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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PASTOR VIRA PAI DE SANTO.

Na atual conjuntura religiosa pela qual passa não apenas o nosso país e na verdade, mais na outra América que aqui, visto que de lá, chegam muitas novidades em matéria de “práticas cristãs anticristãs”, não surpreende o que está publicado na revista “ISTOÉ” nº 35 (ago2011) sobre o novo retrato da fé no Brasil. Prefiro falar das duas Américas, sem ignorar a América Central, considerando que o resto do mundo que engloba os países de língua árabe, Hindus e o extremo oriente, mantém, por conta da sua cultura, uma quase inexpressível  movimentação entre religiões, deixando de lado o velho continente. Não surpreende que os pesquisadores ou quem use o tema para sua banca de pós-graduação ou mestrado, encontre algo semelhante nos nichos das religiões: PASTOR VIRA PAI DE SANTO.
Simplesmente, não existe, pastor virar pai de santo; sem pretender aqui, menosprezar os seguidores das religiões afros.
A alma é um depósito de mistérios. O homem tem uma natureza religiosa e busca nas religiões, descobrir os segredos do universo, da vida e principalmente da pós-morte. Quanto mais complexa for a religião mais o homem se aventura nela, já que o evangelho não apresenta um alto grau de complexidade visto que, a Bíblia, o único livro que tem o “primatus” das revelações de Deus ao homem, torna claro com a leitura dos evangelhos e epístolas, o destino de cada um, vida e morte. Acha-la complexa é desprezar os ensinos de Jesus e a sua promessa do Espírito de Verdade, todavia, essa questão não está em oferta nas gôndolas dos mercados.
Com a chegada das igrejas neopentecostais, as portas se escancararam, tendo em vista, que os acessos a cargos eclesiásticos dependem muito mais da dinâmica de persuasão do postulante  que de convicção religiosa propriamente dita. Nas igrejas mais tradicionais, notadamente nas Assembleias de Deus, por conta do elevado índice de crescimento e o avanço das escolas teológicas que preparam o crente do ponto de vista acadêmico, têm feito com que muitos, com ou sem convicção, terminem seus cursos, achando-se prontos para o exercício pastoral.
Pelo teor das cartas do Apóstolo Paulo, principalmente as escritas a Timóteo, têm-se a nítida compreensão que o desvio da fé, não é impossível, podendo transformar o melhor dos líderes evangélicos em príncipe da impiedade, todavia, o homem que abraçou a fé evangélica, tendo experimentado o novo nascimento e consequentemente tenha recebido a chamada de Deus para o exercício pastoral, com base no texto de Efésios  4:8-11 “ Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens.  Ora, isto-ele subiu-que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.  E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”. (grifo meu), não será contado nas pesquisas jornalísticas tampouco, nas bancas de pós-graduação ou mestrado.
Nov/2011.

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