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domingo, 12 de junho de 2011

GLOBO RURAL E O NORDESTE QUE DÁ CERTO.

Considero o "Globo Rural" um dos melhores programas da nossa televisão pela singularidade. Parabéns a Rede Globo e aos apresentadores, dá gosto assisti-los.
Hoje pela manhã, duas reportagens me deixaram suspenso; a primeira, me deixou sem entender porque pagamos o leite, falo de São Paulo, a R$ 2,40 os de primeira linha, quando o produtor, dizia receber apenas R$ 0,60 por litro do leite. Fiquei pensando porque pagamos tão caro por um produto que não pode faltar na mesa do pobre? sabemos da sazonalidade do produto, porém, hoje, a industria o acondiciona em caixas com prazo de validade além das preocupações da sazonalidade, por facilidade  de armazenamento. Alguma coisa não está bem claro e quando o governo interferia nos preços de alguns produtos, logo vinham as gritarias que a economia de mercado não permite o gerenciamento por parte do governo.
A segunda reportagem me comoveu profundamente e me segurei para não chorar.
É a segunda vez que vejo o programa tratar do assunto. No primeiro, um gaúcho saiu da sua terra pela falta de perspectiva  na produção e colheita da soja por conta da variação climática. Pôs a mudança no caminhão e como um verdadeiro migrante, foi para as bandas do Ceará, chegou lá, sem casa para morar, adquiriu as terras que precisava e trabalhou-a, assim estabilizou a sua condição financeira, construindo uma belíssima moradia com todos os confortos da modernidade. No programa de hoje, um catarinense  saiu da sua terra, foi para as bandas do Ceará, adquiriu terras e sob suspeita dos vizinhos que a coisa não funcionaria, plantou rosas e hoje, exporta para a Europa, dando emprego para muita gente. O que quase me fez chorar foi quando os repórteres foram a uma casa cuja moradora, hoje trabalha nesse empreendimento; O marido a havia abandonado com 3 filhos adolescentes, que já tinham experimentado a fome e quando a modesta casa em que habitavam estava totalmente comprometida, a empresa lhes entregou uma confortável, ampla e segura habitação.
Fiquei pensando logo nos coronéis que povoaram o nordeste com seus engenhos de cana de açúcar, nos políticos que tiraram grande proveito da pobreza dos nossos irmãos nordestinos. Da SUDENE, lembram? que alguns coitados pensavam ser uma senhora chamada Da. Sudene que morava no Rio de Janeiro e mandava algum dinheiro para eles? Algum sim, porque a maior parte, serviu para dar mais conforto a alguns coronéis e políticos da época.
O nordeste, dá muito certo, lembro-me de um paraibano que tinha cursado agronomia e acreditava que se Israel tinha plantado no Negev eles também conseguiriam e nunca mais se ouviu falar nesse nordestino nem na sua crença. Hoje o Nordeste ainda surpreende pelo que produz e a pobreza misturada ao turismo sexual, seriam banidos do território na proporção do crescimento. O nordestino é um forte, despojado, trabalhador; verdade que as vezes encontramos alguns por estas plagas que mancham a dignidade desse povo aguerrido.
O Nordeste dá muito certo e permita Deus que essa região transforme o Brasil no celeiro do mundo.

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