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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MUSICALIDADE ASSEMBLEIANA - PONTO DE VISTA

“Pastor Altair Germano – Link no facebook: “MUSICALIDADE ASSEMBLEIANA  UM CLARO RETRATO DO DISCURSO UTÓPICO”,
Primeiro preciso manifestar os  meus sentimentos de respeito ao ilustre pastor e seu comentário e em seguida, apelar para o espírito democrático que nos permite falar e ouvir acerca dos assuntos quer sociais ou eclesiásticos que tornam-se formadores de opinião.
Na verdade, tudo na Assembleia de Deus dos 100 anos, vira discurso utópico, exceto sua confissão de fé ou o “CREMOS” sempre publicado nas páginas do Mensageiro da Paz correspondentes a 14 pontos em que nossa igreja fundamenta a sua fé e a defende apologeticamente.  No tocante as músicas, os hinos da Harpa Cristã, sempre foram a marca registrada da nossa igreja e dessa forma, nos identificava nas cidades, nos bairros e nas vilas; era com esses “hinos” que fazíamos nossos cultos ao ar livre, quase sempre acompanhados com uma banda musical e muitos vezes, pessoas não evangélicas, se aproximavam para nos pedir:  Cantem aquele hino, foi na cruz, foi na cruz; nº 15. Muitas vidas renderam-se ao Senhor, por conta dessa musicalidade.  Tínhamos na época, pelo menos na minha, poucos cantores evangélicos, muito apreciados, mas, particularmente, achava estranho que poucos se aventurassem  por esse caminho. Eram logo abortados, pois, qualquer coisa que saísse do ritmo até então conhecidos, era pura manifestação de vaidade, no dizer de muitos pastores. Quem fosse cantar no púlpito não podia sequer, fazer qualquer falsete (It: Falsetto ou tom falso)  na voz, isto já era motivo de repreensão.
Deixando os entretantos.  A  revolução cultural iniciada nos anos 60, chamada de “Anos Dourados” ou “Anos Rebeldes”  impôs a sociedade, um novo estilo de vida e gosto, afetando principalmente a musicalidade. No Brasil, já no final da década de 60, surgiram os Novos Baianos e o movimento tropicalista ou o tropicalismo, somados a invasão do Rock vindo da Inglaterra e da América do Norte, ícones como os Beatles e Elvis Presley, influenciaram profundamente o  comportamento dos jovens, principalmente na musica.
Lembro-me de um jovem que tocava guitarra e um dia me procurou e disse-me: Sabe pastor, eu sou influenciado pelo Jazz. Ele queria dizer que não se contentava com os ritmos lentos geralmente aceitos por nossas igrejas.  Para mim aquilo era uma linguagem estranha. O brasileiro, sempre teve uma paixãozinha pelos ritmos ligeiros, que despertavam a vontade de mexer o corpo. Houve tempo em que pessoas da noite, cantores, artistas e principalmente pessoas amantes dos instrumentos de percussão, nem sonhavam em entrar numa Assembleia de Deus; não era igreja para eles; igreja de gente atrasada, fanáticos e tantos outros adjetivos. Surgiram as Neopentecostais trazendo novas influencias como bater palmas para acompanhar o ritmo musical, foi surgindo o movimento de corpo em que o adorador, já não se limitava a bater palmas, mas, queria também se movimentar nos cultos, tudo muito estranho para nós assembleianos.
É muito difícil achar que a minha opinião seja a opinião da maioria dos pastores assembleianos. Nunca considerei carnal, mundano ou demoníaco o fato de alguns crentes, já dentro de algumas Assembleias de Deus, dançarem, baterem palmas, correr ou pular nos cultos. Acho sim, por demais infantil  quando alguns querem nos fazer entender que esta é a a maneira de agradar a Deus  nos cultos.  Causa-me arrepios quando alguém usa textos do antigo testamento para fundamentarem essas práticas, citando,  Miriam ou  Davi porque dançaram diante do Senhor. Sem pretender entrar no significado para a Nação de Israel, penso que a igreja primitiva até o final da era apostólica, deveria sinalizar para esse tipo de adoração e não temos qualquer indício nos textos do Novo Testamento. Jesus deveria ter dançado diante do túmulo de Lázaro e não o fez;  exagero meu? Não sei!!
Roubaram a identidade da Assembleia de Deus, fizeram dela um “mix” . Claro que os autores musicais mundanos, souberam mexer com o emocional do povo e como também somos povo, fomos também atingidos, começando pela nova geração de jovens que nunca entenderam as proibições da nossa igreja. Uma grande parte das nossas igrejas,  a musicalidade é a essência do culto. Antes era a Palavra de Deus.
Cada vez que se abre uma nova igreja Assembleia de Deus, surgem novos costumes. Eu mesmo como profissional da área contábil, já abri várias igrejas e na maioria, percebo que seus fundadores não têm qualquer ligação com a nossa história.
Finalmente, afirmar que Deus dá liberdade e os homens criam obstáculos por conta desse assunto é uma demonstração de pouco conhecimento da Palavra de Deus. Se alguém quer cantar, correr, pular, que o faça,  não vejo isso como necessidade para marcar uma igreja diante do quadro aterrador em que vive o mundo;  com dores de parto.

3 comentários:

  1. PASTOR GENIVALDO, A PAZ DO SENHOR.


    O CRESCIMENTO VERTIGINOSO DA OBRA DE DEUS NO BRASIL PROVOCOU O SURGIMENTO DE VÁRIAS CORRENTES EVANGÉLICAS.

    O SENHOR NOSSO DEUS JULGARÁ A OBRA DE CADA SERVO ! ! !

    A ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO DO BELÉM CONTINUA FIRME, SUA ESTRUTURA ESPIRITUAL É A PALAVRA DE DEUS, SEM MISTURA OU MODISMOS.

    O SENHOR NOSSO DEUS JULGARÁ A OBRA DE CADA UM !!!

    LEIA :

    SANDROCRISTAO.BLOGSPOT.COM

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  2. Verdade. O que poucos sabem é que existe uma Assembléia de Deus, a sobra daquela que veio do Norte, conservada e conservadora, sem extremismos.

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  3. Favor mudar: ...a sombra que veio do norte por: "A imagem daquela que veio do Norte".
    grato

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