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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A ARTE DE FAZER INIMIGOS.

INIMIGO NÃO SE FAZ, VEM PRONTO. COM RARA EXCESSÃO, PROVOCAMOS QUEM ESTÁ CONTIDO E QUIETO.
Penso que milhares de pessoas devem ter lido alguma das inúmeras obras sobre a arte de fazer amigos. O que é mais fácil, fazer amigos ou inimigos?
Por acaso, ouvia um dos jornais enquanto almoçava e era o momento da despedida do jogador Ronaldo Fenômeno. A imprensa se acotovelava. Em suas emocionadas palavras ele disse: "Ao longo da minha carreira, fiz muitos amigos. Não me lembro de ter feito inimigos!".
Fazer amigos, exige certa habilidade, romper com barreiras impeditivas, principalmente o preconceito. Há dois motivos pelos quais as pessoas fogem de um bom relacionamento nas primeiras oportunidades; O primeiro, por puro preconceito e o segundo, pela velha mania de olhar todo mundo como ser superior.
Não quero me deter muito sobre amizades e inimizades no mundo social ou profissional, todavia, mesmo agindo cautelosamente para não despertar o dorminhoco inimigo, ele aparece de maneira rápida e sempre barulhento; basta um elogio do patrão pelo reconhecimento das suas habilidades e está feita a trincheira das guerras futuras.
Na igreja, aqui sim, é onde qualquer desvio da boa relação pesa muito pois atribuímos um peso muitas vezes maior para aqueles com quem nos relacionamos  de modo mais intimo, por vezes, acima do relacionamento familiar. Não temos paciência com qualquer desvio de conduta pois alinhamos todos, as exigências da Bíblia Sagrada, sua doutrina, seus preciosos ensinamentos que abrangem todas as áreas da vida humana.
O "inimigo" se bem que os santos, não consideram os irmãos assim, agem impulsivamente, defendendo um território que pensam, serem seus. A falha de visão espiritual os leva a pensar que a igreja é um fim em si mesmo quando o fim é Cristo e dentro do convívio, invocamos o texto de Paulo escrito aos Filipenses (2:3) "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas, por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. (grifo nosso).  A graça de Deus em nossas vidas por vezes desperta ciumes e consequentemente, inimizades.
Há pastores, que são culpados em alimentar intrigas dentro da igreja. Por vezes ignoram quantos dentro da igreja, sofrem e se angustiam, quando vêem o pastor, esbanjando elogios a cantora "predileta" da congregação ou aquele irmão pregador com aparência de um deus grego, por ter  diplomas,  dinheiro, possantes carros e tem como sonho de consumo, bajular o pastor descaradamente. Com tudo isso, o campo está fertilizado; mesmo sem esses ingredientes,  aqueles que verdadeiramente são fiéis, sábios, habilidosos no trato das coisas de Deus, estão sempre caminhando pelas beiradas para não despertar o inimigo que está hibernando no coração e na alma de alguém. Há pessoas que são maravilhosas e nem precisariam se desviar do curso bom e natural da vida cristã, porém, um certo complexo de inferioridade se transforma numa arma poderosa,  para gerar  inimigos. O complexo de inferioridade  faz com que o portador, se levante contra qualquer um que pareça atrapalhar sua fome de evidênciar-se diante da igreja.
Não há nada pior, sabermos que alguém está dormindo mal e que eu ou você sejamos involuntariamente a causa dessa insônia.

Alguns textos para meditação:
Sl 120:6-7 A minha alma bastante tempo, habitou com os que destestam a paz. Pacífico sou,mas, em eu falando, já eles estão em guerra.

Gl. 4:16 Fiz-me, acaso, vosso inimigo, dizendo a verdade?
              Caro irmão Paulo, por acaso ninguém te falou que a verdade faz inimigos?.
Rm 12:20 Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.

O meu conselho é: Respeite sempre,  porém, não esconda o brilho da sua estrela nem permita que outros o façam. Se Deus quer você em evidência, encare tudo com coragem e quando alguém te agredir, faça de conta que foi com o vizinho do lado.



5 comentários:

  1. Excelente texto, meu amigo e pastor, pois nos faz refletir, e muito.

    Um grande abraço.

    Ciro Sanches Zibordi

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  2. Sinto-me lisonjeado partindo de você, homem das letras e dos livros.
    Deus continue te abençoando.
    Forte abraço envolvendo sua maravilhosa família.

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  3. A paz do Senhor,pastor Genivaldo!

    Um assunto muito interessante e que vivemos muito hoje em dia dentro da igreja atual.
    E muitas vezes não nos damos conta o quanto isto é prejudicial ao bom andamento do corpo de Cristo!

    Parabens pela matéria!

    Flavia

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  4. Prazer, Flavia.
    Essas e outras questões passam imperceptíveis, poucos notam, precisa ter muito amor a igreja para sentir o efeito nefasto desses comportamentos. Como pastor, sempre lutei para evitar duas coisas: 1) Ataques de estrelismos 2) Formação de panelas. Acredite, sofremos muito somente com essas duas frentes.
    Deus abençõe voce e sua família.
    Serei sempre grato pelo envio de qualquer colaboração para gtmcont@bol.com.br ou pelo hotmail vinculado ao blog prgenivaldo@hotmail.com

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  5. A paz do Senhor!

    Ótimo texto, pastor!
    É uma triste constatação a nossa em saber que tudo isso ocorre no seio da igreja do Senhor: pessoas cheias de vanglória, contenda, disse-me-disse, intriga, peleja, e tantas outras obras da carne; e por quê? Inveja, simplesmente!

    Há pessoas que não aguentam ver outras crescerem na graça e no conhecimento do Senhor e nem muito menos desfrutarem das dádivas que Ele mesmo concede aos que o buscam de verdade! Triste!!!

    "O furor é cruel e a ira impetuosa, mas quem poderá enfrentar a inveja"? (Provérbios 27:4)

    Um abraço!

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