Tradução deste blog

sábado, 7 de janeiro de 2012

EBD/CPAD 1ºT.2012 L. 2 – PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO.

PONTOS ESTUDADOS:
1 – RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NO ANTIGO TESTAMENTO.
2 – A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E FAVOR DO SENHOR.
3 – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE.

RECOMENDAÇÃO: Diante das lições propostas e das falácias deste tempo sobre o assunto, o professor deve ser cauteloso em não permitir que o tema passe ao campo das discussões intermináveis, sobre nomes e pessoas.

Já convivemos em torno de 20 anos, com essa discussão de prosperidade, desde que as chamadas igrejas neo pentecostais, aportaram nas principais capitais e ramificaram-se pelos interiores. Não há tema mais debatido que este. Prosperidade, não passa no crivo da razão e muito menos no crivo da Bíblia Sagrada, de onde retiram textos isolados para tentar formar uma doutrina. Se a doutrina da prosperidade elevasse de fato, a fé e as conquistas, os pregadores deveriam concentrar suas forças e atenções para o sofrido continente africano.
A primeira lição, bem abordou historicamente a origem dessa doutrina e como não podia ser diferente, ela surge de uma dialética, totalmente materialista e interesseira, sem olhar para cima, de onde vem à verdadeira riqueza. Passemos a Lição 2.

I – RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NA ANTIGA ALIANÇA.
1.1        Prosperidade e solidariedade.
Considere o que o autor fala sobre corrigir conceitos errados:
Toda riqueza é uma dadiva de Deus? Não, nem sempre. Toda pobreza é marca de julgamento divino? Não, nem sempre.
Conclui-se que, e para facilitar o raciocínio, 1% de pessoas empobrecidas, são alvos de julgamento divino e 1% das riquezas conquistadas, são dádivas de Deus; daí porque uso o termo: “nem sempre”. Maioria quase absoluta do acúmulo de riquezas, provém da combinação: Excelência no trabalho, boa administração do patrimônio e cuidados em como gastar o que acumulou. É muito difícil acumular riquezas, sem o sacrifício e a exploração do semelhante. Somente a riqueza como dádiva de Deus, tem como ponto maior a socialização da produção. Dai e ser-vos-á dado... Lucas 6:38.

1.2        Prosperidade e espiritualidade.
Considerar que espiritualidade vem antes de riquezas materiais com base nos textos citados, Salmo 73 e Pv. 10:22, denota que os agraciados, reconhecem antes de tudo, que riqueza, vem,  não apenas pela força do braço, mas, o reconhecimento que a boa dádiva vem de Deus, Tg 1:17 “Toda boa dádiva e todo dom perfeito, vem do pai das luzes, em quem não há, mudança nem sombra de variação”.
1.3        Prosperidade e bem estar físico.
Após a saída do Éden, envelhecimento e doenças, sempre fizeram parte da vida humana e sobre estas, Deus é o que fere e também o que sara. Considere os textos citados na lição. Vale lembrar que riqueza não impede as doenças como pobreza, não é sinônimo de falta de saúde.

II A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E DO FAVOR DE DEUS.

2.1 O trabalho como propósito divino.
O texto deste ponto é esclarecedor e traz luz ao assunto, mostrando que sem trabalho, não há como acumular riquezas e que Deus, pela sua palavra, condena a preguiça. Trabalho foi a primeira ordem dada ao homem no paraíso, cuidar do jardim. Há pessoas que não produzem, por pura indolência. Nesse sentido, surge o perigo dos que querem viver uma vida regalada, a custa da sociedade ou grupos sociais.

2.2 A bênção de Deus como favor divino.
O conceito teológico de “graça comum” estabelece o raciocínio de que a todo homem, quer se preocupe em reconhecer a soberania de Deus ou não, pesa o mérito das conquistas. A diferença está em dois pólos importantes: No final da vida, Sl.73 os portais são diferentes para cada grupo; os que reconhecem e os que não reconhecem a soberania de Deus. O segundo pólo, é o quebrantamento de coração que faz com que os abençoados, abençoem os que contribuem com seu trabalho.

III – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE.
3.1 Retribuição.
Agora, chegamos no ponto alto da questão, o que trata da retribuição ou a lei moral da reciprocidade e para isto, o autor cita o período patriarcal, começando por Abraão e suas riquezas, ou seja, A riqueza dada por Deus, por conta da obediência. Prefiro chamar este processo de exceção, alcança aqueles que, se colocam diante de Deus em obediência, plena, geral e irrestrita. O limite de Abraão, foi levar seu filho a Moriá. O limite de Jacó foi sujeitar-se a Deus, permitindo mudanças no seu caráter.

3.2 Soberania divina.
Relação de causa e efeito é aquela em que se atribui sempre: A riqueza é fruto da obediência a Deus, a perda de bens é consequência do pecado e da desobediência. O livro de Jó é magnífico em conteúdo para mostrar o equívoco dos amigos, que foram chamados de “consoladores molestos”.

Finalizando: Se a doutrina da prosperidade, tal qual, o homem enuncia hoje a plenos pulmões, deveria procurar resolver seus problemas, se contar com a facilidade de receber ajuda do povo.
Todos os pregadores da prosperidade e do pensamento positivo, vivem a custa de explorar a fé pública, começaram com nada, hoje tem tudo e que fica com menos são os seguidores, salvo raras e honrosas exceções, pois Deus, pesa os corações com balança justa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário