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sábado, 21 de junho de 2014

EBD LÇ.12 DIACONISA - COMENTÁRIO SUPLEMENTAR. (subsídio)

EBD para o dia 22 de junho de 2014.

Após a publicação do meu comentário como subsídio a lição 12 “O Diaconato” percebi que bem cabia no texto, um adendo sobre diaconisa sabendo que a forma feminina do termo, não se encontra na Bíblia.

A razão é bem simples; a igreja evangélica Assembleia de Deus, se mostra  uma igreja multifacetada do ponto de vista litúrgico. Ainda que aspectos litúrgicos não firam doutrinas bíblicas, alguns esbarram na linha tênue dessa verdade e até do bom gosto.

Se os cargos de diácono e diaconisa fossem remunerados, acreditem, apenas uns poucos privilegiados seriam escolhidos.

Neste mundo há os que enganam e os que gostam de ser enganados.

PAULO, O APÓSTOLO MACHISTA.

Por conta de alguns conselhos dados à igreja de Corínto, ele é chamado de machista; pela repreensão dada à igreja (1 Co  14.33-35) e o conselho dado à Timóteo,  (1 Tm 2.11-15). No primeiro caso, a repreensão se deu por conta da desordem no culto, no segundo caso os deveres da mulher cristã.

JESUS ESCOLHE 12 HOMENS PARA O APOSTOLADO.

Não sei se por conta disso alguém já o tenha chamado de machista.
Se Jesus tivesse “apóstolas” ao seu lado, a semelhança desse imitador barato chamado de Inri Cristo, que aparece na televisão com suas Irinetes, o que não diriam do Senhor se por muito menos lutam para provar que ele teve caso com Maria Madalena?

A imagem abaixo é pública e não visa agredir os seus personagens.


Se os homens obedecessem rigorosamente a Palavra de Deus, as mulheres seriam bem mais felizes que eles.

A MULHER NO ANTIGO TESTAMENTO.

Quero primeiro usar uma frase que veio ao meu coração antes de continuar:

Nem todas as mulheres merecem confiança aos olhos dos homens e nem todos os homens merecem confiança aos olhos das mulheres.

Não temos muitos casos de liderança feminina no Antigo Testamento.

Cito duas:
1. Débora. O papel de Débora como juíza em Israel e o respeito que Baraque  devotou-lhe quando disse: “Se fores comigo, irei; porém, se não fores não irei” Juízes 4.4, 8.

Coloco o valor e a sensatez na resposta de Débora a Baraque: “E disse ela: Certamente irei contigo, porém, não será tua a honra pelo caminho que levas; pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera...” (vers. 9).

2. Jezabel – filha de Etbaal, rei dos sidônios e sua história como a de Acabe, seu esposo, começam em 1 Reis, no capítulo 16.29. Ela não governava oficialmente, de fato, porém sua sombra ofuscava Acabe e tinha a primeira palavra no Reino, principalmente para mandar matar.

São dois exemplos antagônicos que não têm o objetivo de mostrar que a mulher, nem sempre merece confiança para o governo, visto que há homens incapazes como o próprio Acabe foi incapaz e fez só o que era mal aos olhos do Senhor; o propósito é mostrar que há mulheres e há mulheres especiais.

MULHERES NO NOVO TESTAMENTO.

Sem pretender alongar-me em discussões, não sendo o meu propósito argumentar de forma acadêmica, sobre a proibição de mulheres no exercício de atividades da igreja, quero apenas lembrar quantas são citadas nos evangelhos por tudo que fizeram em prol da causa, entre as que ajudaram o Senhor, cujos nomes estão no Livro da Vida e relatados no Evangelho de Lucas 8.1-3, além de muitas outras que o serviam com suas fazendas e no período apostólico, citadas por Paulo com profundo agradecimento pelo que fizeram pela obra, entre elas:

Priscila, esposa de Aquila, cuja postura diante do encontro com Apolo, mostrava o quanto ela e o marido apoiavam a causa do Senhor.

Febe, que servia a igreja em Cencréia, a quem o Apóstolo "machista", recomendava que a recebessem no Senhor, e como fala em “hospedar a muitos” percebe-se qual era a sua participação na igreja (Atos 16.1).

Finalmente, como não tenho a intenção de fazer escola e tampouco convencer quem pense o contrário, limito-me a dizer que nunca fui muito afeito a criar cargos na igreja somente para massagear o ego de crentes ou segurá-los de alguma maneira.

Alguns cargos como diáconos e presbíteros, foram instituídos como forma de organizar a igreja e não para dar domínio e autoridade sobre ela.

Prefiro ficar sempre com a suficiência bíblica, sem precisar apelar para questões sociais de valorização ou desvalorização da mulher para introduzí-las no ministério cristão.

Uma mulher sensata pode oferecer muito para sua igreja, sem precisar andar de salto alto no corredor da mesma somente para mostrar que tem alguma autoridade. Isso vale também para muitos homens, que apreciam ter destaque, e cometem deslizes somente para alcançar um cargo na igreja.

Não há nada que impeça de uma mulher, circunstancialmente, dirigir um culto, como evangelizar, podendo inclusive ser mantida financeiramente se a sua ocupação for em dedicação integral, mas, pagar ninguém quer.

Li textos de defensores da ordenação ou eleição feminina que sustentam a defesa com o seguinte argumento: “A Bíblia não declara a ordenação feminina tampouco a condena...” e entendem que por conta dessa omissão, podem escolher mulheres dando-lhes cargo ou título eclesiástico.

Conheci mulheres que tiveram um um papel importante e uma atuação pastoral no seio da igreja e certamente, garantiram o seu galardão para recebe-lo somente, após a ressurreição.

2 comentários:

  1. Interessante sua colocação, também faço parte do time que acha Paulo um pouco machista (riso), acredito que suas palavras em relação às mulheres tem a ver com a época, e também com sua opinião pessoal, mas amo as cartas de Paulo, e elas tem sido minha leitura biblica atual.
    Fique na paz
    Maribel

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    1. Boca dos Anjos, grato por sua manifestação. O que é odioso é a manipulação que fazem com as pessoas, apesar que sei, haver gente decente que institui com boas intenções.

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