em nosso tempo. Deus permanece fiel. Sobre os trajes? Ele e João Batista compraram na mesma boutique.

Elias foi o único homem profeta que ousou profetizar a Acabe usando o seu próprio nome como autoridade:: “...Vive o SENHOR, Deus de Israel, em cuja presença estou que nestes anos, nem orvalho nem chuva haverá segundo a minha palavra”. Corajosamente, enfrentou a corrupção do rei e sua mulher Jezabel, que conseguiram transformar o culto de Javé e para Javé, em um danoso culto a Baal, deus canaanita, fazendo muitos seguidores, corrompendo os sacerdotes do Senhor.

Os grandes feitos de Elias estão registrados, para que possamos confiar mais. O Deus de Elias se deu a conhecer ao mundo com o nome de Jesus. É o nosso Apóstolo e Sumo Sacerdote.

João Batista. Pelas poucas informações que temos a respeito dele, muito cedo deixou a casa dos pais para viver no deserto. Quem quantificou o valor de João em relação aos demais profetas não foi qualquer estudioso da Bíblia, foi o próprio Senhor Jesus que a respeito dele disse: “E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista; mas, o menor no Reino de Deus é maior do que ele”.

A vida confortável dos grandes centros e as oportunidades oferecidas têm afastado muitos do convívio da igreja, ou se frequentam com alguma assiduidade é uma vida cristã totalmente isolada ou egocêntrica. Ninguém quer compartilhar a sua fé, cujo compartilhamento só entendemos com ações eficazes para beneficiar os que precisam de algum socorro. A isto, chamamos de mordomia cristã. Somos e devemos ser mordomos fieis dos bens confiados a nós, dados por Deus por sua graça e bondade.

Enfim, se quisermos reforma, esta precisa começar em cada um de nós de maneira evidente, capaz de promover fascínio sobre os que passam pela nossa vida, lembrando sempre que vaidade pessoal não combina com a humildade lembrada por Jesus ao falar de João Batista.

A lição que extraímos é bem simples. Se para a sociedade você vale quanto pesa em termos de posse e conhecimentos, para Deus você vale o quanto renuncia pelo Reino de Deus. Poucos crentes se dispõem a uma vida de renúncia, e essa é a razão da escassez em virtudes e poder que a Bíblia disponibiliza como ferramenta para engrandecimento da obra do Evangelho.

quinta-feira, 13 de março de 2014

EBD LC.11 DEUS ESCOLHE ARÃO E SEUS FILHOS PARA O SACERDÓCIO.


LIÇÃO 11 DEUS ESCOLHE ARÃO E SEUS FILHOS PARA O SACERDÓCIO. 
EBD para dia 16 de março de 2014 
PONTOS A ESTUDAR:
I – O SACERDÓCIO. 
II – A INDUMENTÁRIA DO SACERDOTE. 
III – MINISTROS DE CRISTO PARA A IGREJA.


Em tempo: Tudo quanto foi determinado por Deus à antiga dispensação, é exclusivo deles. É impróprio a igreja criar figuras como: Levitas, sacerdotes ou se utilizar de símbolos que não dizem respeito a igreja por mais piedoso que possa parecer.

I – O SACERDÓCIO.
1.1 O sacerdote.
O fato de Deus ordenar a Moisés, a escolha de Arão e seus filhos nos leva a pensar sobre importantes assuntos:

a) Não ficou na mão de Moisés, determinar quem e como seria o sacerdote.
b) Deus continua ativo na escolha dos seus ministros. Os que são chamados por Deus como Arão.
c) Se alguém deseja o episcopado excelente obra deseja, disse o apóstolo Paulo, essa afirmação não invalida a ação de Deus na escolha.
d) A determinação do uso da indumentária sacerdotal não nos força usar o paletó e a gravata nos dias atuais, sendo isto, uma cultura tão arraigada que se estiver sem, sinto-me nu diante do povo.

1.2 O ministério dos sacerdotes.
O estabelecimento sacerdotal era coisa tão séria que não se podia compreender um sacerdote sem a sua indumentária e fora do templo cuidando de coisas seculares.

O ministro ou pastor deveria ater-se ao seu ministério e fazer o que lhe é determinado pela Palavra de Deus; cuidar do rebanho. Quer ser político, sem problemas, entregue a igreja para quem é realmente pastor e valoriza sua chamada. Ninguém pode servir a dois senhores.

Não é pecado o ministro pastor, trabalhar para o seu sustento, todavia, considerando a atual conjuntura das igrejas no tocante a sua condição financeira confortável para a maioria delas, o pastor trabalhar fora tem grandes inconvenientes e prejuízos para a obra.

1.3 O sumo sacerdote.
É uma descrição singela sobre a figura do sacerdote ou do sumo sacerdote o não ter riquezas, tendo em vista a esperança, como também o saber que eram vistos pelos povos.

Vivemos em um regime capitalista, tão necessário quanto danoso, e isso tem levado muitos a acumular riquezas e bens, principalmente os de consumo e ostentação como carros do último tipo e até aviões, não sendo proibido ao ministro ou pastor que faça suas reservas econômicas, seja cauteloso.

II – A INDUMENTÁRIA DO SACERDOTE.
2.1 A túnica de linho e éfode.
Perceba-se que a indumentária era um trabalho esmerado na escolha do material e na sua confecção. Tudo era cheio de significados e apontavam para a perfeição de Cristo e seu sacrifício. As vestes eram santa, pois, faziam parte do conjunto do serviço do altar.

Não se pode querer que tecidos ou mesmo as decorações da igreja sejam santas (naquele sentido) por estarem decorando o templo. A santidade exigida hoje é uma condição de vida obediente a Deus e a sua palavra.

2.2 O Urim e Tumim.
Considerando as muitas interpretações sobre o tipo de pedra e sua utilização, acho prudente considerar que as duas pedras cujo significado pela etimologia dos nomes sejam luzes e perfeições, servissem para lembrar ao sacerdote que em suas consultas a Deus, haveriam apenas duas respostas SIM e NÃO, não cabendo contestações contra a sua palavra.

Hoje temos o significado do Urim e Tumim na exposição bíblica: Rm 15:4 “Por que tudo o que dantes foi escrito para o nosso ensino foi escrito”. A palavra de Deus (BÍBLIA) para a igreja, não cabe contestações.

III – MINISTROS DE CRISTO PARA A IGREJA.
3.1 Chamados por Deus.
Fiquemos com o comentário do autor e quero tão somente trazer à luz um problema bastante sério:

Vivemos um tempo em que muitas pessoas consideram-se “reveladas” para servir no ministério pastoral; faz pressão, usa dos cartuchos disponíveis e a igreja envia sustentando-o. Quando tudo parece seguir bem o seu curso, começam a aparecer os resultados negativos e aí, a situação fica complicada por que o cidadão já acomodou a família no novo estilo de vida, porém, quando não dá certo, não adianta ficar investindo.

3.2 Qualificações.
Não adianta querer adequar. O pastor é um homem diferente e precisa ser assim. Todos podem fazer de tudo, menos nós. Não podemos correr atrás dessas liberdades, não significando que sejamos ETs, que não possamos desfrutar de uma vida alegre, saudável.

Descobri muitos prazeres ainda que parecendo tarde; nada que escandalize os gregos ou os romanos.

3.3 Comprometidos com a Palavra.
Os sacerdotes tinham compromisso com o ensino e nós também temos. Ensinar não é anunciar palavras de ordem à igreja, principalmente como esta: "Faça o que mando e não faça o que eu faço".

