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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BOAZ – UMA HISTÓRIA DE AMOR E GENEROSIDADE.

Temos muitas histórias na Bíblia que contemplam atos de amor e de generosidade; entre as várias, tenho admiração por tudo que representa Elcana, para nós, como cristãos e como maridos.
ISm. 1:8 Então Elcana seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?
Neste próximo ato, falamos de outro homem, não menos amante e não menos generoso; falamos de BOAZ.
Para que Deus possa operar entre os homens, invariavelmente ele precisa de dois corações: Um receptor e outro doador.
Um doador omisso, não serve para Deus, é necessário que além de pensarmos em atos de generosidade e pedirmos a Deus que governe e dirija o nosso coração, faz-se necessário sair ao encontro do sedento, pois, assim, fez Deus conosco, enviando o seu filho; caso contrário, estaríamos no mundo sem Deus, sem paz e sem salvação.
Um coração receptor, porém, cheio de orgulho, não vai alcançar qualquer benefício, pois, nunca, estará pronto para receber por dois motivos:  Há corações que se preocupam demasiadamente com a questão da humilhação e escondem as sua reais necessidades com receio que outros descubram sua “fraqueza” .  Há corações que recusam aceitar qualquer ato de generosidade por transigir com Deus, querer forçar a lei da reciprocidade, é preciso conhecer a hora de dobrar-se diante das adversidades; que o Apóstolo Paulo declarou que melhor coisa é dar do que receber, não temos dúvidas, todavia, o mundo não está sob o nosso domínio.
De outro lado,  uma mulher que ostenta o bonito nome de RUTE, moabita,   viúva de Malom, sem quaisquer direitos a cidadania entre os hebreus, porém, com um coração cheio de fé e o reconhecimento que o Deus dos hebreus era o único e verdadeiro;  certamente lição aprendida em convivência com a  sua sogra, NOEMI, viúva de ELIMELEQUE,  igualmente valorosa,  sábia, que soube acolher sem forçar situações, deixando para  suas noras o direito de escolher o destino.
RUTE faz a mais bela declaração de amor e fé quando diz a sua sogra NOEMI: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS; Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.
BOAZ, agora, como o principal personagem nesta reflexão,  vivia, tranquilamente na sua propriedade, plantava trigo nas suas terras e por providência do céu ele era parente do falecido marido de NOEMI, Elimeleque  e foi exatamente aí que NOEMI resolveu fazer a sua primeira incursão para colher algumas espigas.
As idas e vindas ao campo de BOAZ garantiu a sobrevivência da pequena família, além de, descobrir que BOAZ era parente próximo e, portanto, um potencial remidor de RUTH.
Temos aqui, dois problemas que precisavam de solução: Primeiro, sabia-se que pela lei, ele, BOAZ ou outro parente próximo, deveria remir RUTH da sua viuvez e dar-lhe descendência e o segundo problema era saber se BOAZ queria remir RUTH. Somos tendenciosamente desobedientes a tudo o que a Palavra de Deus nos ensina que devemos fazer, haja vista, que BOAZ sabia da preferência de outro parente e este, não estava nada disposto a entrar nessa sucessão.
BOAZ consultou seu outro parente por uma questão de respeito e reconhecimento da preferência, porém, seu coração já estava saturado de amor por RUTH e tão logo tomou conhecimento da recusa do outro remidor, tratou de casar-se com RUTH, dando-lhe um nome em Israel e uma descendência que além de resgatar o valor que ela tinha quando habitava em Moabe, inseriu-a na linhagem do MESSIAS, quando ela deu a luz a OBEDE, avô do rei DAVI.
LIÇÕES EXTRAIDAS:
1)      Ser cristão e não ser generoso é não ser cristão.
2)      BOAZ, um tipo de Cristo, como remidor das nossas vidas, dá-nos um exemplo de nobreza de espírito, semelhante ao “Bom Samaritano” outro tipo de Cristo.
3)      Se BOAZ fosse hoje, um “pastor presidente” ou um “pastor líder” eu diria que todos os seus liderados seriam mais afortunados,  pois,  a Bíblia nos ensina que não se deve atar a boca ao boi que trilha.
4)      Um evangelho desprovido desses sentimentos é pura palha seca.
5)      A falta desses sentimentos em nossas igrejas é que resultam nas desconfianças, divisões  e migrações constantes de membros, pois, se um crente não puder confiar na igreja onde congrega, figura do campo de Boaz, vai confiar em quem?
PENSEMOS NISSO!


Um comentário:

  1. A história é muito bonita.

    Quando ouço aqueles comentários de sogras que não se dão bem com noras, e vice-versa, logo me lembro desse livro.

    Abraço.

    E.A.G.
    http//belverede.blogspot.com/

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