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domingo, 15 de janeiro de 2012

Quebra de maldição hereditária, você é dos que engole essa? Então leia.


Não pretendo prolongar o assunto, citando textos bíblicos sem que haja realmente necessidade, pois a afirmação dessa doutrina, também não tem como se sustentar com muitos textos bíblicos e os poucos que  utilizam, estão totalmente descontextualizados.
Doutrina da maldição hereditária e quebra da maldição hereditária, tem como pano de fundo, o sincretismo religioso, o misticismo e os temores naturais dos seres humanos, como: medo de gato preto, sexta feira 13, passar debaixo de escada e muitos outros.
Essa questão de medo do ocultismo ou do místico, é coisa tão séria que o Haiti, foi governado por mais de 35 anos, por um governo místico que sujeitava o povo sob o estigma de Vodu, religião de origem africana que cultua os antepassados e divindades, usada também, por quem deseja dominar pessoas pelo medo de morte com a perfuração de bonecos criados, representando a pessoa que se quer destruir. O medo parece ser inato no ser humano, difícil encontrar alguém que não tenha medo de alguma coisa.
Certa feita em decorrência do ensinamento ministrado em uma igreja Assembleia de Deus próximo a São Paulo  fui abordado por um irmão que posteriormente, com a troca de telefones, contou-me seu drama. Avos, pais e tios, experimentaram o problema da embriagues e o divórcio, deixando-o  tenso e preocupado, se isso era maldição hereditária. Acredito que muitas pessoas, cristãs, sofrem com esse problema e espero que ninguém se antecipe a julgar que é falta de aproximar-se de Deus, pois, cada um tem o limite da sua vida cristã. Nem todos são iguais.
Fui alvo de um comentário inoportuno feito por um auxiliar, quando pastor de uma igreja e por conta desse comentário que apontava um membro da igreja, como vítima da maldição hereditária;  a semana seguinte foi de intensa luta espiritual. O Diabo quis fazer-me compreender que minhas dificuldades tinham como origem o meu pai, que nunca foi feliz na realização de negócios. A luta acabou em vitória, graças a Deus, pela minha perseverança em apropriar-me da palavra de Deus. Pensei comigo; se eu sendo pastor, sofri com essa mensagem, o que será que não ocorre com pessoas sem muita base bíblica?
Tive a oportunidade de deparar-me com uma enquete n’um portal, em que, 35% das pessoas que responderam a enquete, acreditam na maldição hereditária, isso representa um número muito alto. Assim, após a leitura deste texto, você pode ajudar a alguém que esteja sofrendo espiritualmente.
Primeiro, precisamos compreender como Deus tratou com o povo; antes da lei, sob a lei e na dispensação da graça. Qual era o alcance das maldiçoes lançadas a partir do monte Ebal e as bênçãos proclamadas no monte Gerizim.  Dt.27:11-36 e 28:1-68. Os textos são por demais interessantes e devem ser lidos com muita atenção.
Antes da lei, os que pecaram morreram no seu pecado e o povo já sofria sob a maldição do pecado e da morte, o primeiro, vencido por Cristo na cruz do calvário e a segunda, a morte, vencida por cristo na sua ressurreição, que também nos dará vitória na ressurreição dos mortos, quando da sua vinda para o arrebatamento.
Na lei, já organizadas a forma de viver diante de Deus e das nações, Israel é chamado diante dos montes Ebal e Gerizim, para receber o termo de responsabilidade de uma vida separada e obediente. As maldições e bênçãos propaladas diante desses montes, não atingiam a alma no sentido de tornar elemento do código genético ou espiritual, mas, no sentido político social, inclusive muitas consequências dessas maldições, consumiriam os bens do povo de Israel, por eles próprios ou por agentes externos, guerras e acidentes naturais, chuva ou falta dela entre outras. As reprimendas dadas ao povo de Israel pelos profetas, Isaias, Jeremias, Ezequiel e ainda os profetas menores, dão uma clara visão que Deus não amaldiçoaria o seu povo, mas os fariam pagar pela desobediência.
Veja por exemplo em Ml 4:9 “Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação” Essa maldição pesava sobre eles em que sentido? A locusta e o pulgão se encarregariam de cumprir os desígnios de Deus, tudo recairia sobre a vida econômica deles. Deus os tinha responsabilizado quanto à obediência e a conservação da vida, uma concessão de Deus pra que eles cuidassem do sustento do altar.
Moabitas e amonitas foram de certa forma amaldiçoados até a terceira e quarta geração, proibidos de entrarem na casa do Senhor e prestarem culto. Não socorreram Israel no deserto e Moabe contratou Balaão para amaldiçoar o Povo de Israel. Assim, levantou sete altares, mas, entendeu e falou a Balaque que contra o povo do Senhor na valia encantamentos e portanto não podia amaldiçoa-los. Nm,.23 e 24. Se a corrente fosse contínua, O Senhor não teria abençoado Ruth a moabita, dando-lhe nome em Israel e uma descendência que passou por Davi chegando a JESUS, o Cristo. 
Do ponto de vista da ciência, não há evidência que no código genético haja qualquer sinal que determine o destino de uma pessoa. Temos sim, vários textos como em Ez.18:4 – “A alma que pecar, essa morerá”.
A Parapsicologia (gr. “para” além de ou da mente “Psique” = alma, espírito, mente ou essência) Estuda a questão e postula a capacidade de fazer regressão para associar a essa corrente hereditária, porém, sem qualquer base científica e no nosso caso, muito menos bíblica.
Como explicar os acontecimentos contínuos dentro de uma família?
A questão pode ser vista de dois modos: O primeiro deles, a partir da submissão das vidas, a espíritos enganadores e a segunda, a partir da entrega total ao desgosto em relação à vida. Se o pai foi um “azarado” eu também sou. Faz a afirmação e não aceita exortação para melhorar de vida. Como Cristo rompe essa barreira? Concedendo libertação e paz no lar.
Finalizando, essa categoria de pessoas, têm dificuldades em aceitar a palavra de Deus como verdade e estão sempre caídas na falta de esperança e segurança.
“Se o filho do homem vos libertar, certamente sereis livres”. Jo. 8:36
O segredo é não sucumbir diante das ameaças e palavras proferidas por pessoas que não têm o conhecimento da verdade.

2 comentários:

  1. Equilibradíssimo este seu texto, pr. Genivaldo! Como disse ontem, o sr. me surpreende a cada dia! Que Deus o abençoe!

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  2. O tema é pertinente,pois a Teologia da Prosperidade é um joio tão terrível que tem conquistado até os mais sérios líderes de nosso país. A última vítima desta "praga gospel" tem trazido muita tristeza ao meu coração, pois se trata de um pastor mito amado. Tenho esperança em Deus que ele ainda se arrependerá, e retornará ao são Evangelho de Cristo.

    O fato é que esta multifacetada "teologia" envolve muitos aspectos, desde a maldição hereditária, passando pelo endeusamento do homem e culminando no "evangelho da saúde perfeita", no "evangelho das riquezas" e na "teologia das sementes".

    O sr, pr. Genivaldo Tavares Melo, esta contribuindo de maneira simples porém incisiva para desmistificar estes ensinos estranhos ao verdadeiro Evangelho de Cristo. Muito bom o texto!

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