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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O DÍZIMO E O BAGAÇO DA CANA.


O DÍZIMO E O BAGAÇO DA CANA.
O propósito dessa reflexão não é fazer defesa do dízimo com vistas a atacar os anti-dizimistas. Não me preocupo nem com um lado nem com outro; o que quero na verdade é que o dízimo, elemento bíblico e de culto, seja tratado com o respeito como qualquer outra doutrina bíblica. Ao ler comentários a respeito do dízimo, leem-se verdadeiras barbaridades com afirmações totalmente equivocadas, tais como: O dízimo é da lei, o dízimo foi crucificado na cruz, o dízimo não deve ser ensinado, afirmam outros. Acabo de ver um vídeo em que o professor de teologia, explica de modo patético que “roubais” em Ml 4:8 apenas se referia aos levitas, mas, o verso 9 é claro quando o Senhor diz: “Vós, toda a nação me roubais”. A bronca era geral, mesmo tendo começado pelo altar; Paulo diz que o julgamento começa pela casa de Deus e certamente, pelo altar.
Quem normalmente odeia a doutrina do dízimo – doutrina como orientação da igreja - pois há crentes, que se pudessem, sairiam do culto ao ouvir falar a palavra “dízimo”:
1)      Pessoas que naturalmente, não tem pré-disposição para contribuir com dízimo ou qualquer outro nome que se dê a contribuições de qualquer natureza para igreja.
2)      Filhos de pastores, criados no evangelho e que viram seus pais sofrerem, por falta de apoio ministerial.
3)       Os que sabem que normalmente, todas as arrecadações  do campo,  são enviadas às igrejas sedes que com o acúmulo dos recursos, podem construir belos e suntuosos templos, além do dispêndio em conforto, programas festivos e de estudos,  e que não voltam com facilidade para melhorar as condições das congregações, geralmente, salões ou templos sem qualquer planejamento de uso , conforto e adequação para atividades educativas, por vezes, não podendo sequer promover um bom evento por falta de recursos, o que na verdade, não havendo investimentos, o próprio ministério sofre pela fuga dos dizimistas.
4)      Os que veem o sacrifício dos chamados pastores locais, praticamente bancando o exercício pastoral em prejuízo da família e em muitos casos, a igreja, piedosa, fazendo campanha para consertar, pintar ou trocar o carro do pastor, quando esse, já o deixa na mão. Esse desprezo se reflete em grande prejuízo para o ministério da igreja, porquanto, os crentes não toleram tal descaso.
5)      Os avarentos. Esta última categoria são os que falam coisas horrorosas sobre o dízimo.