É bom lembrar aos alunos, que todos os membros da igreja, podem e devem contribuir com o ensinamento pelo aconselhamento, porém, que seja feito segundo a Palavra de Deus e sem querer fazer proselitismo. Conheci muitos casos de desvios por conta de maus conselhos e orientações.

terça-feira, 4 de março de 2014

EBD LC.10 AS LEIS CIVIS ENTREGUES POR MOISÉS AOS ISRAELITAS.

Genivaldo Tavares de Melo

EBD para dia 09 de março de 2014
PONTOS A ESTUDAR:
I – MOISÉS, O MEDIADOR DAS LEIS DIVINAS. 
II – LEIS ACERCA DE CRIMES.
III – LEIS CONCERNENTES À PROPRIEDADE.

Em tempo: Vivemos no século da desobediência às leis, o mau exemplo vem de quem legisla. A Bíblia traz regras; obedecê-las é garantir a entrada nos umbrais da eternidade com Cristo. 

I – MOISÉS, O MEDIADOR DAS LEIS DIVINAS.


1.1 O mediador.


O povo tremeu diante da presença de Deus que descera no monte para falar com Moisés.

Hb 12.18-21: O autor da carta aos Hebreus usa esse momento para exortar os crentes com relação aos preceitos de santidade, lembrando a todos que hoje a situação é suavizada pela graça do Senhor. 

Não experimentamos aquele momento tão sublime, não obstante, gostaríamos de ver e sentir a mesma manifestação diante do Sinai.

NÃO VEMOS, MAS, CREMOS.

1.2 Leis concernentes à escravidão.


Alguns podem perguntar por que Deus não condenou a escravidão.

A resposta é muito simples: Deus nunca condenou a escravidão e nem a riqueza por fazerem parte da capacidade de cada um em ajuntar bens e empresariá-los dentro do contexto da época. Estabeleceu ordem jurídica para determinar a relação entre senhor e escravo. O que Deus condenou foi o abuso, cuja lei vale até o dia de hoje nas relações do trabalho:  “Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram vossas terras e que por vós foi diminuído, clama...” (Tg.5.4).

Bom lembrar que muitos preferiam manter-se sob os cuidados dos seus senhores, como os servos que preferiam permanecer e ter as orelhas furadas como selo (Êx. 21:5-6).

O livro de Levíticos, capítulo 25, trata do ano do jubileu, período em que os hebreus não podiam fazer dos seus irmãos escravos 

1.3 Ricos e pobres. 


Excelente o comentário do autor, apenas algumas considerações a respeito:

Injustiça social nunca andou sob a contemplação de Deus em qualquer tempo.

Bom lembrar, sem provocar ânimos à classe, que ainda hoje há pastores que se dedicam à membresia da igreja, atentando para toda situação adversa, mas  há também os que só querem o leite. 

II – LEIS ACERCA DE CRIMES.


2.1 Brigas, conflitos, lutas pessoais.


As leis postulavam solucionar conflitos de toda natureza nas relações interpessoais.

Na graça, ao invés de estabelecer normas, Deus em Cristo trabalhou a natureza humana pelo novo nascimento,   para que vivêssemos em paz. O nascido de novo dispensa leis e regras por amar o próximo incondicionalmente. Este pensamento não esquece os conselhos apostólicos sobre algumas questões de conflitos entre os irmãos. Em todo tempo, o homem é o homem dentro da natureza humana.

2.2 Crimes capitais.


Os crimes de morte eram cobrados com a morte do autor.

Os crimes sem propósito, acidental, gozavam de proteção na cidade de refugio, Nm 35:9-11.

O autor diz que as cidades de refúgio apontavam para Cristo. Esta afirmação requer reflexão para entender que Jesus não esconde o pecado de quem quer que seja. Um homicida pode e deve encontrar amparo em Cristo, devendo, contudo, pagar socialmente pelo crime cometido. O evangelho não ampara imunidade.

2.3 Uma terra pura.


Não esqueçamos que Israel sempre foi a nação de Deus e ordenar essa casa era vontade do Senhor, pelas leis, organiza-los juridicamente. Pena que o povo nunca atentou para isto e ainda hoje, o homem tenta fugir do controle divino.

