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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DIA 23 - DIA DO ORGULHO BISSEXUAL

Li na FolhaTeen do dia 19 matéria que me surpreendeu.
"Em tempos de orgulho gay e orgulho hétero, 3% da população brasileira diz sofrer preconceito de ambos os lados. São os bissexuais - mais de 5 milhões em todo o país, segunda pesquisa Datafolha de 2009."

A matéria se estende com a opinião de especialistas em sexualidade que tentam entender as razões do duplo preconceito. O Dr. Alexandre Saad, psiquiatra, especialista em identidade sexual do Hospital das Clínicas, ainda segundo a matéria, lembra que é muito comum que a bissexualidade seja vista como uma fase anterior à confirmação da homossexualidade.

O que despertou a minha atenção para o assunto é que no tocante a preconceito, temos aqui uma prova que isto não é "privilégio" dos héteros. Logicamente, os bissexuais se sentem marginalizados quando em ambiente frequentado por quaisquer dos dois grupos citados: Héteros ou gays.

Visto que o preconceito não exclui ninguém e até surpreende pois todas as discussões levam a pensar que os gays, estão acima de qualquer suspeita,  resta tratar da violência contra esses e quaisquer outros grupos pela forma legal existente.
No cardápio diário, a violência é o prato principal desta sociedade. Tomando como referência, os trogloditas ou homens das cavernas, não dá para dizer que nos distanciamos muito deles, talvez a diferença seja a troca do tacape pelo soco inglês. O que de fato ocorre é que a sociedade moderna marcou território sem fronteiras, estamos tão perto uns dos outros que não nos suportamos, qualquer que seja a ideologia, registra-se nela a alta voltagem da agressão. Vejam as brigas nas assembleias de deputados ou vereadores, nas torcidas organizadas e até nas igrejas, com raras e honrosas excessões.

As últimas violências apontadas pela mídia, contra pessoas em particular, foram executadas por grupos de skinhead ou neo-nazistas bem como por extremistas que odeiam, negros, gays, nordestinos e outros povos e raças rotuladas pela sociedade.

O maior problema não é a questão homofóbica, pois se uma pessoa vai a público e diz que não gosta de nordestinos (minha origem) isto não me causa qualquer constrangimento, porém, se sou agredido por ser nordestino, posso garantir que a coisa tá feia. A violência cresce não por falta de leis que limitem a ação violenta de pessoas preconceituosas, pois não há lei no mundo para controlar algo que está no coração do homem, a violência cresce porque os violentos,  têm certeza da impunidade, assim como os maus políticos roubam pela mesma razão. Cumpra-se rigorosamente a lei e os crimes serão reduzidos a casos desinteressantes para a mídia.

O ser humano deu uma volta de 180 graus e está retomando o caminho do primitivo, quando deveria avançar pelo caminho da boa e pacífica convivência.
 

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