Ao longo dos 100 anos das AD e o seu crescimento abrupto, levaram aos púlpitos, pessoas totalmente despreparadas de conhecimento e que usavam o dízimo como verdadeiras ferramentas para atacar os crentes  nos dias de ceia, chamando-os de ladrões de Deus e outros, associando a prática do dízimo com a salvação e com as bênçãos ou maldições lançadas contra quem não contribuísse com o dízimo, outros ainda, fixando nas paredes das igrejas, relatórios de quem era contribuinte para expor publicamente os não contribuintes. Havendo ainda os que tentam arrancar o que for possível, simplesmente para mostrar serviços aos seus líderes; atitude altamente impiedosa.
Nenhuma das questões anteriores, podem permitir que o dízimo seja transformado em  bagaço de cana.
O fato de não ter vivido do evangelho, nunca ter sido remunerado, não me deixa orgulhoso e sim confortável para falar deste assunto, sem qualquer constrangimento. Temo a Deus e tudo o que respeita a Bíblia, trato com carinho e cuidado o que falta em muitos comentaristas do assunto.
DÍZIMO É DA LEI?
O dízimo representa a décima parte do todo, ou seja, 10%, sendo apenas uma referência fracionária, usada pelo próprio Deus e que deveria ter prioridade em relação ao consumo da família, Lv. 23:14, para sustento dos serviços do altar. Nesse período, não contribuir era suscetível de maldição ou privar-se da bondade de Deus.
O fato de Abraão ter dado o dízimo de tudo ao rei de Salém e Sacerdote do Deus Altíssimo, Melquisedeque, mostra que o dízimo era antes da lei. Este encontro foi mencionado pelo autor da carta aos Hebreus e o outro fato envolvendo o dízimo ocorreu com Jacó em Gn.28:20. Nos dois casos, não houve exigência legal e sim voluntariosa. Certamente eles sabiam que algum instituto, precisava ser mantido.
Alguns dizem que o dízimo não era pago com dinheiro, como que referindo-se a forma de arrecadação atual. Logicamente que não. O dinheiro inexistia como moeda de troca e pagamento.
NA LEI.
Agora, já não devia ser um ato espontâneo. A obrigação de entregar o dízimo, já estava codificado na lei, pois Deus havia instituído o sacerdócio. Basta ler cuidadosamente o Pentateuco.
Quero chamar a atenção dos estudiosos que a Lei cravada na cruz, não envolvia questões sociais e de organização do Estado. A Lei cravada na cruz era o conjunto de ordenanças que levavam o judeu a buscar no sacerdote, a purificação dos seus pecados, sobre as quais, o autor da carta aos Hebreus, declarou que todo ano se fazia comemoração pelos pecados. Hb.10:3.
NA ATUAL DISPENSAÇÃO.
Questão de inteligência; se o dízimo era praticado antes da lei e na lei, naturalmente, o dízimo seria para as igrejas, uma ótima referência para determinar-se o que seria uma oferta ideal.
Fosse o dízimo não aceito, JESUS o teria condenado, portanto, quando disse em Mt.23:23: “Ai de vós escribas e fariseus hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé;  estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” (grifo meu).
Consideremos o texto de Hb.7:6-8  Quando o autor fala do sacerdócio de Melquisedeque em relação ao sacerdócio de Cristo: V.6 “Aquele cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas” e no verso 8, “E aqui, certamente tomam dízimos, aqueles que morrem...” . Ao afirmar isto, mais na frente, cita Abraão e Levi como tendo recebido dízimos; não dá qualquer tom de legalismo ou de improbidade nessas ações.

  Independente de tudo o que acontece nos bastidores, tem milhares de crentes, cheios de fé e amor que nunca esquecem o dízimo, tenho testemunhos maravilhosos disso.
Adquiri um livro e no momento, não o encontro, sobre “Desmistificando o Dízimo”. Se alguém mistificou o dízimo, o fez por conta própria e por má interpretação, O dízimo não é místico, não tem os valores a ele atribuídos, não obstante, tem feito bem a muitos irmãos ao longo dos anos, que merecem o nosso respeito.
Finalizando, se alguém quer censurar os que abusam do poder, dão destino diferente aos valores arrecadados, faço coro com os tais, porém, falar o que falam da legitimidade do dízimo é no mínimo vergonhoso. Recomendo que leiam no meu blog, “O Dízimo da Irmã Mariazinha”.
As contribuições entregues a igreja, sob qualquer forma, se bem administradas, além de abençoar muitas vidas, principalmente no campo missionário, missionários de verdade! Abençoaria a vida de muitos pastores que vivem abandonados neste imenso Brasil e fortaleceriam nossas trincheiras contra as astutas ciladas do Diabo.
Se depois de ler este texto, você for daqueles que não se conformam com as sãs doutrinas e vivem martelando nas redes sociais, nem vou dar confiança pra você, porquanto, você é tão errado quanto os que cometem abusos na casa de Deus. 

12 comentários:

  1. Prezamado pr. Genivaldo Tavares,

    A paz amado,

    Creio que existe uma posição tomada pela igreja na falta de respeito aos que dão o dízimo, quando escolheram aplicar ferozmente o verbo DEVOLVER, como uma forma mais convicente e sensacionalista, como é mal empregado e ensinado por muitos, como uma tentativa de coesão e incentivo.

    Esta aceitação tem possibilitado calúnias aos crentes que recebem o título de ladrões de Deus e possuem seus nomes expostos em quadros e listas difamatórias.