III – LEIS CONCERNENTES À PROPRIEDADE.


3.1 O roubo.


O roubo podia ocorrer na subtração de gado ou ainda da propriedade ou outros bens. Preservar a propriedade fazia parte do instrumento legal.

Em todo tempo, propriedade sempre foi causa de muitas brigas e sangue derramado.

É oportuno ensinar sobre a importância dos pais transferirem os bens imóveis para os filhos, com reserva de uso fruto permanente. Isto tornará a vida da família, mais tranquila. O usufruto garante a posse dos cônjuges enquanto viverem.

3.2 Profanação do solo e o fogo.


Profanar o solo parece ser uma expressão que trata a terra como objeto de culto e há os que cultuam a “mãe terra”, porém, não é nesse sentido, mas no dever de proteger quem nos dá o alimento e água para beber. O homem devia ser mais cuidadoso com a natureza, infelizmente nós os crentes somos tão apáticos a essa realidade.

Abramos os nossos olhos para tornar menos desprezível todo ensinamento que trata das nossas relações com os irmãos e com o mundo de uma forma geral. Não me refiro ao sistema mundano do qual nos tornamos inimigos pela cruz de Cristo.

sábado, 1 de março de 2014

EBD LC9 - UM LUGAR DE ADORAÇÃO A DEUS NO DESERTO





Peço desculpas pela demora na publicação, problemas de abertura do blogger. Sou sempre grato.


Genivaldo Tavares de Melo



EBD para dia 02 de março de 2014 
PONTOS A ESTUDAR: 
I – AS INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO. 
II – O PÁTIO DO TABERNÁCULO. 
III – O LUGAR DA HABITAÇÃO DE DEUS.

Em tempo: A ordem de construção do Tabernáculo é prova, mais que suficiente, que Deus queria manter estreito os laços de relação com seu povo. Deus é o mesmo, o homem é quem se distancia.



I – AS INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO.



Há muito para se considerar e comentar neste tópico, que interessa dar conhecimento, porém, o espaço limita o autor.



1.1 O propósito divino.



O estreitamento era também prova que a Lei era para os que cometessem qualquer ato arbitrário; através do Tabernáculo seria manifesta a bondade do Senhor para o seu povo.



1.2 As ofertas.



É RECOMENDÁVEL QUE O PROFESSOR SEGURE AS RÉDEAS PARA QUE ESTE ASSUNTO NÃO RENDA MAIS QUE O NECESSÁRIO. MANTENHA O FOCO PARA INFORMAR O QUE REALMENTE É PRECISO. CERTOS DEBATES NÃO EDIFICAM.

O próprio Senhor foi quem pediu ofertas, não foi Moisés, mostrando que pedir ofertas para sua causa não é ato abusivo nem lesivo ao contribuinte.

Ninguém dá dízimo ou oferta de forma relutante ou amarga quando vê a boa aplicação do investimento; observei isso como pastor durante os anos da minha ministração.

As ofertas foram tantas que Moisés precisou pedir ao povo que não trouxessem mais. Ofertas precisam atender causas justas.

a) O povo trazia mais que o necessário Ex.36:5.
b) Moisés pediu que não trouxessem mais Ex.36:6.
c) Os de hoje, não se fartam de dinheiro e há muitos pastores de pequenas igrejas passando necessidade com suas famílias.


1.3 Tudo segundo a ordenança Divina.



Nada saiu da cabeça de Moisés na construção do Tabernáculo. A semelhança da obediência de Moisés, nada deve sair da nossa cabeça, nem do pastor, nem do coordenador e nem do professor. Tudo tem que ser conforme as escrituras.

A Bíblia diz que Moisés foi fiel em toda sua casa (Hb. 3:2), isso aponta para as instruções bíblicas neotestamentária.