    Se aproveitam ao máximo de alguma eloquência na transmissão de algumas frases já decoradas, e sem decoro nenhum, mantém no cabresto os muitos que sem nenhuma ou alguma perspicácia, são levados ao vento nas nuvens da heresia. Claro que por debaixo das nuvens onde o Sol parece desaparecer.

    Estes estão ao léu, sem a anuência do próprio entendimento e se atracam aos ditos mesmo que não fossem corretos ditos.

    A quantidade de cargos nos ministérios, tenho observado o mesmo nos EUA, nas igrejas de língua portuguesa, prevalecem pelo interesse quase consensual, na troca de favores do tipo: Você ganha o cargo e não esquece do dízimo. E, se esquecer o dízimo, esquecerei que você existe.

    Esta é uma forma de garantir CERTAMENTE o dízimo dos interessados aos cargos e ao silêncio em um púlpito amontoado de cadeiras, pois, uma maioria normalmente não sabe se defender e muito menos cobrar responsabilidades.

    O medo é preponderante ao desejo da oportunidade em possuir cargos.

    Creio que a cobrança através do verbo DEVOLVER tem sido utilizado com extrema frequência pelos interesses na prosperidade pessoal de líderes que ainda não se encontraram com Deus em sua vida pessoal, ou quem sabe, esqueceram-se deste dia.

    Pior do que a polêmica do dízimo, considero ser a voluntariedade em nunca devolver à igreja, como uma instituição religiosa, os cargos vitalícios tomados por vezes à força ao Deus proprietário.

    É como se nada soubessem ao se alvoroçarem em lutas constantes pelos tronos de muitas igrejas na sede pela "imortalidade" de seus cargos vitalícos. O que considero uma vergonha para o evangelho genuíno.

    Apóstolo Paulo e certamente o nosso irmão João Batista, ficariam corados de vergonha se visitassem estas paragens.

    O verbo DEVOLVER tornou-se de SUMA IMPORTÂNCIA e centro de todas as atenções, em detrimento do título monarquíco de VITALÍCIO, bem conhecido e pouco divulgado, pouco combatido e muito referenciado, pelo medo e interesses familiares e de bajuladores e porque não acrescentar por incrível que seja, aos dos néscios conquistados como serventes e não servos que pertencem aos muitos ministérios. Conheço alguns que sempre estão em cima do muro.

    A atuação nunca posicionada dos grandes líderes pelo tributo, na maioria das vezes, são pagos em sacolas simples ou em um pequeno cestinho(vide congregaões pobres e exploradas com banheiros indecentes em limpeza), se evaporam em carros importados(ver IPVA, seguro e impostos altíssimos), residências incomuns a um servo de verdade, aviões e helicópteros reluzentes, relógios de marcas, pulseiras de coleção, ternos com valores irreconhecidos, para um verdadeiro e declarado servo de Deus, com hotéis em suas viagens -para muitos de negócios- bem assinalados com grande quantidade de estrêlas e verdadeiras desculpas esfarrapadas de prosperidade e mais prosperidade.

    O povo crente seria mais DOADOR se parte dos líderes fossem menos TOMADOR.

    Os interesses de Deus estão sendo alterados pelos interesses dos homens.

    Enquanto a igreja se aprofunda em uma inércia espiritual de tamanha invergadura, tentam justificar-se com a construção de MEGA-TEMPLOS, justamente nestes últimos dias do Final dos Tempos.

    O que passa? Será que tem tudo a ver?

    O Senhor seja contigo,

    O menor de todos os menores. Um Tradicional Pentecostal.

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    1. Permita Deus que compreendam que não estamos aqui, para achincalhar e sim para advertir com base bíblica que a igreja está sofrendo muito com esses, prefiro chamar de descuidos, o povo de Deus é maravilhoso, ama contribuir e o fariam em maior escala se houvesse uma melhor governabilidade de todos os atos praticados. Ocorre que muitos que poderiam contribuir com bons conselhos, preferem se calar e usufruir do que lhes é permitido, ficam como o irmão disse; em cima do muro. Amanhã, se o barco afundar só restará lamentos.

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    2. O verbo DEVOLVER com a inflexão dada na maioria das vezes, se torna agressivo. Quando é para mostrar o quanto temos de ser gratos, DEVOLVER, se aplica bem no sentido em que para DEUS, não damos nada, apenas devolvemos parte daquilo que nos foi dado por sua graça, fruto do nosso trabalho.

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  2. Exatamente pastor Genivaldo, certamente, muitos grandes barcos, já estão com os ratos se lamentando no porão do navio.

    E o comandante garantindo que Deus, não possue a capacidade para afundar um grande navio. Titanic que o diga!

    O Senhor o abençõe grandemente, nobre pastor,

    O menor de todos os menores.

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    1. Amem. Pastor. Significa que a liderança da igreja no Brasil, se pretenderem voltar ao primeiro amor, precisam rever suas posições e verás que quando isso acontecer, não perderemos mais crentes para qualquer movimento.

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  3. A paz do Senhor! pastor Genivaldo.
    Boa essa postagem,

    Pelo que entendi, o dízimo antes da Lei era então praticado de forma voluntária; no período da Lei, foi praticado por ser um mandamento, principalmente pelo fato de haver uma das tribos que seria mantida através dos dízimos e ofertas, assim como todo o serviço no templo. Já em nossa dispensação, o dízimo volta a ser voluntário, apenas para a manutenção da igreja?!

    Se estiver certo isso, então, não dizimar, não é pecado, a não ser que seja por avareza?

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    1. Exatamente, D.Jatahy. Muitos temem essa posição, mas, vamos deixa-los tranquilos pois quem é dizimista é de verdade e não deixa de ser por conta de comentários que transforma o dízimo em bagaço de cana, nada.

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  4. O Dízimo antes e na graça, é um ato de amor a obra de Deus. Na dispensação da graça, não existem maldições, pode haver correções de pai pra filho. Na lei, era a herança de Levi, não podia faltar, assim como DEUS advertiu Israel com relação a instalação do reinado; o Senhor deixou claro que eles também pagariam essa conta.

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  5. Abençoamados pastores Genivaldo e Carpintero
    A paz dEle, que nos amou primeiro

    ...E pensar que homens, tristemente, “descuidados” ousam chama-los pastores idiotas!
    Enquanto os nobres ministros circunstanciam, sem evasivas ou sofisma, com pormenores, as evidências contidas nas Escrituras, aqueles pobres artistas, contumazes em emitir opiniões sem qualquer fundamento bíblico tergiversam, subterfugindo a Verdade sobre dízimos e ofertas, por interesses esconsos, anti-bíblicos.

    Parabenizo os nobres pastores pela preservação dos seus hipocampos e pelo decorrente demonstrativo cabal de conhecimentos escriturísticos. Hipocampos preservados, dizem os neurocientistas: memória preservada. Glória a Deus por isso!
    Assim, o meu irmão Carpintero pode estabelecer comparações entre o que vê como uma ameaça atual (instância agressiva da devolução do dízimo) e experiências similares, bastante conhecidas, e optar por relacionar os últimos dias do Final dos Tempos e o torpor espiritual da igreja com a construção dos mega-templos, como justificativa para essa incómoda inércia dos crentes.
    Entrementes, nosso amado pastor Genivaldo, para preservação da sã doutrina (pagar o dízimo), opta por fazer coro àqueles que censuram veementemente o mercantilismo e a comercialização da fé quando, alguns líderes evangélicos, em abusando do poder, destinam a arrecadação do dízimo para outros fins que não a obra de Deus.

    Contudo, rogo perdoar-me um pouco mais de falação sobre a observação “O DÍZIMO NÃO ERA PAGO COM DINHEIRO”, quando as pessoas querem referir-se à arrecadação hodierna dos dízimos e ofertas. Muitos, como se asseverando, dizem da INEXISTÊNCIA DO DINHEIRO PARA SALDAR DÍVIDAS OU ADQUIRIR BENS àquela época. Não é bem assim.

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  6. Tempos atrás um seguidor do meu blog questionou-me, desta forma:
    Abençoamado irmão Alberto
    Li, por diversas vezes, em mensagens e comentários sobre a inexistência do dinheiro para pagamento do dízimo e que o dinheiro não existia como instrumento de troca e pagamento.
    Agora estou confuso, pois Abraão diante do povo da terra, falou a Efron: Mas, se concordas, ouve-me, peço-te: darei o preço do campo, toma-o de mim...(Gn 23:12-13). Disse-lhe Efron, em resposta, Meu senhor, ouve-me: um terreno que vale quatrocentos siclos de prata, que é isso entre mim e ti?...(Gn 23: 15);
    Li também que Jacó comprou dos filhos de Hamor, uma parte de um campo para armar sua tenda, e pagou cem peças de dinheiro por ela (Gn 33:19);
    Vi em vários textos sobre a instituição e prática da circuncisão observações do tipo: “Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro...” (Gen 17:13). A expressão ‘comprado por dinheiro’ surge, pelo menos em dois outros versículos do mesmo capítulo;
    No Livro de Levítico leio o determinado pelo Senhor a Moisés: “Sendo muitos os anos, aumentarás o preço e sendo poucos, abaixarás o preço; porque ele te vende o número das messes” (Lv 25:16). Os versículos 15 e 13 falam em compra e venda no período do plantio e cega das messes.
    A pergunta é: Havia ou não dinheiro àquela época para trocar e pagar por bens e serviços?

    Meus queridos, a resposta que dei aquele comentarista, e leitor do livro que publiquei, foi muito extensa para que a reproduzíssemos nesta pagina, mas permito-me reduzi-la para que dúvidas sejam dissipadas. Disse-lhe, dentre outras coisas, que:
    À época, considerando a utilidade e a necessidade dos bens, estes eram trocados tendo em vista os valores a eles atribuídos. Os meios de pagamento utilizados eram o Talento, o Siclo, a Mina, peças de ouro ou prata, usadas como moeda para tal fim (2Rs 18:14

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    1. Querido irmão Alberto. A confusão foi minha. Joguei todo o meu pensamento em cima das contribuições na antiga aliança que eram basicamente primícias da produção agro pastoril em função de uma afirmação ded alguém sobre isso nesta dispensação. Não vou alterar o meu texto para que o seu comentário não fique estranho ao que escrevi. Apreciei muito seu comentário e a riqueza de referências, Deus o abençoe.

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  7. A moeda citada em Gn 33:19 (peças de dinheiro) era a quesita, cujo valor não é determinado nas passagens atinentes ao “escambo” praticado na ocasião, como uma simples troca de mercadoria por mercadoria, sem observações quanto a equivalência de valor. Pela sua utilidade ou necessidade, certos bens eram mais requeridos que outros.
    Então, demandados por todos, tinham-nos com a mesma finalidade da moeda, Esses bens ou mercadorias, circulavam como elemento de troca, permitindo a atribuição de valores.
    Consequentemente, o crédito já existia representado pela possibilidade de concretização do escambo que naquela economia rudimentar, sem a figura institucional de um Banco, acontecia quando o crédito se tornava explícito como parte integrante do bem negociado em uma economia. Eis ai, o dinheiro, o crédito representado pela moeda que determinaria a concretização da troca.
    Hodiernamente, em razão desta breve exposição, estudiosos discutem sobre a não intermediação do dinheiro na pratica do escambo, em definições dicionarizadas, a partir da ideia de que se atribui valor na comparação de utilidades e necessidades do (s) bem (s).
    Resumindo, se por definição, dinheiro é qualquer espécie de moeda que circule como instrumento de troca e pagamentos, ele existia sim, até mesmo representado pelas “duas dízimas” de um efa de flor de farinha amassada com azeite como oferta de manjares ao Senhor (Lv 23: 13).
    Pastor Genivaldo, quero registrar a honra em figurar como seguidor desta sua edificante página.
    Parabéns pelo excelente texto
    Seu conservo em Cristo
    Alberto

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