NÃO SEJAMOS COMO ACAZ.



2Rs. 16:10 “Então o rei Acaz foi a Damasco, a encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria e, vendo um altar que estava em Damasco, o rei Acaz enviou ao sacerdote Urias a aparência do altar e o modelo, conforme toda a sua obra”.

Para Acaz, aquele modelo entregue a Moisés estava ultrapassado e é o que estão fazendo com modelo de culto em muitas igrejas.

II – O PÁTIO DO TABERNÁCULO.


2.1 O pátio.



No formato retangular, media 50m de comprimento por 25m de largura, totalmente cercado, estabelecendo o limite de aproximação o ponto de encontro entre o homem e Deus.

Com Cristo, esse limite já não existe; temos comunhão com o Pai e com o seu filho Jesus Cristo. Temos entrada a esta graça pelo Sangue do concerto eterno estabelecido pelo Senhor, consolidado na cruz.

Podemos afirmar que Deus estabeleceu a antiga aliança como um meio imperfeito para chegar ao fim perfeito; JESUS.

2.2 O altar do holocausto





O grande altar, 1,50m de altura e 2,50 de cada lado e recoberto de cobre. Sobre o altar, eram postas as vítimas. Quando Arão ofereceu o primeiro sacrifício, o fogo ficou por conta do Senhor conforme Lv. 9:27.

Em Moriá, Deus mostrou a Abraão que o sacrifício era provisório, pois, tinha providenciado o Cordeiro para si. Deus tinha guardado o melhor sacrifício para apresenta-lo na plenitude dos tempos.



2.3 A pia de bronze.



A higienização das mãos do sacerdote a quem cabia o serviço do altar, tem um profundo significado quanto a postura dos ministros de Cristo nos nossos dias. Isso fala do caráter e das atitudes não somente em relação a si a mesmo, mas, em relação ao povo e particularmente aos seus pares.


III – O LUGAR DA HABITAÇÃO DE DEUS.



3.1 O castiçal de ouro.


A função do castiçal era o de iluminar o lugar santo.

A simbologia do castiçal é riquíssima em conteúdo e permanece aceso até hoje.

a) Abastecido com azeito puro de oliveira fala da ação do Espírito de Deus sobre a igreja.
b) Em Zacarias 4, o profeta tem a visão do castiçal de ouro e as sete lâmpadas que apontam para as sete igrejas da Asia, consideradas no Ap. 2 as cidades gregas Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.
c) Essas primeiras considerações mostram que a igreja não subsiste pela vontade ou cabeça do homem.
d) As duas testemunhas mártires, Ap.11:4, são chamados por Deus de: As duas oliveiras e os dois castiçais cujo principal motivo é mostrar que o homem é o instrumento de Deus como castiçal e veículo do Espírito de Deus como oliveiras.


3.2 Os pães da proposição e o altar do incenso.




A troca dos pães da proposição fala de alimento fresco. A igreja não pode comer pão com prazo vencido, e é o que há muito em nossos dias.

O altar do incenso fala da nossa adoração, do nosso louvor e instrumentos de culto. Em muitos lugares os cultos já não têm Cristo como figura principal, transformaram a igreja do Senhor em teatro e em programa de auditório. O homem tomou esse lugar e essa é a razão de muitas igrejas serem fundadas com vistas a agradar um seguimento da população.



3.3 O Santo dos Santos e a arca da aliança.



Santo dos santos ou lugar santíssimo, a arca, os querubins da glória, e dentro da arca a vara de Arão com que se confirmou a liderança de Moisés.

A Bíblia diz que o véu do templo, rasgou-se de alto abaixo, deixando livre a entrada. Hoje temos acesso a esta graça pela morte expiatória de Jesus no calvário.

Deixo de citar muitos textos bíblicos para cada argumento aqui apresentado, todavia, uma boa lida no livro de Hebreus, o estudante terá um encontro com os elementos da antiga e da nova aliança.